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CNA e Cepea levantam custos de produção de grãos em Goiás e no Paraná

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Brasília (16/07/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou nesta semana três levantamentos de custo de produção de grãos, juntamente com o Centro de Estudos Avançados em economia Aplicada (Cepea), dentro do Projeto Campo Futuro, para as culturas da soja, milho 1ª e 2 safra, feijão, trigo e cevada.

Os encontros virtuais (medida de segurança para evitar a transmissão do coronavírus) foram feitos com produtores e representantes de sindicatos rurais de Rio Verde (GO), Guarapuava (PR) e Castro (PR), com a participação das federações de agricultura e pecuária dos dois estados.

Rio Verde – Na quinta (15), o painel colheu informações sobre a realidade produtiva do município goiano, envolvendo a soja intacta e o milho 2ª safra. A oleaginosa teve um aumento de 21% no Custo Operacional Efetivo (COE) na safra 2020/2021 em relação à safra anterior, totalizando R$ 3.277 reais/ha. O fertilizante foi o item que mais subiu (+18%), seguido das operações mecânicas (+13%). As produtividades registradas na região foram de 62 sacos por hectare de média.

No caso do milho 2ª safra, houve queda de produtividade em razão da seca e da geada. A colheita esta no início, mas a expectativa é chegar em 60 sc/há, ante 115 sc/há na safra passada. “Os bons preços ainda mantêm a margem levemente positiva para o produtor, caso as produtividades se confirmem”, diz o assessor técnico da CNA, Fábio Carneiro. A margem líquida sobre o custo total é de 423 reais/há. O COE subiu 31% para o grão (R$ 2.684). Fertilizantes (+89%) e defensivos (+45%) tiveram as maiores altas em relação ano passado.

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Guarapuava – O levantamento no município paranaense foi realizado na quarta (14). A soja Intacta teve aumento de 13% no COE, que ficou próximo de R$3.500/há. As maiores elevações no custo foram com operações mecânicas (+18%) e insumos (10%). E a produtividade média ficou em 66 sc/há.

Para o milho 1ª safra, o aumento foi de 21% no COE. O gasto com defensivos agrícolas subiu de R$ 461/há para R$ 744 reais/ há, justificado pela alta das despesas com inseticidas para controle de cigarrinha, que subiram de R$ 65 reais/há para R$ 240/há, elevação de 269%. O COE de milho 1ª safra atingiu 6.500 reais/há. Já a produtividade média fechou em 200 sc/há, o que possibilitou uma margem positiva e acima do obtido em relação à soja Inctacta.

Nas culturas de inverno, o COE subiu 6% para a cevada (R$ 3.850/há) e 16% no trigo (R$ 3.733/há). As produtividades das duas culturas foram boas. Com o resultado, a cevada superou em R$ 550 a margem do trigo.

Castro – Na soja Intacta, os custos com insumos ficaram próximos a R$ 2.100, o que representa metade do COE, que subiu 7% com relação ao ano passado. O clima colaborou durante o desenvolvimento da safra e a produtividade média da região superou 70 sc/há.

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Apesar de a região ser tradicional no plantio de milho 1ª safra, a área plantada tem se reduzido nos últimos anos. A produtividade das lavouras de milho também caiu em 2021, fechando em torno de 180 sc/há. O custo operacional efetivo do milho 1ª safra BT RR já ultrapassa R$6.500/há.

As produtividades do feijão das águas (-35%) e da seca (-43%) caíram consideravelmente nessa safra e o produtor segurou o investimento na cultura. O feijão das águas trouxe um retorno positivo para o produtor, mas o feijão das secas (2ª safra) conseguiu pagar apenas o COE.

Entre as culturas do painel, o trigo registrou o maior aumento de custo (+25%) e fechou próximo a R$ 3.500 reais/há. “O clima contribuiu e as produtividades superaram 70 sc/há, o que manteve a cultura rentável e sendo a melhor opção para o produtor no inverno”, concluiu Carneiro.

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Fonte: CNA Brasil

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Campo Futuro levanta custos de produção em nove estados

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Brasília (30/07/2021) – O Projeto Campo Futuro levantou nesta semana os custos de produção de aquicultura (piscicultura), cana-de-açúcar, grãos (soja, milho e feijão), pecuária de leite e pecuária de corte.

Os encontros ocorreram de forma virtual como medida de segurança para atender os protocolos sanitários com o objetivo de evitar o contágio do coronavírus.

Os painéis de grãos ocorreram em Cristalina (GO), Dourados (MS) e Naviraí (MS). Em Morro Agudo (SP), Campo Florido (MG), João Pessoa (PB) e Recife (PE), ocorreram os levantamentos de cana-de-açúcar.

Houve, ainda, um painel de pecuária de leite, em Marmeleiro (PR), um de pecuária de corte, em Santa Maria (RS) e um de piscicultura, em Cuiabá (MT).

Os levantamentos foram feitos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Labor Rural (Universidade Federal de Viçosa – UFV) e Pecege (Esalq/USP).

A iniciativa analisa as informações obtidas a partir da realidade produtiva apresentada pelos produtores. Participam dos encontros virtuais (medida de segurança para evitar o contágio do coronavírus) representantes das federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos rurais dos municípios e produtores rurais. Os dados obtidos são preliminares.

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