ÁGUA BOA

Economia

Após falas de Bolsonaro, Congresso poderá travar agenda econômica

Publicado em

Economia


source
Senado poderá travar pautas de interesse do Palácio do Planalto
Pedro França/Agência Senado

Senado poderá travar pautas de interesse do Palácio do Planalto

A radicalização do discurso do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro criou dificuldades extras para a agenda econômica do governo no Congresso. Líderes governistas reconhecem que a janela de oportunidade para a aprovação destas pautas já era desafiadora – cerca de dois meses – e indicam a necessidade de uma nova estratégia.

Na lista prioritária da Economia estão projetos como Orçamento, Auxílio Brasil, privatização dos Correios, PEC dos Precatórios e as reformas administrativa e tributária, consideradas fundamentais e de difícil consenso entre os parlamentares.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu um basta à escalada da crise e se ofereceu como mediador dos conflitos entre Executivo e Judiciário. O deputado dá sinais de que seguirá tocando sua agenda no legislativo, mas líderes governistas admitiram, de forma reservada, que a radicalização do discurso de Bolsonaro trará problemas para o governo.

Legendas consideradas de centro e mais independentes –  como MDB e PSDB, DEM, além do PSL– se manifestaram contra o discurso do presidente. A tendência é que esses partidos não colaborem nas votações, se somando à oposição.

A equipe econômica já se ressentia, antes do 7 de Setembro, da morosidade de algumas pautas, como o Auxílio Brasil e a PEC dos Precatórios, além de ver projetos como a MP da minirreforma trabalhista ser rejeitada pelo Senado. E mesmo projetos que avançaram de forma célere, como a reforma do Imposto de Renda, passaram por muitas mudanças, descaracterizando as propostas do governo.

Agora a avaliação é de que poderá ser necessário abrir mão de ainda mais detalhes importantes para os textos terem chance de serem aprovados. No entanto, interlocutores afirmam que ainda é preciso esperar alguns dias para dimensionar corretamente o impacto dessas falas do presidente.

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse que o Executivo tem prazo máximo de 60 dias para aprovar os projetos de seu interesse no Legislativo por causa da proximidade do calendário eleitoral. Ele defendeu um esforço concentrado da articulação política nesse período e necessidade de recompor a base de apoio no Senado, que tem segurado ou votado contra as pautas do governo.

Gomes admitiu que as falas do presidente Jair Bolsonaro no ato de 7 de setembro causaram incômodo entre os parlamentares. Mas argumentou que o melhor caminho é a busca do entendimento, porque há uma necessidade urgente de recuperação da economia, geração de empregos e combate à inflação.

“Temos que fazer um esforço concentrado nos próximos 60 dias para votar as pautas prioritárias para o país. A janela de oportunidade está se fechando”, disse Gomes ao GLOBO.

Você viu?

Ele alertou que o clima no Senado exige atenção especial do governo com as lideranças da Casa, inclusive de partidos da oposição para priorizar projetos de interesse comum. Gomes disse que a ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para o comando da Casa Civil ainda não surtiu efeito no resultado das votações porque ele ainda está no início dos trabalhos.

Leia Também:  Com temor sobre Evergrande, Ibovespa cai 2,33% e atinge o menor índice no ano

O líder do governo da Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), assegurou que os deputados continuam dispostos a votar as reformas, mas ponderou que elas param no Senado:

“A Câmara vai entregar os projetos dentro do prazo. O problema é o Senado”, disse Barros.

Um dos exemplos foi a aprovação da reforma do Imposto de Renda (IR) na semana passada. O texto foi enviado ao Senado, onde já enfrenta resistências.

Líderes dos partidos na Câmara também defendem que Casa tenha serenidade e continue votando a pauta econômica, apesar dos abalos da fala de Bolsonaro na base de apoio.

“É preciso ter serenidade para separar os temas. A agenda econômica é importante para o Brasil, não é pauta de só de governo”, disse Efraim Filho (DEM-PB).

Esse argumento foi reforçado pelo líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr (AL).

“É preciso ter calma. Quem defende o equilíbrio não pode botar fogo no debate. Não vejo espaço para abertura de impeachment porque praticamente já entramos no ano eleitoral”.

Apesar do apelo social, a medida provisória (MP), que cria o Auxílio Brasil deve encontrar dificuldades na tramitação por causa do curto espaço de tempo e da falta de recursos para financiar o novo programa do governo. Líderes também apontam dificuldades na aprovação da reforma administrativa, apesar das concessões feitas pelo relator Arthur Maia (DEM-BA).

Outro tema sem solução é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prevê o parcelamento do pagamento de precatórios, decisões judiciais em até 10 anos. A despesa deve consumir R$ 89 bilhões do Orçamento da União em 2022.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

INSS: pagamento de até um salário mínimo começa nesta sexta-feira (24)

Publicados

em


source
Beneficiários que recebem até um salário mínimo já podem retirar o dinheiro nesta sexta-feira (24)
Max Leone

Beneficiários que recebem até um salário mínimo já podem retirar o dinheiro nesta sexta-feira (24)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia, nesta sexta-feira (24), o pagamento dos segurados que recebem até um salário mínimo (R$ 1.100). Esses beneficiários já podem, inclusive, retirar o valor depositado em suas contas no mesmo dia. 

Vale destacar que o INSS sempre realiza os pagamentos na primeira e na última semana de cada mês. A ordem de depósitos funciona de acordo com o dígito final do Número de Inscrição (NIS), impresso no cartão da autarquia. 

Assim, nesta sexta, recebem o dinheiro aqueles com NIS final 1. No fim de semana, o cronograma tem uma pausa e volta na segunda-feira (27), com NIS final 2 e assim por diante.

Outro detalhe importante a ser observado é que o INSS possui dois caléndarios diferentes. Enquanto o primeiro atende às pessoas que recebem até um salário mínimo, o segundo é voltado aqueles que recebem valores maiores.

Leia Também:  Com temor sobre Evergrande, Ibovespa cai 2,33% e atinge o menor índice no ano

Confira o cronograma abaixo: 

Calendário do INSS para quem recebe até um salário mínimo

  • NIS final 1: 24 de setembro;
  • NIS final 2: 27 de setembro;
  • NIS final 3: 28 de setembro;
  • NIS final 4: 29 de setembro;
  • NIS final 5: 30 de setembro;
  • NIS final 6: 1º de outubro;
  • NIS final 7: 4 de outubro;
  • NIS final 8: 5 de outubro;
  • NIS final 9: 6 de outubro;
  • NIS final 0: 7 de outubro.

Calendário do INSS para quem recebe mais que um salário mínimo

  • NIS final 1 e 6: 1º de outubro;
  • NIS final 2 e 7: 4 de outubro;
  • NIS final 3 e 8: 5 de outubro;
  • NIS final 4 e 9: 6 de outubro;
  • NIS final 5 e 0: 7 de outubro.

A consulta do pagamento pode ser realizada pelo site ou aplicativo “Meu INSS”. Para efetuar o saque do benefício, basta se dirigir até uma agência bancária, com o cartão do INSS.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

AGUA BOA

VALE DO ARAGUAIA

MATO GROSSO

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA