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CNA debate equilíbrio nos contratos rurais para o sistema produtivo

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Brasília (10/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu uma live sobre o tema “Equilíbrio nos contratos rurais: uma proposta de melhoria para todo o sistema produtivo”, na quarta (9).

O debate contou com o fundador do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA), Renato Buranello; do presidente-executivo da Associação Brasileira das indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Meloni Nassar; e do diretor regional da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB – Oeste da Bahia), Moisés Almeida Schmidt. O moderador foi o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Os participantes fizeram uma contextualização do segmento e discutiram a importância dos contratos a termo, como aprimorar esse instrumento para favorecer todos os elos da cadeia produtiva e a autorregulação como uma alternativa para melhorar o sistema.

Segundo Arioli, a base da comercialização da crescente produção brasileira são os contratos a termo, ou seja, compromissos de compra e venda de determinado ativo – como soja ou milho, por exemplo – no mercado, para pagamento em data futura a um preço preestabelecido.

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“Essa comercialização vem se tornando cada vez mais antecipada e em volumes maiores. É necessário um mecanismo consistente e atrativo tanto para o comprador quanto para o vendedor manterem e aprimorarem a credibilidade do sistema”, afirmou.

Nassar destacou a visão das tradings em relação aos contratos rurais. Conforme ele, os documentos são a base para o planejamento da logística de exportações das indústrias e uma forma de reduzir os riscos para os produtores.

Na opinião de Schmidt, os contratos são “ótimos” para os produtores, pois trazem garantias em períodos de incerteza e permitem projetar as compras de insumos e os custos de produção para safras futuras.

“O produtor também precisa programar as suas compras com as indústrias e os contratos servem como uma garantia de pagamento. Não consigo ver o produtor sem esse instrumento, inclusive para quitar os financiamentos no banco”, disse.

Buranello acredita que os contratos são uma “realidade inafastável”, que integra e regula toda a cadeia produtiva. Além de trazer segurança jurídica e transparência, ele acredita que esse mecanismo permite a busca de recursos para a produção, favorece novos investimentos e contribui para a manutenção de linhas de crédito, com taxas menores e volume capaz de atender ao crescimento do setor.

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Os participantes destacaram que o tema é amplo e que o Brasil tem muito a evoluir nessa área junto à iniciativa privada. Entre os desafios estão incorporar mais garantias para que os contratos sejam cumpridos e desenvolver grupos para aperfeiçoar e mediar conflitos entre as partes.

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Fonte: CNA Brasil

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Fórum apresenta avanços do Plano Estratégico em MS e desafios para as próximas etapas do PNEFA

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O significativo avanço da agropecuária de Mato Grosso do Sul e os aspectos positivos ao setor produtivo com a retirada da vacinação contra a febre aftosa. Esses foram os principais pontos da palestra do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, ministrada no III Fórum do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa – PNEFA, nesta quinta-feira (17), em formato on-line.

“A retirada da vacina é a etapa final para alcançarmos o maior nível sanitário global: livre de aftosa sem vacinação. Mato Grosso do Sul alcançando esse status colocará sua produção no mesmo patamar de importantes players do mercado, reforçando a confiabilidade do setor e seu comprometimento em ampliar sua competitividade, impulsionando o desenvolvimento econômico do estado”, destacou Saito.

O secretário Jaime Verruck, presidente do Comitê Estadual do Plano Estratégico do PNEFA, falou dos avanços do programa e das metas nacional e estadual.

“Este é um projeto extremamente importante para a economia do estado e para quem aqui produz. A iniciativa depende exclusivamente da ação da classe produtora. Chegamos em um grau onde é possível retirar a vacina contra febre aftosa, e é sabido que os estados que já retiraram a vacina registram ganhos. Todas as medidas necessárias já estão encaminhadas”.

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O superintendente da SFA, Celso Martins, ressaltou a importância da difusão de informação. “A realização de um fórum como este é fundamental para discutirmos a retirada da vacinação, pois caminhamos rumo à evolução. É uma responsabilidade de todos conquistarmos as condições necessárias para que a retirada da vacinação aconteça, pois será um reflexo dos trabalhos realizados hoje”, comenta.

“É uma grande honra apresentar os avanços Do PNEFA, que envolvem mais do que a retirada da vacinação, mas também elevar o status sanitário do estado, valorizar nosso produto e o envolvimento do produtor”, destacou o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold.

Para Chefe de Divisão de Febre Aftosa do Mapa, responsável pelo programa nacional de Febre Afotsa, Mato Grosso Sul tem um impacto dentro do programa. “Juntamente com MT, o MS faz parte de uma importante fronteira, estando no coração do Brasil. Precisamos mudar paradigmas e, para isso, é essencial o papel dos produtores rurais. Nesse sentido, a Famasul tem contribuído muito, com representatividade e empenho em conjunto com todos os segmentos”.

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Sobre o Fórum

Voltado a produtores rurais, profissionais da área de indústria e comércio de insumos pecuários, profissionais de ciências agrárias e estudantes, o evento virtual foi transmitido pelo Youtube, das 14h às 18h, com palestras de Ana Carolina Botelho, auditora fiscal do Mapa, sobre “Situação da Febre Aftosa e os avanços do Plano Estratégico – PNEFA Brasil”; Antônio Carlos Carvalho de Souza, presidente da FESA/ MT, sobre a “Importância da Estruturação de fundos privados para a defesa sanitária animal”; e Daniel Ingold, com “Ações para implantação do Plano Estratégico 2017-2026 no estado de MS.

Fonte: CNA Brasil

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