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Ex-aluno do JAA assume secretaria de Agricultura no Noroeste do PR

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Desde março, o engenheiro agrônomo João Marcos Cassiano, 28 anos, vem enfrentando um novo desafio profissional, em seu primeiro cargo público. Ele foi nomeado secretário municipal de Agricultura de Guaporema, município de 2,2 mil habitantes, localizado no Noroeste do Paraná. De perfil técnico, Cassiano chega cedinho à Secretaria e tem se dedicado a levar capacitação aos produtores rurais locais.

O secretário sedimentou sua proximidade com o campo desde muito cedo, como aluno do programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA), do SENAR-PR. Filho de produtores rurais, Cassiano cresceu na lida, na propriedade da família – de aproximadamente 33 hectares – dedicada à pecuária de corte e de leite. Assim, o gosto pelo trabalho no campo se desenvolveu de forma natural. “Desde pequeno, eu já fui aprendendo a tirar leite, a dirigir trator, a mexer com o gado. A gente morava na cidade e ia para o sítio todo dia”, relembra.

Quando estava no primeiro ano do Ensino Médio, Cassiano soube da abertura de uma turma do JAA no município. Convencido de que a qualificação poderia melhorar seu trabalho dentro da porteira, o jovem se matriculou e passou a frequentar as aulas. Foi um divisor de águas. O aluno começou a ver o setor de forma mais profissional, principalmente a partir de visitas técnicas conduzidas ao longo do programa. Ali, Cassiano consolidou a certeza de que queria, mesmo, se dedicar ao setor agropecuário.

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“Foi um curso para firmar o gosto e seguir firme na área. Nas aulas visitamos um laticínio em Itapejara e uma propriedade em Icaraíma, que é referência na pecuária leiteira. Eu fiquei impressionado com muitos pontos profissionais, com a questão do manejo. Eu vi ali a importância de ter especialização”, conta Cassiano.

Posteriormente, ele concluiu outra capacitação do SENAR-PR: “Manejo de gado de leite”. Em seguida, com a vocação definida, Cassiano cursou Engenharia Agronômica na Universidade Paranaense (Unipar), em Umuarama, a 95 quilômetros de Guaporema. “Eu viajava todos os dias. Foi um período cansativo, mas em que aprendi muito”, resume.

Foco na capacitação

No cargo há poucos meses, Cassiano pretende apostar na capacitação dos produtores rurais de Guaporema como uma das formas de desenvolver o setor agropecuário local. Para isso, ele conta com a parceria do SENAR-PR. Logo nas primeiras semanas à frente da pasta, o secretário levou para o município um curso de piscicultura, que considerou um sucesso. A ideia, agora, é intensificar a oferta de capacitações, de acordo com as atividades já exploradas na região.

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“O curso de piscicultura foi muito importante para os produtores locais. Se conseguirmos manter isso e trazer cursos de outras áreas, vamos dar um fôlego novo e, o mais importante, profissionalizar ainda mais o setor”, diz o secretário. “Aqui, o pessoal é bem carente de formação. O nosso município é muito focado na agropecuária. Então, precisamos desenvolver o setor, porque é isso que movimenta a nossa economia”, acrescenta.

Em outra esteira, Cassiano pretende trabalhar para renovar o maquinário da prefeitura, ampliando o apoio aos produtores rurais. Paralelamente, ele está de olho em mudanças que estão ocorrendo na região. “Tem bastante cana-de-açúcar, mas já está tendo um movimento de reversão. Tem bastante produtor voltando ao milho e à soja, que estão pagando mais. A secretaria tem que acompanhar e prestar apoio no que for necessário”, afirma.

Fonte: CNA Brasil

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Projeto na Apae Rebouças ultrapassa muros da escola

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Em Rebouças, na região Sul do Paraná, a escola da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) teve sua rotina transformada pelo Programa Agrinho, desenvolvido há mais de duas décadas pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. A professora Marilei Bochnia aproveitou o tema “Do campo à cidade: saúde é prioridade” da edição 2021 e implantou um projeto para estimular os cuidados com a saúde por parte dos alunos.

