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Projeto Campo Futuro levanta custos de produção de soja, trigo e arroz no RS

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Brasília (02/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), realizou nesta semana três painéis de levantamento de custos de produção de soja, trigo e arroz no Rio Grande do Sul.

A iniciativa faz parte do Projeto Campo Futuro, que analisa as informações obtidas a partir da realidade produtiva apresentada pelos produtores. Desde o ano passado, os painéis são realizados em formato virtual, em razão da pandemia, obedecendo a normas de segurança sanitária.

Tupanciretã – Na segunda (31), foram analisados os custos de soja e trigo produzidos na safra 2020/2021. Dados preliminares revelaram destaque para a recuperação da produtividade das lavouras.

Em 2019, a falta de chuva reduziu as produtividades de soja para abaixo de 40 sacas/ha. Em 2020, as médias recuperaram e voltaram para perto de 60 sacas/ha. Segundo o assessor técnico da CNA, Fábio Carneiro, o resultado foi importante para equilibrar o passivo da safra passada, quando o resultado da lavoura apenas cobriu o custo operacional efetivo.

O trigo também registrou recuperação de produtividade e subiu de 43 para 55 sacas/ha. O plantio da nova safra se intensifica em junho de 2021 e o produtor deverá aumentar a área semeada em 2021.

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Outra boa opção no ano passado foi o plantio de aveia branca. O resultado positivo também cobriu o custo total da cultura no rateio do painel de custo de produção, garantindo uma margem de 6,1%.

“Os produtores estão preocupados com o aumento do custo e do arrendamento para a safra que será plantada em setembro de 2021”, disse ele.

Camaquã – Pelo segundo ano consecutivo, o arroz alcançou boas produtividades e permitiu com que os orizicultores gaúchos pudessem recuperar os prejuízos que tiveram em safras passadas. Por outro lado, explica o assessor técnico da CNA, Thiago Rodrigues, o bom desempenho tem aumentado os preços dos arrendamentos.

“Os resultados foram bons. Segundo os produtores participantes foi um ano de recomposição de caixa. Para a próxima safra, porém, todos estão apreensivos em relação aos custos, principalmente pelo atual panorama de preços dos insumos”, afirmou Rodrigues.

Cruz Alta – Apesar da falta de chuvas na época de plantio e do atraso na semeadura, o desenvolvimento das lavouras de soja foi bom e resultou em boas produtividades finais. Em 2019, a região teve falta de chuvas no verão o que levou a baixa produtividade das lavouras. A soja BT/RR subiu de 32 sacas/ha para 66 sacas/ha.

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“Os contratos fixados com preços entre R$ 80 e R$ 100, por saca, antes do plantio, reduziram o preço médio do produtor, que poderia ter tido melhores resultados com os preços atuais de soja”, explicou Fábio Carneiro.

O milho 1ª safra sequeiro, que é plantado mais cedo, foi o maior afetado. Nas áreas irrigadas com pivô central não houve perda de produtividade. A média do milho 1ª safra BT/RR irrigado foi de 235 sacas/ha, acima da produtividade da safra 2019/20, que ficou em 180 sacas/ha.

Em relação ao trigo, o produtor teve bom resultados na safra passada, o que incentiva a cultura na região em 2021. Conforme Carneiro, o cereal conseguiu pagar o custo total da atividade levantado no painel, o que dificilmente ocorria nos anos anteriores.

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Fonte: CNA Brasil

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Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

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Sustentabilidade

Primavera do Leste tem nascentes em ótimo estado de conservação

Localizadas em propriedades rurais as fontes estão 97% preservadas

12/06/2021

Levantamento realizado pelo projeto Guardião das Águas, de iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), identificou que produtores rurais de Primavera do Leste, região Sudeste do Estado preservam 97% das nascentes. O estudo apontou que, das 259 fontes encontradas em áreas agricultáveis, 250 estão em ótimo estado de conservação. O município possui 194.329 mil hectares de plantio de milho e 285.507 mil ha de cultivo de soja.

O estudo aponta também, que produtores rurais de Paranatinga, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Rondonópolis, Cuiabá e Itiquira também preservam o patrimônio natural. Nesses municípios os resultados mostram um percentual de conservação das fontes entre 95 e 99%. O Guardião das Águas é desenvolvido há três anos e já mapeou 63.859 nascentes em 34 municípios do Estado.

O mapeamento tem como objetivo avaliar e diagnosticar as nascentes dos municípios produtores de soja e milho, de acordo com o grau de conservação, além de apoiar a regularização ambiental e fomentar estratégias internacionais.

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Gerente de Sustentabilidade e responsável pelo projeto, Marlene Lima, explica que “o Guardião das Águas é uma ação contínua que serve para instruir o produtor associado sobre os trabalhos de restauro florestal que precisam ser realizados nas fazendas”.

Em Primavera do Leste, na fazenda do produtor rural Rafael Zanin, as nascentes estão intactas. “Nossa área é de cerca de 5 mil hectares, aqui cultivamos soja, milho e pecuária. Fazemos aceiro, áreas de dreno, não derrubamos árvores, nem o gado bebe água das nascentes, pois temos poço artesiano e local apropriado para eles. Separamos o lixo e reciclamos, tudo com muita responsabilidade, já que em nossa propriedade temos três dos principais biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal”.

Morador de Paranatinga há uma década, o produtor rural Abel Dognani, se orgulha ao falar do município e suas potencialidades. A fazenda de 2.500 hectares possui diversas nascentes preservadas, bem como reserva legal intacta. “Plantamos soja e milho, mas temos a consciência da preservação do meio ambiente. Reflorestamos cerca de 20 a 30 metros em torno das nascentes e com isso os açudes (represas de água) estão cheios, o que atende toda a demanda da fazenda”, enfatizou Abel.

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O projeto Guardião das Águas tem responsabilidade com o meio ambiente.“A sustentabilidade no agronegócio envolve práticas ambientais nas atividades agrícolas, bem como adoção de novas tecnologias e aplicação de métodos sustentáveis na rotina do campo. Prova disso é a preservação das nascentes em propriedades rurais, em média 95% delas em ótimo estado de conservação”, declarou presidente da Aprosoja, Fernando Cadore.

Fonte: Rosangela Milles

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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