Cidades
Mato Grosso registra queda no número de devedores
Apesar de leve recuo mensal, estado ainda tem quase metade da população inadimplente e valor médio das dívidas por pessoa ultrapassa R$ 5 mil.
/ CDL – MT
Mato Grosso apresentou uma leve queda no número de inadimplentes em maio de 2025, com 10 mil pessoas a menos em comparação com abril, representando um recuo de -0,82%. Contudo, o estado ainda contabiliza 1,214 milhão de inadimplentes, o que corresponde a 46,55% da população mato-grossense. A média da região Centro-Oeste registrou um aumento de +0,07% no mesmo período, enquanto o Brasil teve um acréscimo de +0,78%.
Quando comparado a maio de 2024, o cenário geral ainda é de crescimento. Mato Grosso registrou um aumento de +5,60% no número de inadimplentes, enquanto a região Centro-Oeste e o Brasil tiveram acréscimos de +8,19% e +6,28%, respectivamente.
A idade média dos devedores em Mato Grosso é de 43,4 anos. A faixa etária mais representativa entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, que concentra 26,90% do total, seguida por 40 a 49 anos (22,19%) e 50 a 64 anos (19,04%). Em relação ao gênero, os homens representam a maioria dos inadimplentes, com 53,67%, enquanto as mulheres correspondem a 46,33%.
O valor médio que cada consumidor negativado em Mato Grosso deve, considerando a soma de todas as suas dívidas, é de R$ 5.428,77. O montante total necessário para quitar as dívidas de toda a população inadimplente do estado é de aproximadamente R$ 6,590 bilhões. O tempo médio de atraso das dívidas é de 2,2 anos, sendo que 38,84% dos devedores possuem inadimplência entre 1 e 3 anos.
A análise por setor credor revela que os bancos continuam sendo os maiores detentores de dívidas em Mato Grosso, representando 52,48% do total em maio de 2025, um aumento de 1,90% em relação a abril. Em comparação com maio de 2024, a participação dos bancos cresceu 6,49%. O comércio figura em segundo lugar, com 24,19% das dívidas. Dívidas relacionadas a água e luz tiveram uma queda mensal de -9,87% e anual de -6,97%, representando 10,14% do total em maio.
Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
CDL Cuiabá – Com 52 anos de criação, a CDL Cuiabá reúne cerca de 10 mil associados, principalmente dos setores do comércio e de serviços. O chamado setor terciário responde por cerca de 70% do produto interno bruto (PIB) de Cuiabá, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois setores juntos geram cerca de 60% dos empregos formais da cidade, sendo os maiores empregadores da capital, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Cidades
Mato Grosso tem 2º maior aumento no consumo de energia elétrica do país
Consumo médio chegou a 1.605,6 MWm em agosto; dados da CCEE também mostram alta de 18% na comparação com o mesmo período de 2025.
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Mato Grosso teve o segundo maior crescimento no consumo de energia elétrica do país na primeira quinzena de agosto, com alta de 18% em relação ao mesmo período de 2025. O estado ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul, onde o avanço foi de 22,5%. Os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram uma trajetória de crescimento praticamente contínua.
Em junho, o consumo médio avançou para 1.469,9 MWm. No mês seguinte, subiu novamente e alcançou 1.508,4 MWm, antes de chegar aos 1.605,6 MWm registrados em agosto.
A alta também aparece na comparação com o ano passado, com crescimento de 18% no consumo de energia em Mato Grosso em relação ao mesmo período de 2025.
Com esse resultado, Mato Grosso apresentou o segundo maior crescimento percentual entre os estados analisados pela CCEE naquele período. Ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que avançou 22,5%, e à frente do Amazonas, com crescimento de 17,5%.
Consumo cresce acima da média nacional
O avanço registrado em Mato Grosso ficou bem acima do observado no Sistema Interligado Nacional (SIN). Na primeira metade de agosto, o consumo de energia no país cresceu 7% na comparação com o mesmo período de 2025.
No mercado regulado, que concentra principalmente consumidores atendidos pelas distribuidoras, a alta nacional chegou a 10,1%. Já no mercado livre de energia, o crescimento foi de 3,1%.
Entre os setores econômicos acompanhados pela CCEE, serviços tiveram a maior expansão no consumo, de 14,9%, seguidos pelo comércio, com 11,3%, e pelo transporte, com 7,3%. Na outra ponta, houve redução nos segmentos têxtil, de minerais não metálicos e de manufaturados diversos.
A tendência de maior demanda ocorre em um período em que temperaturas elevadas podem manter o consumo pressionado em setembro, especialmente com o uso mais intenso de equipamentos de refrigeração, como aparelhos de ar-condicionado e ventiladores.
Os números da CCEE referentes a agosto são dados prévios de medição. O levantamento considera, entre outros fatores, consumidores do mercado regulado e do mercado livre de energia.
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