O trabalho com o Agrinho começou já nos primeiros meses deste ano, a partir da participação dos professores nos eventos online do Sistema FAEP/SENAR-PR e uso dos materiais didáticos com os alunos. Com o retorno das aulas presenciais, Marilei intensificou o trabalho colaborativo e mobilizou a comunidade para ajudar na missão de melhorar a vida dos alunos por meio do Programa Agrinho. “A ideia inicial era algo simples, mas o projeto tomou proporções enormes. Não tem mais como tirar o Agrinho da escola”, comemora a professora.

Um dos destaques do projeto é o “Painel da Saúde”, que reúne informações sobre a importância da água para o meio ambiente e para a vida humana. No painel, os alunos também utilizam tampinhas de garrafa PET para marcar quanto de água consumiram e se fizeram alguma boa ação para a saúde do planeta, como, por exemplo, escovar os dentes com a torneira fechada. Ainda, há a tampinha da ação negativa, que é utilizada para corrigir atitudes que causam o desperdício de água. No final do bimestre, os alunos que tiveram o melhor desempenho são reconhecidos e recebem prêmios.

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“Começamos o painel com uma turma e agora já envolvemos toda a escola. Todos ficam muito empolgados com as marcações, além de ser um estímulo ao desenvolvimento das habilidades motoras, cognitivas e sociais. Os pais também passaram a estar mais presentes na rotina das crianças”, afirma a professora. “Nossos alunos têm um histórico de ne gligência e vulnerabilidade com essas questões de saúde. Por isso é um projeto muito importante para toda a família participar”, complementa.

Agrinho no palco

Outra ação da professora Marilei que se sobressaiu entre os alunos foi a produção de teatros com participação do Agrinho como narrador – em formato de fantoche reciclável. O sucesso foi tanto que o personagem já foi adotado como mascote oficial das peças teatrais da escola. “Os teatros são focados na saúde do campo, cuidados com a água, saúde bucal, alimentação saudável, educação física, enfim, uma série de temas interligados”, elenca a professora.

Além dos teatros, o projeto da Apae de Rebouças incluiu produção de vídeos, palestras com profissionais da área e a criação do aplicativo “Agro e saúde” para compilar os materiais produzidos e facilitar a divulgação do projeto – que, até então, estava acontecendo por meio das redes sociais e grupos do WhatsApp. A repercussão na comunidade foi tamanha que, inclusive, outras escolas do município se interessaram.

“Foi uma mobilização que ultrapassou a escola e a família. Estamos sendo convidados para apresentar os teatros nas escolas regulares. Elas também entraram em contato querendo reproduzir o projeto e adaptá-lo para seus alunos. Isso é maravilhoso, pois conseguimos transcender os muros da escola e atingir as diversas esferas da sociedade”, destaca. Agora, com o trabalho já consolidado na Apae de Rebouças, o objetivo da professora Marilei é dar continuidade nos anos seguintes, implantando novas ações e estendendo as atividades para a rede escolar do município.

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“Nós vemos a mudança na vida dos alunos. Eles têm vontade de vir para a escola e querem participar das atividades. As famílias também comentam a mudança positiva, uma motivação a mais, já que a família é importante no núcleo escolar”, salienta. “Um programa como o Agrinho, que permite a realização de projetos como esse, é uma contribuição fundamental para a educação”, conclui.

Concurso terá premiação no dia 18 de novembro

A edição 2021 do Concurso Agrinho recebeu 4.892 inscrições. As próximas etapas envolvem a triagem dos trabalhos, a avaliação por uma banca e o evento de premiação, marcado para 18 de novembro.

Os trabalhos do Concurso Agrinho são fruto da mobilização que ocorre anualmente nas redes de ensino público e privado no Paraná. Alunos que frequentam as escolas de ensinos Fundamental e Médio elaboram trabalhos (desenhos e redações), assim como os professores executam suas experiências pedagógicas.

No dia 18 de novembro, durante o evento de premiação que será online, alunos e professores premiados irão receber notebooks, tablets, smartphones, projetores multimídia, fones com microfone e computadores.

O evento online será transmitido pelas redes sociais do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Fonte: CNA Brasil

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