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Dólar abre em alta com investidores apreensivos com a fala de Fux

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Por volta de 09h35, a moeda americana era negociada a R$ 5,2192, alta de 0,83%.
Fernanda Capelli

Por volta de 09h35, a moeda americana era negociada a R$ 5,2192, alta de 0,83%.

No dia seguinte aos aguardados atos do 7 de setembro, o dólar operava em alta ante o real pela manhã. Os investidores têm a primeira oportunidade de reagir aos discursos do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo e em Brasília, marcados por novos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao sistema eleitoral e com a defesa de pautas antidemocráticas.

Por volta de 09h35, a moeda americana era negociada a R$ 5,2192, alta de 0,83%.

Além de digerir as falas de Bolsonaro, os agentes de mercado vão ficar de olho na reação dos outros Poderes, com destaque para o presidente do STF, ministro Luiz Fux, e para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

De olho nas reações

É esperado que Fux faça um pronunciamento para rebater os mais novos ataques do chefe do Executivo, no início da sessão do tribunal desta quarta-feira.

Nas últimas semanas Lira vinha dando declarações públicas para apaziguar os ânimos do mercado financeiro, ressaltando o respeito a responsabilidade fiscal durante a votação de pautas econômicas na Câmara.

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E com o termo “impeachment” voltando a ganhar força ou mesmo sendo utilizado por quem não o defendia abertamente, como é o caso do PSDB, as atenções se voltaram ainda mais para Lira.

Para os analistas, o acirramento da tensão política visto nas últimas semanas ajudou a piorar a percepção de risco dos investidores e dificulta o andamento de reformas desejadas pelo mercado. A Bolsa acumula queda de 0,96% no ano e desde o pico, alcançado em junho, registra recuo de 9,87%.

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Em comentário matinal, o economista-chefe do banco Modal Mais, Álvaro Bandeira, destaque que o dia seguinte das manifestações pode perdurar por mais tempo em um ambiente institucionalmente conturbado.

O economista espera um dia ruim para o mercado local, mas ressaltando que o desempenho das bolsas no exterior também afeta o nosso índice.

“Além dos ajustes necessários na abertura, teremos que avaliar o clima das respostas e as movimentações políticas. Mas certamente, tudo isso só piora a situação para reformas essenciais, crise hídrica, inflação, taxa cambial, juros e também para a expansão do PIB”, escreveu.

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Os ataques de Bolsonaro ao STF podem dificultar a já difícil discussão acerca do pagamento dos precatórios, um dos temas que pautaram o comportamento do Ibovespa nas últimas semanas.

Além disso, o clima de constante confronto e instabilidade institucional afasta o investidor estrangeiro, componente importante para a nossa Bolsa.

“Esperamos uma abertura de viés negativo para ativos de risco locais, que não poderão contar nem com o bom humor externo para amenizar o receio com a situação de diversas incertezas que vive o país”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam em baixa. Por volta de 08h50, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,43% e a de Frankfurt, 0,68%. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, havia baixa de 1,70%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,89%. Em Hong Kong, houve queda de 0,12% e, na China, de 0,04%.

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Bolsonaro diz que economia vai “muito bem” e descarta trocas no ministério

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Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura
Reprodução/redes sociais

Bolsonaro em evento da Roda da Fruticultura

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste sábado (18) que economia do país vai “muito bem” e afastou a ideia de trocar peças no Ministério. A fala foi feita durante o Fórum da Rota da Fruticultura da RIDE/DF (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno), em Brasília.

“Nossa economia não pode e não vai parar. [Quero] dizer a vocês, a gente faz analogia com futebol, quando um time não está indo bem, a gente pensa logo em trocar o técnico. O meu time está indo muito bem”, disse o chefe do Executivo. 

Além de Bolsonaro, o evento contou com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes; o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda; a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF); o deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF); o advogado-geral da União, Bruno Bianco e o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães;

A Rota da Fruticultura é responsável pela cadeia produtiva da fruta no Distrito Federal e em 33 municípios de Goiás e Minas Gerais. 

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