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“Brasil está em coma e tem Bolsonaro como médico”, diz a revista The Economist

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Capa The Economist
Reprodução The Economist

Capa The Economist

O Cristo Redentor usando uma máscara de oxigênio estampa capa da edição desta quinta-feira da The Economist , revista britânica entre as mais conceituadas do mundo. Sob o título “A década sombria do Brasil”, traz duras críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, frisando que o país enfrenta hoje “a maior crise desde o seu retorno à democracia em 1985”.

O Brasil, lista a revista, tem desafios “assustadores” a serem superados, além do pesadelo da pandemia da Covid-19 . É preciso encarar a “estagnação (da economia), a polarização política, a ruína ambiental e o retrocesso social”. Tudo isso enquanto lida com um presidente que “mina o próprio governo”, substituindo técnicos por seguidores em cargos administrativos, publicando decretos que lesam as finanças do país.

Pelo resumo da The Economist, após amargar uma década de problemas na política e na economia, o Brasil encontra-se agora “ em coma ”, tendo Bolsonaro como médico.

As reportagens que compõem o especial (são sete ao todo, cobrindo mais de uma dezena de páginas) trazem dados sobre corrupção, o desmatamento da Amazônia, a importância das reformas estruturais saírem do papel, do jogo político com suporte de evangélicos e apoiadores da venda de armas à população. Mostra ainda como o governo se afastou da bandeira liberal, que tinha o ministro da Economia, Paulo Guedes, antes seu principal chamariz e hoje com a equipe esvaziada e sem conseguir avançar na agenda prevista.

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Logo na abertura, a revista relembra que em abril último, enquanto o país registrava três mil mortes por Covid-19 por dia e faltava oxigênio nos hospitais, Luiz Eduardo Ramos, então ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus em segredo. Como deixou escapar posteriormente, o general de quatro estrelas frisou que o presidente é anti-vacina.

O episódio, em que a revista destaca ainda a declaração de Bolsonaro de que teria travado a aprovação da Pfizer no país “por que a vacina transforma as pessoas em jacaré”, foi usado para dar a dimensão “do tamanho do buraco em que o Brasil está”. E resume a carreira do presidente no Exército tendo como único destaque o momento em que foi preso por insubordinação. Já nos 27 anos de atuação como congressista, ele é descrito como alguém que tinha destaque apenas com falas para “ofender mulheres, indígenas e gays”.

Não é a primeira vez que a The Economist dedica uma edição inteira ao país, já houve outras. Em 2009, trouxe uma edição estampada com a imagem do Cristo Redentor decolando como se fosse um foguete, numa referência ao avanço econômico do país. Quatro anos depois, em 2013, veio a capa “O Brasil estragou tudo?”, agora com a imagem do Redentor caindo em um voo desgovernado, já abordando a trava ao crescimento, a expansão da inflação.

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Em 2016, veio o especial “A traição do Brasil”, em meio ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que era apontada como responsável pelo fracasso econômico do país. Em paralelo, a revista sustentava que aqueles que trabalharam pela saída dela do cargo representavam uma atuação ainda mais danosa para o Brasil. A imagem estampada na capa era a do Cristo Redentor segurando uma placa onde se lia “SOS”. Um ano antes, outra capa alardeava “O atoleiro do Brasil”.

Há dois anos, no início do governo Bolsonaro, a revista levou à capa crise ambiental no país, ilustrada com tocos de árvores derrubadas. Um deles exibia o formato do mapa do Brasil, chamando atenção para o “fantasma da morte” na floresta.

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia
Fernanda Capelli

Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

Em meio a um cenário mundial catastrófico, a crise gerada pelo novo Covid-19 foi inédita. A pandemia, que levou muitas vidas, mudou completamente a rotina mundial e pegou todos de surpresa.

Dessa forma, o planeta inteiro passou muito tempo tentando entender como passar pela situação. Até hoje, mais de um ano após a chegada da doença, ainda estamos vivendo muitas dificuldades.

Portanto, para o mercado financeiro não foi diferente. Todas as bolsas de valores do mundo foram de alguma forma afetadas, ao ponto de investidores e analistas do mercado nomearem o período de “banho de sangue”.

Entretanto, mesmo com tantos desafios, houve quem ultrapassasse a tempestade sem muitos problemas , assim como, aproveitando certas oportunidades com as circunstâncias de crise mundial.

Portanto, veja as 10 ações que se beneficiaram com a pandemia e descubra como elas conseguiram se levantar, enquanto o mundo todo caía.

1. Weg (WEGE3)

Com impressionantes 114,57% de valorização, a Weg é a primeira da lista em disparada. Esta é uma empresa multinacional brasileira, do setor de tecnologia.

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Dessa forma, um dos motivos da valorização em meio a pandemia foi a alta do dólar, uma vez que a companhia recebe os lucros através da moeda norte-americana.

2. Magalu (MGLU3)

A empresa que dispensa comentários está em segundo lugar da nossa lista, com 96,03% de valorização sobre seus ativos. Todavia, com a pandemia, o Magalu saiu na frente devido ao seu domínio em relação a tecnologia, assim como em logística, o que foi um diferencial em se tratando de e-commerce.

O Magazine Luiza se tornou uma empresa de plataforma digital de varejo, formada por um ecossistema digital multicanal que contribui para que milhares de outros negócios ingressem no universo das transações virtuais.

3. Vale (VALE3)

A Vale, maior empresa brasileira exportadora de minérios, aumentou em 61,64% o valor de suas ações em meio a crise pandêmica mundial. Isso se deu devido ao preço do minério de ferro, que permaneceu estável em 2020.

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4. Marfrig (MRFG3)

É uma das maiores companhias de alimentos do mundo exportando proteína animal. Dessa forma, a empresa recebe em dólar. Desta forma, a Marfrig teve uma valorização de 47,12% ao ano durante a pandemia.

5. Klabin (KLBN4)

A Klabin é uma empresa produtora e exportadora de papel, celulose e insumos hospitalares. Durante a crise, suas ações chegaram a 45,96% de valorização, devido a alta demanda desses insumos, assim como o aumento no consumo de papel.

Confira a reportagem completa aqui

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