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CNA debate acordos internacionais de comércio no Senado

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Brasília (27/08/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou a competitividade do agro brasileiro na audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, na quinta (26), que discutiu os acordos internacionais em negociação.

“Somos favoráveis à abertura comercial do Brasil. O agro é um setor muito competitivo e entendemos que esse é um caminho de duas vias, exportação e importação”, afirmou Sueme Mori, coordenadora de Inteligência Comercial da CNA. “Falamos muito de superávit, mas ainda importamos muito pouco.”

De acordo com os representantes dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Relações Exteriores e Economia que também participaram da audiência, o Brasil tem uma pauta extensa para ampliar a rede de acordos internacionais, como, por exemplo, Vietnã, Indonésia e Coreia do Sul.

Sueme apresentou o grau de abertura do Brasil e mostrou que apesar de ter poucos acordos internacionais, nove no momento, o País é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo.

“A competitividade dos nossos produtores agropecuários mostra que mesmo sofrendo com as questões tarifárias e outras coisas, nosso desempenho é surpreendendo”.

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A coordenadora frisou que em 2020 o comércio mundial de bens e serviços teve uma queda de 12%, porém, as exportações agrícolas subiram 0,9%. Ela disse ainda que o comércio agrícola vem crescendo e que o Brasil está entre os protagonistas para garantir a segurança alimentar mundial.

Sobre os ganhos de abrir o País a novos mercados, Sueme disse que além da questão tarifária, há também o equilíbrio nas condições de competição, abertura de um canal de diálogo diferenciado, melhoria na logística e ganhos ao consumidor e ao produtor rural, que paga um preço inferior pelos insumos devido às negociações tarifárias.

“No caso da Coreia, com relação às barreiras sanitárias e fitossanitárias, por exemplo, se você tiver um canal de diálogo diferenciado que já negociou as bases dele no acordo, sem dúvida faz toda a diferença para a entrada real do produto naquele país”.

Sueme pontuou que, para melhorar as negociações internacionais, é necessário aumentar a competitividade dos produtos, melhorar a promoção comercial, ter acesso a financiamentos e criar uma cultura exportadora.

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“O esforço para negociar é fundamental, mas há outras questões que fazem parte desse pacote de como fazer o Brasil ter uma participação maior lá fora. Se o País não tiver um produto competitivo não adianta negociar, por exemplo. Hoje temos 25 mil empresas exportadoras. É muito pouco para o tamanho do nosso País”.

A coordenadora de Inteligência Comercial da CNA afirmou que a confederação tem buscado diversificar a pauta internacional com o programa Agro.BR, que em parceria com a Apex-Brasil, apoia pequenos e médios empresários rurais com capacitação, montagem de portfólio entre outras ações.

“O foco desse projeto é a Ásia. Já temos um escritório na China, em Xangai, e em breve abriremos um em Singapura porque acreditamos que naquela região há muitas oportunidades ainda pouco aproveitadas,” disse. “Temos estudos para embasar as negociações e estamos à disposição para continuar contribuindo com o debate”.

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Fonte: CNA Brasil

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Gaúcha do Norte prevê início do plantio da safra 21/22 para os próximos dias

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As primeiras precipitações de chuva dos últimos dias têm animado os produtores rurais de Gaúcha do Norte, no interior de Mato Grosso. Quem ainda não finalizou o preparo do solo para receber a semente da soja, segue com os trabalhos acirrados para conseguir aproveitar ao máximo a janela da cultura.

“As chuvas ainda são manchadas e em pouca quantidade, mas se as previsões de chuva se confirmarem, o plantio já deve iniciar no começo do mês de outubro. Mas, também tem produtor comentando que se na propriedade chover acima de 70mm ainda em setembro deve iniciar o plantio” comentou o presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Josinei Zemolin.

Nas propriedades Amanhecer II e São Jorge, já está tudo pronto para iniciar o plantio nos próximos dias. “Estamos esperançosos em abrir o plantio em setembro novamente, com chuvas de 20 mm vamos dar início no plantio em Gaúcha do Norte. Tivemos chuva de 10 mm na Fazenda Amanhecer II e 50 mm na Fazenda São Jorge”, disse o proprietário João Paulo Calgaro.

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No último final de semana, o produtor realizou um teste para o plantio na propriedade, mas não se confirmou devido a alta temperatura no solo, com 45º, isso antes das 9 horas da manhã.

Início do plantio da safra de soja 2021 22 em Gaúcha do Norte; Crédito – Cely Trevisan.

A área total das duas propriedades destinada a cultura da soja deve crescer 14% em relação à safra anterior, chegando a 2.500 hectares. “A expectativa é boa para a próxima safra, só estamos com o pé atrás com os custos pra próxima safra a 22/23. Está tendo um aumento significativo, onde os fertilizantes como super simples saiu de US$ 280/320 a tonelada para US$ 720 a tonelada, o KCL (cloreto de potássio) também teve alta expressiva”, pontuou Calgaro.

Além de Gaúcha do Norte, a família possui propriedade em Campos de Júlio com uma área de 2.200 hectares destinadas para essa safra de soja e com 160 mm acumulados.

Olho no Araguaia –  Por Cely Trevisan para AGRNotícias.

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