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CNA debate autocontrole e padrões de classificação no setor de hortaliças

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Brasília (09/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu, na terça (8), durante reunião da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores, o Projeto de Lei n.º 1293/2021, do Poder Executivo, que dispõe sobre autocontrole e os possíveis desdobramentos para o setor de hortaliças e flores.

O presidente da Comissão, Manoel Oliveira, ressaltou a importância do debate conjunto do tema de autocontrole e classificação de hortaliças.

“Existem muitas dúvidas do setor de hortaliças sobre o PL e há uma expectativa muito grande de que ele venha solucionar alguns problemas vivenciados pelo setor de hortaliças, principalmente, no que se refere à classificação. Por isso, trouxemos o debate conjunto para verificarmos o objetivo central da proposta e entender até que ponto ela contempla os anseios setoriais”, afirmou.

Segundo o coordenador de Produção Agrícola da CNA, Maciel Silva, a CNA é favorável à proposta do governo, mas acredita que alguns pontos no texto precisam ser aprimorados para que não haja dúvidas em relação à interpretação caso seja aprovado.

“A Confederação tem trabalhado nesses ajustes junto ao Congresso Nacional e nos fóruns de discussão do setor”, afirmou. Silva afirmou que se aprovado, o PL irá oferecer maior autonomia ao setor privado no processo de fiscalização.

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“A proposta prevê a manutenção da preocupação do setor com a identidade, qualidade, inocuidade e segurança dos alimentos, insumos e demais produtos agropecuários. Ela prevê a desburocratização e maior liberdade econômica para os entes envolvidos, mas não os eximem do cumprimento os parâmetros normativos relacionados ao setor, ao mesmo tempo em que amplia a eficiência fiscalizatória do Ministério da Agricultura.”

O coordenador ressaltou que há um aprimoramento no que se refere à parte de fiscalização. Ele explicou que a proposta estabelece maior relação de confiança entre governo e a iniciativa privada.

O Projeto de Lei está na Câmara dos Deputados aguardando parecer do relator na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, deputado Domingos Sávio (PSDB/MG).

Outro tema debatido na Comissão foram as normas vigentes para classificação e padronização vegetal, trazendo situações práticas e benefícios ao setor de hortaliças.

André Bispo, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, fez uma apresentação sobre o assunto.

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“A classificação traz um conjunto de obrigatoriedades que um produto precisa seguir. Já a padronização busca mediar conflitos, descrevendo critérios e valores, apresenta efeito prático porque gera reputação para o setor”.

Para a cadeia de hortaliças, Bispo ressaltou que os padrões de classificação são complexos, pois o processo padrão de classificação requer estrutura, perícia e amostragem de cada lote.

“A estrutura foi pensada para grãos, já no caso da horticultura, depois de um período o produto periciado já não é mais o mesmo, considerando sua restrita vida de prateleira e dificuldade de manuseio e armazenagem.”.

Bispo reforçou que o ministério faz a fiscalização dos produtos hortícolas com intuito de garantir a segurança alimentar e a estruturação do setor. “Nosso foco é a proteção dos nossos consumidores evitando o consumo de produto impróprio.”

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Fonte: CNA Brasil

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Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

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Sustentabilidade

Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

Localizadas em propriedades rurais as fontes estão 97% preservadas

12/06/2021

Levantamento realizado pelo projeto Guardião das Águas, de iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), identificou que produtores rurais de Primavera do Leste, região Sudeste do Estado preservam 97% das nascentes. O estudo apontou que, das 259 fontes encontradas em áreas agricultáveis, 250 estão em ótimo estado de conservação. O município possui 194.329 mil hectares de plantio de milho e 285.507 mil ha de cultivo de soja.

O estudo aponta também, que produtores rurais de Paranatinga, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Rondonópolis, Cuiabá e Itiquira também preservam o patrimônio natural. Nesses municípios os resultados mostram um percentual de conservação das fontes entre 95 e 99%. O Guardião das Águas é desenvolvido há três anos e já mapeou 63.859 nascentes em 34 municípios do Estado.

O mapeamento tem como objetivo avaliar e diagnosticar as nascentes dos municípios produtores de soja e milho, de acordo com o grau de conservação, além de apoiar a regularização ambiental e fomentar estratégias internacionais.

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Gerente de Sustentabilidade e responsável pelo projeto, Marlene Lima, explica que “o Guardião das Águas é uma ação contínua que serve para instruir o produtor associado sobre os trabalhos de restauro florestal que precisam ser realizados nas fazendas”.

Em Primavera do Leste, na fazenda do produtor rural Rafael Zanin, as nascentes estão intactas. “Nossa área é de cerca de 5 mil hectares, aqui cultivamos soja, milho e pecuária. Fazemos aceiro, áreas de dreno, não derrubamos árvores, nem o gado bebe água das nascentes, pois temos poço artesiano e local apropriado para eles. Separamos o lixo e reciclamos, tudo com muita responsabilidade, já que em nossa propriedade temos três dos principais biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal”.

Morador de Paranatinga há uma década, o produtor rural Abel Dognani, se orgulha ao falar do município e suas potencialidades. A fazenda de 2.500 hectares possui diversas nascentes preservadas, bem como reserva legal intacta. “Plantamos soja e milho, mas temos a consciência da preservação do meio ambiente. Reflorestamos cerca de 20 a 30 metros em torno das nascentes e com isso os açudes (represas de água) estão cheios, o que atende toda a demanda da fazenda”, enfatizou Abel.

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O projeto Guardião das Águas tem responsabilidade com o meio ambiente.“A sustentabilidade no agronegócio envolve práticas ambientais nas atividades agrícolas, bem como adoção de novas tecnologias e aplicação de métodos sustentáveis na rotina do campo. Prova disso é a preservação das nascentes em propriedades rurais, em média 95% delas em ótimo estado de conservação”, declarou presidente da Aprosoja, Fernando Cadore.

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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