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Banco Central estuda transferências pelo Pix no WhatsApp a partir de agosto

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Novidades do Pix passam a valer em 30 de agosto
Juliana Nascimento

Novidades do Pix passam a valer em 30 de agosto

O Banco Central (BC) divulgou mudanças na regulamentação do Pix nesta quinta-feira (22) que devem abrir caminho para que aplicativos de mensagem, como o WhatsApp , passem a usar o serviço e comércios online ofereçam processos mais simplificados de pagamento instantâneos. O inicio da implementação da funcionalidade está marcado para 30 de agosto.

Com uma resolução publicada nesta quinta, o BC criou a figura de iniciador de pagamentos do Pix. Diferente de um banco ou fintech em que o cliente tem uma conta transacional, o iniciador de pagamentos servirá justamente apenas para iniciar um pagamento entre duas partes.

Por exemplo, se o WhatsApp decidir aderir ao Pix, ele fará o meio de campo entre duas contas. Caso o cliente estiver em uma conversa com um amigo no aplicativo, ele poderá iniciar um pagamento via Pix dentro do WhatsApp sem precisar abrir o aplicativo do banco.

Neste caso, somente a autenticação de quem está mandando o dinheiro seria feita no aplicativo do banco no celular. O cliente seria automaticamente direcionado para essa tela de autenticação pelo WhatsApp.

Carlos Eduardo Brandt, chefe da Gerência de Gestão e Operação do Pix no BC, explica que se um aplicativo de mensagem escolher ser iniciador do Pix, ele ofereceria toda a dinâmica de pagamento dentro da experiência da troca de mensagens. Seria como anexar uma foto.

“Assim que eu autorizar a transferência, eu vou autenticar no ambiente do aplicativo do banco A e automaticamente esse aplicativo de mensagem chama o aplicativo do banco A. Depois que autenticar, o dinheiro cai automaticamente na conta corrente ou de poupança do recebedor”, explicou Brandt.

O serviço funcionaria de forma parecida com o iniciador de pagamentos que já existe e que permitiu as transferências dentro do WhatsApp em maio.

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O consultor da Gerência de Gestão e Operação do Pix, Breno Lobo, ressalta que a ideia é facilitar todo o processo de transação. Ele ressalta que, dando a autorização para que o aplicativo funcione como iniciador, não será necessário fazer login inicial, só autenticar e confirmar a transação.

“Se eu estiver conversando em um aplicativo de mensagens com você e quiser te mandar um Pix, eu tenho que sair do aplicativo de mensagens, entrar no aplicativo do meu banco, colocar minha senha, procurar um ambiente Pix, colocar a chave Pix, autenticar e confirmar. Com o iniciador, se o aplicativo de mensagens for iniciador, eu estou conversando com você ali e como se eu estivesse anexando uma foto, eu escolhi fazer um pagamento”, exemplifica.

Uso no comércio eletrônico

Além de aplicativos de mensagens, o iniciador de pagamentos também poderá facilitar o processo de pagamentos nas compras pela internet.

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A ideia é que os próprios comércios poderão se tornar um iniciador de pagamento e fazer o mesmo meio de campo entre a instituição em que o cliente tem conta e a conta do comerciante. Também será possível que uma terceira empresa faça esse trabalho.

No momento de pagar por sua compra, o cliente que escolher pagar por Pix autoriza o comércio a iniciar o pagamento automaticamente com a instituição financeira cadastrada. O cliente será redirecionado para uma tela da instituição em que tem conta e fará a autenticação e confirmação da transação.

Esse processo agilizaria os pagamentos, já que atualmente os comércios que oferecem a opção do Pix podem gerar um QR Code ou um código que seria colado no aplicativo da instituição financeira. O novo processo evitaria a necessidade do cliente de abrir aplicativo do banco, entrar com senha e fazer o pagamento.

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A mesma dinâmica poderia ser replicada em aplicativos de delivery e transporte, por exemplo.

A regulamentação do BC permite que esse serviço seja cobrado do cliente, mas a expectativa é que ele seja gratuito.

“No âmbito do consumidor, é livre. Se o iniciador quiser cobrar uma taxa, ele pode cobrar. A gente imagina que não tem muito incentivo para isso dado que o Pix para pessoa física é de graça para iniciar. Se algum aplicativo de celular ou comércio eletrônico for cobrar uma tarifa para iniciar o Pix, eu não vou usar o serviço. Eu entro no aplicativo do banco e eu mesmo vou iniciar”, disse Breno Lobo.

Open banking e calendário

Com essa novidade, o Pix começa a se integrar com o Open Banking. Apenas instituições financeiras autorizadas a funcionar no Pix pelo BC e que sejam certificadas no âmbito do Open Banking poderão oferecer o serviço.

O calendário divulgado pelo Banco Central aponta que essa nova modalidade será implementada em fases. A primeira começa dia 30 de agosto, depois do início da segunda fase do Open Banking.

Neste momento, será possível fazer transferências entre pessoas por iniciadores de pagamentos, com a inserção manual dos dados ou chave Pix.

Um mês depois, no dia 30 de setembro, será possível fazer compras pela internet diretamente pelos iniciadores de pagamento.

Já no primeiro dia de novembro será possível fazer uma transferência pessoal por QR Code e também efetuar agendamentos pelo meio do iniciador.

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Ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni defende contratação em prefeitura sem CLT

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Onyx Lorenzoni assumiu como novo ministro do Trabalho e Previdência
Agência Brasil

Onyx Lorenzoni assumiu como novo ministro do Trabalho e Previdência

O novo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, pretende ampliar para o setor público, em especial para as prefeituras, a contratação de pessoas sem carteira assinada. O foco são os grupos entre 16 anos e 29 anos e acima de 50 anos.

Na prática, o projeto em estudo representa uma flexibilização sobre os novos regimes de trabalho já existentes, como temporário (por tempo determinado), intermitente (por hora de serviço), além da jornada parcial.

O ministro, que tomou posse de forma reservada em seu gabinete nesta terça-feira, pretende ampliar o chamado Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) para o setor público. A medida, até então desenhada para empresas privadas, consiste na concessão de uma bolsa em valor equivalente a meio salário mínimo (R$ 550), acompanhada de um curso de qualificação.

Parte do valor poderá ser pago, em ambos os casos, pelo governo.

O objetivo do governo é ampliar a contratação de pessoas sem vínculos empregatícios. A nova modalidade em estudo pelo novo ministro, contudo, vai além das mudanças trabalhistas que já ocorreram nos últimos anos por acabar com a exigência de que a remuneração seja baseada no salário mínimo, que equivale a R$ 5 por hora atualmente.

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A jornada seria de meio expediente e o contrato, de no máximo 18 meses, segundo técnicos da pasta.

A ideia faz parte de um projeto inicial do ministro, quando ele ainda comandava o Ministério da Cidadania. Onyx defendia o alistamento civil voluntário, mas para isso é preciso alterar a Constituição, o que foi descartado pelo governo.

A expectativa é que as prefeituras possam aderir à nova modalidade, com contrapartida do governo federal para ajudar no pagamento da bolsa.

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“A ideia é buscar um programa que seja bastante abrangente, tanto na área da empresa privada, quanto também no setor público para que a gente possa ao terminar o auxílio emergencial, ajudar milhões de famílias brasileiras que precisam de uma fonte de rendimento”, disse o ministro em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta terça-feira.

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Onyx também destacou que pretende regulamentar o serviço prestado por aplicativos nas plataformas digitais. Afirmou que aguarda o resultado dos estudos pela equipe técnica até o fim desta semana.

“Queremos dar mais segurança para quem trabalha e estabelecer uma relação onde a busca da melhora da renda seja o caminho”, disse o ministro.

Ele criticou a lei trabalhista, alegando que “o trabalhador tem muitos direitos e não tem emprego”.

A criação do BIP tanto no setor privado, quanto público depende de mudanças na lei. A equipe econômica aguarda a aprovação do relatório do deputado Christino Áureo (PP-RJ), que incluiu o mecanismo no texto da medida provisória (MP), que trata da redução de salário e de jornada.

A proposta precisa ser votada até o início de setembro, senão perderá a validade.

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