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SENAR-PR forma primeira turma do curso de piloto-automático

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Na segunda quinzena de agosto, o SENAR-PR promoveu a primeira turma do curso “Direcionadores automáticos de máquinas – GNSS em máquinas agrícolas”, uma novidade do programa de Agricultura de Precisão (AP). O treinamento aconteceu na Fazenda Califórnia, no município de Jacarezinho, no Norte do Estado, a pedido dos proprietários, para a capacitação dos funcionários da propriedade na operação de tratores com piloto-automático.

Para o gerente agrícola da Fazenda Califórnia, Luciano Zanardo, o curso do SENAR-PR possibilitou uma formação mais completa aos operadores agrícolas. “Eu trabalho há algum tempo com o piloto-automático, mas depois do curso, percebi que compreendia o básico. O treinamento do SENAR-PR abriu vários caminhos que não conhecíamos”, destaca. “Essa tecnologia é o futuro das operações agrícolas, pois otimiza muito o trabalho do homem do campo. O conhecimento adquirido vai nos dar suporte com mapas de colheita, de pulverização e plantio, para sabermos realmente onde e quando usar os insumos”, acrescenta.

Segundo avaliação dos participantes, o curso trouxe mais segurança para os operadores explorarem os comandos do sistema. “São muitas funções que não conhecíamos e agora estamos implementando, principalmente a questão dos mapas. Como são muitos detalhes para cuidar na máquina, com o piloto, você fica mais atento ao monitor. Melhorou demais”, avalia o auxiliar de produção Sergionei Cardoso de Paula.

A otimização da rotina de trabalho também é um ponto citado pelo técnico agrícola Giovane Alves Orlandini. “Nós tínhamos as ferramentas, mas hoje vemos que não tínhamos o conhecimento necessário. Agora fazemos as calibrações sem medo de errar, conseguimos adequar a máquina para cada tipo de terreno, o que antes fazíamos com um único tipo de regulagem. A produtividade vai aumentar bastante”, relata. “Foi um dos melhores cursos do SENAR-PR que eu já fiz”, elogia Orlandini.

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Precisão e menos perdas

Segundo o técnico do Departamento Técnico (Detec) do Sistema FAEP/ SENAR-PR Heli Assunção, os participantes do curso aprenderam sobre o funcionamento do Global Navigation Satelite System (GNSS) – Sistema Global de Navegação por Satélite, em português – e sua aplicação no meio rural, além de orientações sobre a importância da calibração dos sensores e da configuração correta dos monitores dos direcionadores automáticos.

“Faz toda a diferença se uma máquina entra na lavoura e erra seu posicionamento em 10 centímetros. Isso pode ocasionar um amassamento de uma linha inteira de cultivo. O uso do piloto-automático possibilita um melhor aproveitamento do talhão produtivo, com menor compactação do solo e amassamento de cultura, economia de insumos e, consequentemente, mais lucro no final da safra”, justifica.

O instrutor Gustavo Ponce Martins, responsável pelo curso na Fazenda Califórnia, explica que o uso de um sistema de direcionamento automático nas operações agrícolas contribui para o aumento da produtividade e redução dos custos de produção. “Com o piloto- -automático, o operador tira a mão do volante e fica totalmente focado em suas operações, além de ser mais preciso. É uma ferramenta para alcançar melhores resultados e proporcionar melhores condições de trabalho para o operador”, aponta.

A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, o processo de automação agrícola permite estabelecer condições mais precisas e ideais às espécies cultivadas. Com isso, é possível definir um plano de navegação com base no mapeamento da lavoura e nos resultados esperados pelo produtor.

“Os mapas permitem um controle maior do local e uma visão crítica de cada pedaço do terreno. É a primeira ferramenta para conseguir equalizar a lavoura, o que significa aumentar a produtividade de áreas menos produtivas”, destaca o instrutor do SENAR-PR.

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Curso

Os direcionadores automáticos são basicamente compostos por dois elementos: uma antena que capta o posicionamento do trator por meio do GNSS e um monitor equipado com um software, afixado na cabine do trator. A tela permite ao operador acompanhar a navegação e ter acesso a uma série de dados em tempo real. A precisão das operações realizadas por meio do GNSS é uma das vantagens do uso do direcionador automático.

O curso do SENAR-PR tem duração de 24 horas, divididas em aulas teóricas e práticas. Para otimizar a capacitação, a entidade adquiriu dois direcionadores automáticos da marca Trimble – um dos maiores fabricantes mundiais de aparelhos de AP. Os equipamentos estão instalados em tratores que pertencem aos Centros de Treinamento Agropecuário (CTA) de Assis Chateaubriand e Ibiporã, ambos do SENAR-PR. Assim, o curso de piloto-automático passou a fazer parte do catálogo da entidade de forma regular. Os aparelhos adquiridos também estão disponíveis para uso em outros títulos ofertados nos CTAs, como “Agricultura de Precisão – introdução” e “GPS”.

O sistema de direcionamento automático pode ser instalado em máquinas agrícolas além do trator, como colhedoras, distribuidores de fertilizantes e pulverizadores autopropelidos, e utilizado em operações diversas, como plantio, pulverização e colheita.

Serviço

O curso de piloto-automático e outros mais de 250 títulos do catálogo do SENAR-PR estão à disposição no site www.sistemafaep.org.br. Todas as capacitações são gratuitas e o participante recebe certificado ao término do curso.

Fonte: CNA Brasil

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CNA discute panorama trabalhista e previdenciário no Agro

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Brasília (27/09/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu, na segunda (27), a live “Judiciário e o Agro: panorama trabalhista e previdenciário”.

O debate foi moderado pelos assessores jurídicos da CNA, Rodrigo Hugueney e Welber Santos, e contou com a participação do advogado trabalhista Gáudio de Paula e do professor da pós-graduação de Direito do Trabalho da Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Ricardo Calcini.

“Percebemos que muitas vezes falta um conhecimento sobre o meio rural em diversos aspectos. Quase 80% dos empregadores rurais são pessoas físicas e acabamos não tendo tantos benefícios quanto aqueles que são concedidos para os pequenos empregadores do meio urbano”, afirmou Rodrigo Hugueney.

Gáudio de Paula apresentou uma perspectiva geral da jurisprudência trabalhista nos cenários do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF) nos últimos anos. Ele destacou temas relevantes para o agronegócio, como terceirização e cotas.

“No nosso País, uma das ocupações primárias é o agronegócio e foi ele que talvez tenha salvo o Brasil ao longo desses dois últimos anos de crise. O setor tem um papel fundamental e precisamos discutir essas questões”, disse.

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Ricardo Calcini abordou dois assuntos recentes: a nova legislação envolvendo a afastamento de gestantes e a Covid como doença ocupacional no âmbito da atividade rural. Segundo ele, é preciso definir um marco temporal para trazer segurança jurídica e previsibilidade às questões trabalhistas relacionadas aos dois pontos.

“São temas que precisam, cada vez mais, ser melhor analisados pelo Judiciário. Temos uma peculiaridade muito específica no Brasil. O Judiciário e os ministros não devem fechar os olhos pela importância que esse ramo vem tendo na economia brasileira nos últimos anos”, declarou.

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Fonte: CNA Brasil

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