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Especialistas avaliam ações para manter o Brasil livre da Peste Suína Africana

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Brasília (09/09/2021) – Manter o Brasil livre da Peste Suína Africana (PSA) passa por uma série de ações que vão da educação, da comunicação até a detecção precoce da doença, afirmaram especialistas ouvidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) durante uma live na quarta (8).

O presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Iuri Machado, foi o moderador do encontro virtual, que reuniu o coordenador geral de Planejamento e Avaliação Zoossanitária do Ministério da Agricultura (Mapa), Ronaldo Teixeira, a diretora Técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Sula Alves, e a chefe substituta da Vigilância Agropecuária (Vigiagro) de São Paulo, Marlene Bichler.

“O setor já estava mobilizado desde 2018 quando houve o surto na China e agora, com a chegada à República Dominicana, redobramos os cuidados porque é uma doença que traz um impacto econômico muito grande”, afirmou Machado.

A doença afeta os animais e não é prejudicial para humanos. Pode entrar em um país por diversas formas. A origem da Peste Suína Africana na República Dominicana ainda não foi esclarecida, explicou Ronaldo Teixeira, do Mapa.

Ele apresentou as ações de vigilância e contingência dentro do Plano de ação do órgão para prevenção da PSA. Ele destacou que as ações contra a doença devem ser feitas de forma integrada com foco principalmente na detecção precoce.

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Para isso, Teixeira explicou que o Mapa elaborou materiais de divulgação para portos e aeroportos e desenvolve ações de comunicação para evitar o reingresso da doença no País. “Essas ações são extremamente importantes para detectar precocemente casos suspeitos e adotarmos as medidas iniciais de contenção”, disse.

Outra ação do Mapa apontada por Teixeira é o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos 2021, que visa fortalecer a capacidade de detecção precoce, demonstrar ausência das doenças nas populações de suínos e priorizar inspeções e colheitas em propriedades de maior risco.

A chefe substituta da Vigiagro de São Paulo, Marlene Bichler, falou das principais iniciativas para conter a entrada da PSA no Brasil nos mais de 60 pontos de controle do órgão no País.

Entre as ações está o gerenciamento de risco diário, identificação e envio de lista dos viajantes vindos da República Dominicana e Haiti, seleção de 100% dos passageiros dos dois países, fiscalização das bagagens e auditorias na destinação das apreensões.

O órgão, que faz parte do Ministério da Agricultura, também desenvolve materiais educativos sobre a doença, além de áudios e vídeos para veiculação em voos, aeroportos e portos.

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A doença ainda não tem vacina e os cuidados com a biosseguridade devem ser redobrados, avalia Sula Alves, diretora técnica da ABPA. Ela afirmou que a associação fez um mapeamento de riscos e está focando em ações setoriais contra a doença.

“As ações de comunicação buscam a prevenção e a conscientização para todos, inclusive o consumidor, para que saiba o papel dele e a gravidade da peste suína africana. Queremos deixar claro que o setor está atento e fazendo algo a respeito, facilitando a comunicação para todos os envolvidos na cadeia.”

Para Iuri Machado, da CNA, é importante que todos os envolvidos na cadeia da suinocultura tenham conhecimento de tudo que está sendo feito. “Existem outros materiais, mas o mais importante é comunicar a todos da importância que cada um tem para manter nosso País livre da Peste Suína Africana.”

Para assistir a live na íntegra, acesse:

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
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Fonte: CNA Brasil

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Gaúcha do Norte prevê início do plantio da safra 21/22 para os próximos dias

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As primeiras precipitações de chuva dos últimos dias têm animado os produtores rurais de Gaúcha do Norte, no interior de Mato Grosso. Quem ainda não finalizou o preparo do solo para receber a semente da soja, segue com os trabalhos acirrados para conseguir aproveitar ao máximo a janela da cultura.

“As chuvas ainda são manchadas e em pouca quantidade, mas se as previsões de chuva se confirmarem, o plantio já deve iniciar no começo do mês de outubro. Mas, também tem produtor comentando que se na propriedade chover acima de 70mm ainda em setembro deve iniciar o plantio” comentou o presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Josinei Zemolin.

Nas propriedades Amanhecer II e São Jorge, já está tudo pronto para iniciar o plantio nos próximos dias. “Estamos esperançosos em abrir o plantio em setembro novamente, com chuvas de 20 mm vamos dar início no plantio em Gaúcha do Norte. Tivemos chuva de 10 mm na Fazenda Amanhecer II e 50 mm na Fazenda São Jorge”, disse o proprietário João Paulo Calgaro.

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No último final de semana, o produtor realizou um teste para o plantio na propriedade, mas não se confirmou devido a alta temperatura no solo, com 45º, isso antes das 9 horas da manhã.

Início do plantio da safra de soja 2021 22 em Gaúcha do Norte; Crédito – Cely Trevisan.

A área total das duas propriedades destinada a cultura da soja deve crescer 14% em relação à safra anterior, chegando a 2.500 hectares. “A expectativa é boa para a próxima safra, só estamos com o pé atrás com os custos pra próxima safra a 22/23. Está tendo um aumento significativo, onde os fertilizantes como super simples saiu de US$ 280/320 a tonelada para US$ 720 a tonelada, o KCL (cloreto de potássio) também teve alta expressiva”, pontuou Calgaro.

Além de Gaúcha do Norte, a família possui propriedade em Campos de Júlio com uma área de 2.200 hectares destinadas para essa safra de soja e com 160 mm acumulados.

Olho no Araguaia –  Por Cely Trevisan para AGRNotícias.

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