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Brasileiro passa um ano sem aumento real do salário, diz Fipe

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Brasileiro passa um ano sem aumento real do salário, diz Fipe
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Brasileiro passa um ano sem aumento real do salário, diz Fipe

A crise provocada pela pandemia fez os reajustes acordados entre patrões e empregados ficarem igual ou abaixo da inflação .

Segundo o Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em junho completou um ano sem ganho real para os trabalhadores.

A pesquisa acompanha negociações registradas no Ministério da Economia . Em junho, o INPC foi de 8,9% em 12 meses , contra reajuste médio de 8,3%.

Em 2020, com a inflação ainda baixa, houve recomposição, mas com a disparada dos preços este ano, os aumentos ficaram abaixo da inflação.

Relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira afirma que a crise econômica causada pela pandemia deve provocar efeito negativo sobre empregos e salários no Brasil por nove anos.

Conforme o relatório “Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-Covid-19”, os países da região costumam levar “muitos anos” para se recuperar quando há perda de emprego em crises econômicas.

Além disso, ressalta o documento, as “grandes sequelas” tendem a persistir na região por muitos anos, levando os países da América Latina à redução “longa e expressiva” dos índices de emprego formal.

“No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise”, diz o relatório.

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Ainda no relatório, o Banco Mundial afirma que a crise causada pela pandemia deve provocar “cicatrizes” mais “intensas” nos trabalhadores menos qualificados, isto é, segundo o banco, aqueles sem ensino superior.

Essas “cicatrizes”, diz o relatório, são aumento do desemprego; aumento da informalidade e redução dos salários.

“Na região da ALC [América Latina e Caribe], as cicatrizes são mais intensas para os trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior”, diz o documento.

De acordo com o banco, os trabalhadores informais têm menos proteções contra efeitos de crises econômicas e, assim, a probabilidade de eles perderem o emprego é maior, independentemente da qualificação.

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Já os trabalhadores com ensino superior, diz o documento, não devem sofrer os impactos da crise no salário.

Segundo o banco, o nível de emprego informal na América Latina costuma continuar menor por um ano e oito meses após o início de uma recessão. No caso dos empregos formais, a recuperação demora mais de dois anos e meio para acontecer.

Ainda de acordo com a instituição, as taxas de desemprego e informalidade devem permanecer altas durante anos, embora o impacto não seja tão elevado no valor dos salários.

Isso porque os trabalhadores mais jovens que ingressam no mercado de trabalho têm um início de carreira pior, do qual não conseguem se recuperar.

Para o banco, as perdas de emprego são mais duradouras para empregados com carteira assinada de locais com setores de serviço menores; menor número de empresas de grande porte; e setores primários maiores — como agricultura, pecuária, pesca e extrativismo mineral.

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Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA

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Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA
Karol Albuquerque

Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA

O Mickey não é negacionsita e para trabalhar com ele é preciso estar imunizado. A Disney é mais uma grande companhia a exigir que os funcionários, assalariados e não sindicalizados dos Estados Unidos, tomem vacina contra a Covid-19. A empresa também está conversando com os sindicatos que representam outros trabalhadores para realizar os acordos coletivos.

“Na The Walt Disney Company, a segurança e o bem-estar de nossos funcionários durante a pandemia foi e continua sendo uma prioridade. Para esse fim, e com base nas recomendações mais recentes de cientistas, funcionários de saúde e nossos próprios profissionais médicos de que a vacina contra a Covid -19 fornece a melhor proteção contra infecções graves, exigimos que todos os funcionários assalariados e não sindicalizados que trabalham nos EUA em qualquer um de nossos locais seja totalmente vacinado”, diz um comunicado da empresa.

A empresa do Mickey ainda acrescentou que aqueles funcionários que não foram vacinados, mas estão trabalhando no local, têm 60 dias para “completar seus protocolos”. No caso dos profissionais que estão trabalhando de casa, eles devem confirmar a vacinação antes do retorno.

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“Também iniciamos conversas sobre esse tema com os sindicatos que representam nossos empregados por meio de acordos coletivos de trabalho. Além disso, todos os novos contratados deverão ser totalmente vacinados antes de começar a trabalhar. As vacinas são a melhor ferramenta que todos nós temos para ajudar a controlar esta pandemia global e proteger nossos funcionários”, destacou o comunicado.

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A exigência tem como base as centrais de operações em Orlando, na Flórida, onde fica o resort Walt Disney World. O condado Orange declarou estado de emergência local na quarta-feira (28)

A Disney se junta à Netflix, que anunciou a exigência de vacina para elenco e membros da equipe nas produções no início da semana. Em outros setores, Google, Twitter, Facebook e Uber também adoraram as medidas.

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Via: Deadline

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