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Em Terra Roxa, planejamento e investimentos garantem sustentabilidade sindical

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Nos últimos anos, o Sindicato Rural de Terra Roxa, no Oeste do Paraná, diversificou seus pilares de sustentação financeira. Antes mesmo do fim da contribuição sindical obrigatória em novembro de 2018, a entidade vinha se preparando para ter outras fontes de renda. Construção de imóveis e a procura por convênios com planos de saúde e empresas de telefonia estiveram entre as apostas. E o que já vinha dando certo, agora ganhou um novo ânimo, com a ajuda do Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Segundo Fernando Volpato Marques, presidente da entidade sindical, a viabilidade econômica sempre foi uma preocupação da diretoria. Por isso, o sindicato construiu três prédios com salas comerciais. Hoje, o Sicoob, o Bradesco e a prefeitura alugam esses imóveis e garantem uma renda fixa ao sindicato. “É um pensamento que temos há bastante tempo, pois já pensávamos lá atrás que poderia ocorrer o fim da contribuição. Podemos dizer que agimos com antecedência”, conta Marques.

Além desses imóveis, a própria sede do sindicato também gera recursos. Um anfiteatro capaz de abrigar confortavelmente 150 pessoas é uma referência no município. “Locamos o espaço, na média, por R$ 450, pelo menos uma vez por mês para eventos”, destaca o gerente do sindicato, Osvair Mauro Frasson.

Além dos imóveis, o sindicato também firmou dois convênios que geram renda. Com uma operadora de plano de saúde, os produtores conseguem pagar um valor mais em conta pela assistência médica coletiva e o sindicato garante uma comissão pela indicação de clientes – hoje são cerca de 80. A outra parceria com uma empresa de telefonia tem um arranjo parecido com o do plano de saúde, no qual o sindicato tem perto de 40 linhas.

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Por uma opção estratégica de manter escritórios de contabilidade e empresas de assistência técnica como parceiros, o sindicato não presta serviços nessas áreas, como Imposto de Renda e folha de pagamento. A instituição também não cobra mensalidade dos sócios atualmente. Ainda assim, graças à estratégia alternativa de arrecadação, o sindicato conseguiu fechar com sobra de R$ 12 mil em 2019 e, no ano de 2020, o resultado foi ainda melhor: R$ 25 mil.

PSS como aliado

O PSS, do Sistema FAEP/SENAR-PR, foi lançado em 2018 para fomentar que sindicatos rurais do Paraná promovam ações para garantir a autonomia financeira. O Sindicato Rural de Terra Roxa aderiu ao programa e tem potencializado as ações que já vinham sendo feitas no sentido de garantir equilíbrio nas contas.

Além de oferecer formações aos diretores e colaboradores na área de gestão, um dos braços do PSS é disponibilizar o serviço de consultoria. Quem atende Terra Roxa é a consultora do PSS Michele Carla Roco Piffer que, na prática, marca reuniões para auxiliar na definição de ações estratégicas, tirar dúvidas e definir os objetivos a serem alcançados. Segundo Michele, os envolvidos vêm cumprindo o dever de casa. “No geral, eles cumprem as ações programadas. Eles estão indo bem”, analisa a consultora.

Novos planos

Marques considera o PSS fundamental para oxigenar os planos. A diretoria do sindicato planeja propor eventos para os produtores circularem mais pela sede, e também projeta uma possível cobrança de mensalidade. “Nós já temos um público grande dentro do sindicato, mas nem todos são sócios. Nossa intenção é trazer esse pessoal como associado. Até porque muitos já nos perguntam como podem contribuir”, revela. “Uma mensalidade para cobrir os custos fixos. Assim, liberaríamos outras rendas que já temos para novas ações de engajamento e ampliar a representatividade”, acrescenta.

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Hoje, a entidade tem em seu quadro 80 sócios aptos a voto. Mas esse número tem espaço para crescer, porque a entidade cumpre um papel importante no município, como, por exemplo, a condução dos trabalhos do Conselho de Segurança, do Conselho da Comunidade, sediados dentro do sindicato, e a arrecadação de donativos em parceria com empresas da cidade.

Aposta na informatização

Outro aspecto que tem gerado dados e auxiliado no sucesso do sindicato é um software de gestão desenvolvido dentro da própria entidade. O sistema tem chamado a atenção de sindicatos da região, com a possibilidade de implantação do programa em outros municípios. “Estamos agilizando os processos dentro do sindicato com essa informatização. A gestão também se torna muito mais fácil”, conta Frasson.

A consultora Michele Carla Roco Piffer elogia a iniciativa do sindicato em buscar ferramentas que têm proporcionado mais agilidade na hora de tomar decisões. “Esse software permite muitas possibilidades de informações, tanto do sócio quanto do não sócio. Isso tem sido um fator positivo para a gestão, dos cursos oferecidos e de outras rotinas que envolvem o gerenciamento”, avalia.

Fonte: CNA Brasil

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Gaúcha do Norte prevê início do plantio da safra 21/22 para os próximos dias

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As primeiras precipitações de chuva dos últimos dias têm animado os produtores rurais de Gaúcha do Norte, no interior de Mato Grosso. Quem ainda não finalizou o preparo do solo para receber a semente da soja, segue com os trabalhos acirrados para conseguir aproveitar ao máximo a janela da cultura.

“As chuvas ainda são manchadas e em pouca quantidade, mas se as previsões de chuva se confirmarem, o plantio já deve iniciar no começo do mês de outubro. Mas, também tem produtor comentando que se na propriedade chover acima de 70mm ainda em setembro deve iniciar o plantio” comentou o presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Josinei Zemolin.

Nas propriedades Amanhecer II e São Jorge, já está tudo pronto para iniciar o plantio nos próximos dias. “Estamos esperançosos em abrir o plantio em setembro novamente, com chuvas de 20 mm vamos dar início no plantio em Gaúcha do Norte. Tivemos chuva de 10 mm na Fazenda Amanhecer II e 50 mm na Fazenda São Jorge”, disse o proprietário João Paulo Calgaro.

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No último final de semana, o produtor realizou um teste para o plantio na propriedade, mas não se confirmou devido a alta temperatura no solo, com 45º, isso antes das 9 horas da manhã.

Início do plantio da safra de soja 2021 22 em Gaúcha do Norte; Crédito – Cely Trevisan.

A área total das duas propriedades destinada a cultura da soja deve crescer 14% em relação à safra anterior, chegando a 2.500 hectares. “A expectativa é boa para a próxima safra, só estamos com o pé atrás com os custos pra próxima safra a 22/23. Está tendo um aumento significativo, onde os fertilizantes como super simples saiu de US$ 280/320 a tonelada para US$ 720 a tonelada, o KCL (cloreto de potássio) também teve alta expressiva”, pontuou Calgaro.

Além de Gaúcha do Norte, a família possui propriedade em Campos de Júlio com uma área de 2.200 hectares destinadas para essa safra de soja e com 160 mm acumulados.

Olho no Araguaia –  Por Cely Trevisan para AGRNotícias.

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