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CNA debate alternativas para aumentar produção de trigo no Cerrado

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Brasília (1º/07/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na quarta (30), a live “Quais os caminhos para a produção de trigo no Cerrado?”. O encontro foi moderado pelo presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Participaram o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Osvaldo Vieira, o produtor rural e presidente da Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Eduardo Abrahim, e o sócio-diretor da Mattana Consultoria Agronômica, Pedro Mattana Jr.

Os debatedores analisaram a situação do cultivo de trigo na região, os desafios para o crescimento e iniciativas para a promoção do cereal no Cerrado.

Segundo Arioli, a produção de trigo ainda é concentrada na região Sul e, atualmente, apenas 10% da área plantada com a cultura está no Cerrado. Em 2020, a oferta brasileira foi de 6,2 milhões de toneladas, enquanto o consumo totalizou 12,1 milhões de toneladas (Conab), gerando uma balança comercial deficitária de US$ 1,4 bilhão.

“O Brasil tem muito a ganhar com o crescimento do trigo e a redução da dependência internacional. Há um grande espaço para a expansão da produção nacional, gerando emprego e renda aqui”, afirmou.

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Apesar de ainda ser pequena, a produção do cereal teve um aumento de 150% nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e no oeste da Bahia nos últimos 10 anos, passando de 100 mil para 250 mil hectares. Outro destaque é a qualidade e a produtividade obtidas no Cerrado.

“A pesquisa avançou muito nos últimos anos e o trigo começou a crescer na região. Hoje, temos uma plataforma completa de genética e manejo alinhada com a indústria moageira, que está animada com essa perspectiva”, disse Osvaldo Vieira.

Para o presidente da Atriemg, o futuro da atividade e da autossuficiência em relação ao cereal passa pelo Brasil central. Conforme Eduardo Abrahim, testes com as novas variedades desenvolvidas pela Embrapa para o clima da região vêm apresentando índices elevados de produtividade em ciclos curtos.

Na opinião de Pedro Mattana Jr., entre os desafios para aumentar a área ainda estão a competição com o milho – que tem apresentado melhor rentabilidade nos últimos anos –, uma maior presença de moinhos operando na região e a disponibilidade de cultivares que tenham resistência à Brusone, uma doença que provoca grandes perdas na cultura.

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Outra alternativa discutida pelos participantes foi o projeto de expansão do trigo no Cerrado da Embrapa. De acordo com Osvaldo Vieira, o objetivo é alcançar a marca de 323 mil hectares cultivados até 2023, o que diminuiria em R$ 450 milhões o déficit da balança comercial.

A iniciativa está focada em sete atividades – organizar a produção de sementes, transferir tecnologia para os sistemas de sequeiro e irrigado, apoiar a governança na cadeia produtiva, comunicação e divulgação do trigo tropical, aperfeiçoar o zoneamento climático, fortalecer núcleos de pesquisa e desenvolver materiais com tolerância à Brusone. A expectativa é que o projeto seja aprovado ainda este ano.

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Fonte: CNA Brasil

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Campo Futuro levanta custos de produção em nove estados

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Brasília (30/07/2021) – O Projeto Campo Futuro levantou nesta semana os custos de produção de aquicultura (piscicultura), cana-de-açúcar, grãos (soja, milho e feijão), pecuária de leite e pecuária de corte.

Os encontros ocorreram de forma virtual como medida de segurança para atender os protocolos sanitários com o objetivo de evitar o contágio do coronavírus.

Os painéis de grãos ocorreram em Cristalina (GO), Dourados (MS) e Naviraí (MS). Em Morro Agudo (SP), Campo Florido (MG), João Pessoa (PB) e Recife (PE), ocorreram os levantamentos de cana-de-açúcar.

Houve, ainda, um painel de pecuária de leite, em Marmeleiro (PR), um de pecuária de corte, em Santa Maria (RS) e um de piscicultura, em Cuiabá (MT).

Os levantamentos foram feitos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Labor Rural (Universidade Federal de Viçosa – UFV) e Pecege (Esalq/USP).

A iniciativa analisa as informações obtidas a partir da realidade produtiva apresentada pelos produtores. Participam dos encontros virtuais (medida de segurança para evitar o contágio do coronavírus) representantes das federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos rurais dos municípios e produtores rurais. Os dados obtidos são preliminares.

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