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Boi gordo: preços sobem, ofertas melhoram e escalas avançam

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Preço pago pela arroba do boi gordo subiu R$3,00 na comparação diária

Com o mercado comprador ao longo da semana e com a nova alta nos preços do boi e da novilha na manhã de quinta-feira (06), as ofertas melhoraram e as escalas avançaram nas praças paulistas, atendendo em média, oito dias.

O preço pago pela arroba do boi gordo subiu R$3,00 na comparação diária, e a da novilha gorda subiu R$2,00. A cotação da vaca gorda permaneceu estável.

Para animais com até trinta meses, o ágio pode chegar até R$10,00 por arroba em relação ao preço do mercado interno.

Olho no Araguaia –  Olhar Alerta

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Dificuldades e salários baixos afastam candidatos à profissão de caminhoneiro no Brasil

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Recentemente, a Confederação Nacional do Transporte publicou a Pesquisa CNT Perfil Empresarial, mostrando um cenário onde a maioria das empresas de transporte rodoviário de cargas já enxergam dificuldades para encontrar novos motoristas, preenchendo as vagas abertas com o crescimento da demanda por transporte.

De acordo com a pesquisa, até 65% das empresas não estão encontrando motoristas, tendo, em sua maioria, cerca de 5 vagas abertas que não são preenchidas pela falta de profissionais. Além disso, as empresas destacaram que a falta de capacitação e pouca experiência de novatos impede muitas contratações, mostrando que o setor investe pouco em qualificação de jovens interessados no setor.

Dados de fevereiro de 2022 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mostram que o número de condutores habilitados no Brasil com as CNH’s profissionais totaliza 11,4 milhões de pessoas, ou 14,7% do total de motoristas habilitados no Brasil, que são 77,5 milhões de motoristas de todas as categorias.

Já a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostra, nos dados do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), que a frota total no Brasil tem 2.543.329 caminhões e implementos, o que daria cerca de 4 motoristas profissionais por caminhão do país.

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Então por que faltam motoristas para as empresas contratarem?

Ao Blog do Caminhoneiro, diversos motoristas citaram que a profissão tem criado cada vez mais dificuldades e desafios, tendo custos mais altos na estrada, e oferecendo em troca salários baixos, o que faz com que muitos motoristas profissionais busquem outras profissões.

Esse não é um movimento exclusivo do Brasil. Diversos países tem enfrentado o mesmo problema, com um número alto de vagas abertas, apesar do número de carteira de habilitação profissionais ser maior do que a frota circulante.

Entre os desafios citados pelos caminhoneiros está a falta de infraestrutura para descanso e higiene, e que, nos locais onde isso é adequado, o valor de parada e estacionamento do caminhão é alto, ou casado com o abastecimento do veículo, o que nem sempre é possível.

Nas estradas, os caminhoneiros também enfrentam diariamente uma rotina de insegurança, com diversos tipos de crimes amedrontando a categoria. Tem caminhoneiros que evitam certas viagens, a locais conhecidamente inseguros, por conta do risco de ser vítima de criminosos.

Existe também a questão da alimentação, que quase nunca é o ideal, e os preços também são altos. Outra questão envolve a falta de remuneração adequada, ou pagamento de salário por meio de produção. Quanto mais o caminhoneiro roda e entrega cargas, maior é o salário, pago por comissão. Isso acaba fazendo com que o caminhoneiro descumpra o que é estabelecido pela Lei do Descanso ( Lei 13.103/2015), que são pernoites de 11 horas entre jornadas, e pausas durante o dia de trabalho para descanso e alimentação.

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Além disso, a imagem da classe com a população não é das melhores, e os locais onde são feitos os carregamentos e descarregamentos dos caminhões tratam mal os motoristas, não oferecendo um espaço adequado para espera, sem banheiros limpos e com exigências severas para permitir a entrada do motorista nas dependências das empresas.

Por isso, é cada vez mais comum ouvir caminhoneiros que são pais querendo que os filhos estudem e busquem outras profissões, longe das estradas. Caso esse movimento não mude, e as condições de trabalho não sejam melhoradas, em pouco tempo o Brasil deve enfrentar uma escassez preocupante de profissionais do volante, como já acontece nos Estados Unidos, Canadá e em países da Europa.

Olho no Araguaia – Rafael Brusque – Blog do Caminhoneiro

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