ÁGUA BOA

Agronegócio

Câmara do Cacau rejeita isenção tarifária para importação de amêndoa para atendimento do mercado interno

Publicado em

Agronegócio


Brasília (13/09/2021) – A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau do Ministério da Agricultura rejeitou, em reunião extraordinária na sexta (10), um pedido feito para isentar tarifas de importação de amêndoas para atendimento do mercado interno.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião. A solicitação para isentar as tarifas de importação de amêndoas de cacau em bruto ou torrado foi feita pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).

A solicitação da AIPC se baseou na Resolução do GMC nº 49/19 do Mercosul, que permite a redução da tarifa de importação a 0 ou 2%, para um volume e prazo predeterminados não podendo ultrapassar 365 dias.

O pedido requeria a redução da tarifa a 0% para importação de 86 mil toneladas do produto em um prazo de 365 dias a contar da aprovação do pedido. O volume pleiteado visa o atendimento do mercado interno. Refere-se a um volume adicional às importações já realizados na modalidade de drawback, que obriga a reexportação do equivalente em produto processado.

A justificativa dos representantes das indústrias processadoras foi a possibilidade de desabastecimento e pelo possível aumento na demanda no mercado nacional por derivados de cacau.

Leia Também:  O Boletim do Leite de setembro está disponível no site!

“Ao analisar os dados dos últimos dez anos, verifica-se que foram recebidas da produção nacional, na média, 188,7 mil toneladas de cacau e importados 44,9 mil toneladas pelo regime de
drawback
”, explicou o coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, que apresentou durante a reunião uma análise do setor para avaliação do eventual risco de desabastecimento.

De acordo com ele, considerando o balanço de oferta (recebimento nacional + importação via drawback) e demanda (processamento industrial) dos últimos dez anos, há estoque para sustentação de eventuais quebras de safra não drástica.

“A importação do volume requerido de 86 mil toneladas se justificaria caso houvesse potencial redução no recebimento de 46%, em relação à média histórica, ou uma ampliação de volume equivalente no processamento para atendimento do mercado interno” disse.

Segundo ele, “os dados demonstraram que o volume demandado, para suplementação da demanda, com isenção tarifária é muito acima do que uma eventual quebra de safra poderia oferecer de déficit. Isso demonstra um forte potencial de impacto no balanço de oferta e demanda do mercado, caso seja confirmada”.

Leia Também:  Instituto AgriHub anuncia as nove startups selecionadas para o Seed Innovation

A recomendação de Silva, que também é consultor técnico da Câmara, foi pela não aceitação do pedido da indústria até que houvesse números oficiais que justifiquem de fato o risco de desabastecimento e a real necessidade de suplementação.

“A recomendação vai de encontro e se complementa com as informações fornecidas pelos representantes dos principais estados produtores na reunião, que argumentaram a não existência de uma potencial quebra de safra expressiva.”

No entanto, segundo Silva a medida não se caracteriza como uma restrição à importação para destinação de amêndoas para o mercado interno, que continua autorizada com a cobrança de 10% de Imposto de Importação.

Após as apresentações, a Câmara, por maioria, se mostrou contrária à aprovação do pedido da AIPC. Como encaminhamento, a Câmara Setorial enviará a decisão ao Mapa, que deverá tomar sua posição diante da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Gaúcha do Norte prevê início do plantio da safra 21/22 para os próximos dias

Publicados

em

As primeiras precipitações de chuva dos últimos dias têm animado os produtores rurais de Gaúcha do Norte, no interior de Mato Grosso. Quem ainda não finalizou o preparo do solo para receber a semente da soja, segue com os trabalhos acirrados para conseguir aproveitar ao máximo a janela da cultura.

“As chuvas ainda são manchadas e em pouca quantidade, mas se as previsões de chuva se confirmarem, o plantio já deve iniciar no começo do mês de outubro. Mas, também tem produtor comentando que se na propriedade chover acima de 70mm ainda em setembro deve iniciar o plantio” comentou o presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Josinei Zemolin.

Nas propriedades Amanhecer II e São Jorge, já está tudo pronto para iniciar o plantio nos próximos dias. “Estamos esperançosos em abrir o plantio em setembro novamente, com chuvas de 20 mm vamos dar início no plantio em Gaúcha do Norte. Tivemos chuva de 10 mm na Fazenda Amanhecer II e 50 mm na Fazenda São Jorge”, disse o proprietário João Paulo Calgaro.

Leia Também:  O Boletim do Leite de setembro está disponível no site!

No último final de semana, o produtor realizou um teste para o plantio na propriedade, mas não se confirmou devido a alta temperatura no solo, com 45º, isso antes das 9 horas da manhã.

Início do plantio da safra de soja 2021 22 em Gaúcha do Norte; Crédito – Cely Trevisan.

A área total das duas propriedades destinada a cultura da soja deve crescer 14% em relação à safra anterior, chegando a 2.500 hectares. “A expectativa é boa para a próxima safra, só estamos com o pé atrás com os custos pra próxima safra a 22/23. Está tendo um aumento significativo, onde os fertilizantes como super simples saiu de US$ 280/320 a tonelada para US$ 720 a tonelada, o KCL (cloreto de potássio) também teve alta expressiva”, pontuou Calgaro.

Além de Gaúcha do Norte, a família possui propriedade em Campos de Júlio com uma área de 2.200 hectares destinadas para essa safra de soja e com 160 mm acumulados.

Olho no Araguaia –  Por Cely Trevisan para AGRNotícias.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA