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Bolsonaro grava áudio para caminhoneiros em manifestação: “Prejudica todo mundo”

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Apoiadores do presidente pararam rodovias em 16 estados
Reprodução: iG Minas Gerais

Apoiadores do presidente pararam rodovias em 16 estados

Após caminhoneiros paralisarem rodovias em 16 estados em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, ele precisou gravar um áudio solicitando a dispersão da manifestação nesta quarta-feira (8).

“Fala para os caminhoneiros aí, são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia, isso provoca desabastecimento, inflação. Prejudica todo mundo, especialmente os mais pobres. Então dá um toque aí nos caras, se for possível, para liberar, tá ok, para a gente seguir a normalidade”, disse o presidente.

Além dele, o ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas reforçou o pedidos. 

“O áudio é real, é de hoje, e mostra a preocupação do presidente com a paralisação. Essa paralisação ia agravar efeitos na economia de inflação que ia impactar os mais pobres, os mais vulneráveis”, disse Tarcísio.

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“A gente sabe que há uma preocupação de tentar resolver problemas graves no país, mas a gente não pode tentar resolver um problema criando outro. Eu peço a todos que ouçam atentamente a palavra do presidente”, acrescentou.

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Até às 22h30 as rodovias ainda estavam paradas em pelo menos 16 estados, segundo a agência Reuters. Em 13 desses, havia abordagem a outros caminhões para que aderissem ao movimento.

Além da destituição dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal e pedidos de instalação do voto impresso, caminhoneiros pediam também a redução do preço do combustível.

Quanto ao preço do diesel, Bolsonaro acrescentou:

“Deixa com a gente aqui em Brasília agora. Não é fácil negociar, conversar por aqui com outras autoridades, mas a gente vai fazer a nossa parte, vamos buscar uma solução para isso, tá ok? E aproveita aí e da um abraço em meu nome em todos os caminheiros, tá ok?”, disse o presidente.

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Banco Central revisa expectativa de inflação para 2022 e ultrapassa a meta

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Banco Central projeta inflação acima da meta para 2022
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Banco Central projeta inflação acima da meta para 2022

Ao decidir por subir a taxa básica de juros, a Selic, para 6,25%, na última semana, o Banco Central (BC) passou a projetar uma inflação em 3,7% em 2022, acima da meta de 3,5% para o ano. A avaliação consta na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

Essa projeção é uma mudança em relação à reunião realizada em agosto, quando o Copom decidiu por subir os juros para 5,25%. Naquele época, o cenário básico do BC apontava para projeções de inflação “alinhadas” às metas de 2022, 3,5% e 2023, 3,25%.

No documento divulgado nesta terça, a inflação de 3,7% no próximo ano e de 3,2% em 2023, quando a meta será de 3,25%, constam no cenário básico do Copom.

“De acordo com o cenário básico, que utiliza a trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus, o câmbio seguindo a paridade do poder de compra e os preços de commodities em dólares estáveis em termos reais, as projeções de inflação estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023”, aponta o documento.

Esse movimento é parecido com o do mercado, que vem revisando suas expectativas de inflação para este ano e para 2022, embora não tenha alterado sua projeção para 2023. Segundo o relatório Focus, o IPCA deve ficar em 4,12% em 2022 e 3,25% em 2023.

De acordo com a ata, os riscos fiscais estão “implicando” em um viés de alta nas projeções e esse peso tem justificado uma alta maior dos juros para controlar a inflação. O documento aponta que esse patamar seria inclusive acima do usado no cenário básico, em que a Selic ficaria em 8,25% em 2021 e 8,5% em 2022.

Com isso, levando em conta o estágio do ciclo de altas nos juros e as simulações, o BC considera que o atual ritmo de ajuste, de 1 ponto percentual (p.p) a cada reunião é adequado e um aumento da magnitude do ciclo é a “estratégia mais apropriada” para atingir as metas de inflação.

Atividade

Apesar das recentes altas nas projeções de inflação e revisões para baixo na expectativa de crescimento, o Banco Central ainda vê um “crescimento robusto” no segundo semestre deste ano. Segundo o Focus, o PIB deve crescer 5,04% em 2021

“ Ao resultado do PIB do segundo trimestre ligeiramente melhor que o esperado, seguiram-se divulgações de alta frequência marginalmente mais negativas, ainda que evoluindo favoravelmente. Parte dessas revisões decorre de uma antecipação do crescimento esperado para alguns dos setores mais atingidos pela pandemia; outra parte deriva da menor produção industrial decorrente da manutenção de dificuldades nas cadeias de suprimentos”

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E seguiu:

“O Comitê manteve a visão de uma retomada robusta da atividade no segundo semestre, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”, diz o documento.

A ata ainda aponta que o crescimento econômico em 2022 será beneficiado por três fatores: recuperação do mercado de trabalho e setor de serviços, desempenho do setor agropecuário e da indústria extrativa e “resquícios” do processo de normalização da economia.

Sobre emprego, o Copom avaliou que o mercado de trabalho segue em recuperação, mas a diferença entre os números da PNAD Contínua, pesquisa sobre desemprego feita pelo IBGE e do Novo Caged, divulgação do Ministério da Economia, dificulta a avaliação.

“ O recuo da taxa de desocupação com crescimento da força de trabalho e da população ocupada indica que o mercado de trabalho segue em recuperação. Todavia, os níveis das duas últimas variáveis ainda consideravelmente abaixo dos observados antes da pandemia sugerem hiato remanescente no mercado de trabalho”, apontou.

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