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El Salvador adota Bitcoin como moeda oficial e incentiva compra

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Bitcoin passa a ser considerado moeda oficial de El Salvador nesta terça
Fernanda Capelli

Bitcoin passa a ser considerado moeda oficial de El Salvador nesta terça

Um movimento crescente em redes sociais pede para que os internautas comprem pequenas quantias em bitcoin para apoiar o plano de El Salvador de usar a criptomoeda como moeda oficial a partir desta terça-feira, 7 de setembro. O país adota o dólar há 20 anos.

Usuários no Twitter e no Reddit estão discutindo planos de compras em massa do equivalente em bitcoin a US$ 30 para marcar a entrada em vigor da lei em El Salvador. O potencial de compras coordenadas ecoa campanhas online como a que levou à disparada de preços da GameStop no começo deste ano.

Aparentemente, investidores no Brasil e no mundo todo estão planejando converter o equivalente em suas moedas locais a US$ 30 em bitcoin nesta terça-feira para comemorar a legislação que adota legalmente a criptomoeda de código aberto e descentralizada.

Caixa automático com proteção do exército

El Salvador começou a instalar caixas automáticos de bitcoin para permitir que os cidadãos convertam o token em dólares, alguns protegidos pelo exército para evitar possíveis depredações. Além disso, o governo criou um fundo de US$ 150 milhões para apoiar conversões de bitcoins para dólares.

Os salvadorenhos poderão fazer o download da carteira digital “Chivo” do governo, inserir seu número de identidade e receber US$ 30 em bitcoins, informou o ministro das Finanças de El Salvador, Alejandro Zelaya, à imprensa local no mês passado. A carteira é necessária para fazer compras e vendas em bitcoins.

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O bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (6), subindo para quase US$ 52 mil, para alcançar o maior patamar desde maio. Nesta terça, no entanto, a criptomoeda perde valor e chega a US$ 50.087, caindo quase 5%.

A entrada em vigor da moeda digital como oficial no país tem sido recebida com forte ceticismo e advertências de economistas e organizações financeiras internacionais.

Salvadorenhos preferem dólar

O governo de Nayib Bukele garante que a medida polêmica contribuirá para a bancarização da população e evitará uma perda de US$ 400 milhões nas remessas que os salvadorenhos enviam do exterior e que representam 22% do PIB, embora alguns especialistas questionem.

Em El Salvador, que dolarizou sua economia há duas décadas, a maioria dos 6,5 milhões de salvadorenhos rejeita o bitcoin promovido por Bukele e prefere continuar usando o dólar, segundo as últimas pesquisas.

“Esse bitcoin é uma moeda que não existe, é uma moeda que não vai favorecer os pobres e sim os ricos, porque o pobre, que mal tem pra comer, não pode investir”, comentou à AFP José Santos Melara, veterano da guerra civil (1980-1992) que na sexta-feira participou de um protesto contra a criptomoeda.

Sete em cada dez salvadorenhos indicaram que “discordam ou discordam veementemente” do bitcoin, que circulará ao lado do dólar, apontou uma pesquisa recente da Universidade Centro-Americana (UCA), que consultou 1.281 pessoas em meados de agosto.

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Dos mais de 1.500 consultados em outra pesquisa do jornal La Prensa Gráfica, 65,7% disseram que desaprovam a criptomoeda.

A diretora do Instituto de Opinião Pública da UCA, Laura Andrade, garante que a população resiste ao bitcoin por não considerá-lo uma forma de melhorar sua situação econômica.

“São decisões sem consulta que este governo têm tomado em conjunto com os legisladores, e que as pessoas não percebem um impacto positivo para transformar significativamente suas condições de vida”, apontou Andrade à AFP.

Aceitação obrigatória

Por lei, o bitcoin terá “poder libertário ilimitado em qualquer transação”.

A lei estabelece que o câmbio entre o bitcoin e o dólar “será livremente estabelecido pelo mercado” e obriga “a aceitar o bitcoin como forma de pagamento”.

Economistas e organizações como o Banco Mundial, o FMI e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) são céticos quanto à adoção do bitcoin como moeda ao lado do dólar.

Terá um “impacto negativo” nas condições de vida da população dada a “alta volatilidade da cotação” e “afetará os preços de bens e serviços”, afirma o economista Óscar Cabrera, da Universidade de El Salvador.

O fato de ser determinado “exclusivamente pelo mercado” torna o bitcoin “altamente volátil”, alertou a Fundação Salvadorenha para o Desenvolvimento Econômico e Social (Fusades).

A Fundação também considera “inconstitucional” impor “a aceitação obrigatória do bitcoin como forma de pagamento quando oferecido” em qualquer transação econômica.

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Geração de empregos é um dos objetivos de plataforma de investimentos em turismo

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Uma das principais estratégias do Ministério do Turismo para promover mais do que a recuperação do setor, sua expansão, é a integração com a agenda econômica. Um dos principais eixos nesse sentido é o Portal de Investimentos, lançado em junho, e que se apresenta tanto como um portfólio de projetos em desenvolvimento, como um marketplace que aproxima empreendedores, investidores e poder público.

Salinas do Maragogi (AL)
Salinas do Maragogi

Salinas do Maragogi (AL)

Esse movimento é importante não apenas para a verticalização dos investimentos em turismo, há 62 projetos em 20 estados no momento, mas também para a geração de empregos, uma das principais trações para a recuperação econômica.

“Não há turismo sem estrutura. É tudo muito integrado”, observa a secretária nacional de Atração de Investimentos, Parcerias e Concessões da pasta, Débora Gonçalves. “É um trabalho que tem que ser viabilizado estado por estado, município por município”. Ela observa, ainda, que há um esforço por parte do governo federal para atrair investimentos para o setor. A expectativa é que haja geração de mais de 120 mil empregos diretos com os projetos já cadastrados na plataforma.

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Nesse contexto, é válido registrar que o setor de turismo responde por cerca de 8,1% do PIB brasileiro. Com o Portal de Investimentos, a expectativa é adensar essa taxa com mais diversidade, explorando suas potencialidades e possibilitando o desenvolvimento econômico e social de diferentes municípios.

“O turismo agrega e traz para ele diversas outras experiências”, advoga Gonçalves, confiante de que a plataforma estabeleça novos parâmetros para o setor no País.

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