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Empresário acreditam em recuperação de negócios em três meses, diz pesquisa

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Empresários acreditam em recuperação econômica em até 3 meses
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Empresários acreditam em recuperação econômica em até 3 meses

Segundo 86% dos empresários do comércio de bens, serviço e turismo ouvidos em uma pesquisa da Fecomércio , feita em julho, a situação dos seus negócios deve melhorar ou melhorar muito nos próximos três meses. No mês passado, este índice era de 76,7%, ou seja, a confiança cresceu. Isto é creditado, principalmente, ao avanço da imunização da população fluminense.

No novo levantamento, 8,2% dos entrevistados afirmaram que a situação deve continuar igual. Outros 5,9% creem numa piora ou piora acentuada na situação de suas empresas. No mês passado eram 8,9% e em maio, 11,5%.

Avaliando ainda os últimos três meses dos negócios, 24,9% dos entrevistados responderam que a situação melhorou ou melhorou muito, percentual maior do que o apurado em junho (20,5%) e maio (11,7%). Para 46,3% dos empresários, houve piora ou muita piora. No mês anterior, eram 57,1% e em maio, 71,1%.

Questionados sobre os principais fatores que atualmente limitam o seu negócio, 45,6% dos empresários afirmaram ser a demanda insuficiente, contra 52,7% em junho. Outros 47% apontaram restrições financeiras. No mês anterior eram 45,3%. Para 13,5%, a falta de espaço ou equipamentos é o maior impeditivo, contra 10,7% na última sondagem. A falta de mão de obra é apontada por 9,3%, sendo que no mês passado eram 9,7%.

Demanda por bens e serviços

O número de empresários que afirmam que diminuiu ou diminuiu muito a demanda pelos serviços e bens de suas empresas reduziu de 60,9%, em junho, para 48,7%, em julho. Sobre as expectativas para as demandas no próximo trimestre, 62,2% dos empresários esperam que haja algum tipo de aumento. Anteriormente, esse percentual era de 57,3%. Por outro lado, 28% acreditam numa estabilização, índice igual ao de junho. Para 9,7%, haverá diminuição ou diminuição acentuada na busca por produtos e serviços de suas empresas. Na pesquisa anterior eram 14,7%.

Em relação ao quadro de colaboradores nos últimos três meses, 19,8% afirmaram que o quadro diminuiu bastante, frente aos 26% do mês de junho. Outros 26,5% dos entrevistados informaram que diminuíram de alguma forma o quadro de funcionários, contra os 23,3% do úiltimo levantamento. Para 49,8%, o número de empregados foi estabilizado, frente aos 44,6% em junho. Apenas 3,9% disseram que houve algum tipo de aumento das contratações, contra os 6,1% apurados no mês anterior.

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No estudo deste mês, 59,1% afirmam que esperam manter o número de colaboradores pelos próximos três meses. O percentual de empresários que devem demitir diminuiu de 21,3% para 14%. Outros 26,8% de empresários devem aumentar seu quadro de funcionários nos próximos meses. Em junho eram 24,3%, ou seja, hoje aumento de 2,5 pontos percentuais.

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Derrotas do governo na Justiça ameaçam o novo Bolsa Família; entenda

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Reestruturação do Bolsa Família pode não acontecer por falta de espaço no Orçamento
Marcos Corrêa/PR

Reestruturação do Bolsa Família pode não acontecer por falta de espaço no Orçamento

Decisões da Justiça, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF), que obrigam o governo a pagar quantias elevadas a empresas e principalmente a estados e municípios comprometem o Orçamento de 2022 e ameaçam o lançamento do programa social que irá substituir o Bolsa Família .

O benefício, que deve ser enviado ao Congresso Nacional pelo Executivo ainda em agosto, é visto dentro do governo como vitrine para a campanha do presidente Jair Bolsonaro nas eleições do próximo ano.

O governo terá que pagar R$ 89,1 bilhões em 2022 por contas de sentenças judiciais que não pode mais recorrer, de acordo com dados aos quais o GLOBO teve acesso. Esse número representa uma alta de 62% na comparação com o valor que deve ser gasto neste ano (R$ 54,7 bilhões). O ministro Paulo Guedes classifica esse rombo como um “meteoro” que vai atingir as contas públicas do país.

A equipe econômica está elaborando uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) para frear as altas e tentar salvar o programa social. O desenho final da proposta ainda não está definido.

Ao elaborar o Orçamento do ano seguinte, o governo recebe a quantidade dos chamados precatórios. Esses valores precisam ser pagos e são considerados parte das despesas obrigatórias, já que os dados são encaminhados pelo Poder Judiciário — não são definidos, portanto, pelo governo federal.

O crescimento previsto para o próximo ano é muito superior à alta da inflação e também ao teto de gastos, regra que limita as despesas da União. Pelos cálculos da equipe econômica, a alta dos precatórios em 2022 vai consumir todo o espaço extra criado pelo teto no próximo ano. É esse espaço que o governo pretendia usar para pagar o novo Bolsa Família sem ferir o teto.

Por isso, técnicos do governo dizem que, se nada for feito, não haverá espaço para o novo Bolsa Família em 2022.

O Ministério da Economia estima que o teto terá um espaço extra de R$ 30 bilhões em 2022. Desse total, R$ 26 bilhões seriam usados para o novo Bolsa Família e R$ 4 bilhões para investimentos — como estradas e outras obras.

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Ao esboçar a proposta orçamentária do próximo ano, a equipe econômica estimava que as despesas com decisões judiciais somassem R$ 57 bilhões. A diferença entre o inicialmente projetado e o que de fato o governo recebeu da Justiça é de R$ 31,3 bilhões. Ou seja, exatamente acima do espaço extra no teto de gastos.

O governo calcula que o novo programa social custará cerca de R$ 56 bilhões (os R$ 30 bilhões anuais do Bolsa Família acrescidos de R$ 26 bilhões). Esse valor é suficiente para pagar um benefício médio de R$ 300 para 17 milhões de pessoas. Atualmente, o pagamento médio é de R$ 192 para 14 milhões de beneficiários.

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Para além da campanha presidencial de 2022, os técnicos do governo dizem que o programa é necessário porque a quantidade de pessoas vulneráveis subiu por conta da pandemia de Covid-19. Também argumentam que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a criação de um programa de renda básica no próximo ano.

Para 2022, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favoreceram principalmente os estados da Bahia, do Amazonas, Ceará, Pernambuco, Goiás, Paraná e Maranhão pressionam os gastos do governo em R$ 17,2 bilhões.

Procurado, o STF disse que os processos citados tiveram decisões colegiadas, no plenário físico e no virtual, em alguma fase do procedimento. “Os casos envolvem ressarcimento a estados da federação (Paraná, Goiás, Bahia, Maranhão, Amazonas, Ceará e Pernambuco), e tratam sobre conflitos de repasses de valores para educação ou compensações por geração de energia elétrica, por exemplo”.

“Importante ressaltar que a inclusão dos precatórios na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) não significa que a União deverá desembolsar os valores em 2022 obrigatoriamente. A União pode utilizar mecanismos alternativos de prazos e de pagamento previstos na Constituição ou celebrar acordos de parcelamento com os estados mencionados”, diz o texto.

“Os valores de precatórios remetidos do STF para o governo federal anualmente são sazonais, dependem da conclusão definitiva de julgamentos e das providências de execução. Cada tribunal do país deve encaminhar anualmente sua lista de débitos da União ao Ministério da Economia, responsável por consolidar os dados”, acrescenta a nota.

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