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Entregadores trabalham de 9 a 12 horas para receber menos de um salário mínimo

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Uberização e o trabalho em plataformas digitais de entrega
Reprodução/Twitter/@jairomalta

Uberização e o trabalho em plataformas digitais de entrega

Uma pesquisa do projeto Field Project da Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) revelou o quão precário pode ser o trabalho de entrega por aplicativo . Através do questionário ” Uberização e o trabalho em plataformas digitais de entrega”, foram ouvidos mais de 100 entregadores por aplicativo de todo o país. A constatação foi que as condições de trabalho pioraram na pandemia : a maioria trabalha de nove a 12 horas por dia para receber menos que um salário mínimo .

Além disso, os respondentes ainda reclamaram da mudança na forma de remuneração desde 2020. Se antes, ao realizar a entrega de dois pedidos próximos, eles recebiam o valor correspondente a duas taxas, agora só recebem uma tarifa, apesar de os clientes pagarem dobrado.

“A nossa hipótese inicial, de que o trabalho é muito precário, foi confirmada. Esses trabalhadores reivindicam melhores taxas de pagamento, seguro contra acidentes e até reconhecimento de vínculo com as plataformas porque hoje eles estão à própria sorte”, conta Ana Beatriz Bueno de Jesus, supervisora da pesquisa.

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Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos entregadores são homens pardos, entre 31 e 35 anos de idade, que usam o meio como principal fonte de renda.

Quando perguntados sobre acidentes no exercício da função, 31% afirmaram que se acidentaram, mas não receberam apoio das plataformas. Para que esses profissionais conheçam seus direitos e saibam onde podem buscar ajuda, a FGV desenvolveu duas cartilhas gratuitas que podem ser baixadas pela internet.

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“Há organizações que ajudam entregadores que sofrem acidentes, as que oferecem seguro de vida, descontos para aquisição de celulares e motocicletas e até cursos profissionalizantes”, diz Ana Beatriz.

Os aplicativos Ifood e Rappi foram procurados mas não enviaram posicionamento até o fechamento desta matéria.

Já o Uber Eats disse que todos os ganhos são disponibilizados de forma transparente para os entregadores parceiros no próprio aplicativo.

“Por cada entrega realizada, os entregadores parceiros recebem um valor que varia de acordo com uma série de fatores, desde a cidade em que ele atua, o engajamento do parceiro na plataforma, horário do dia, movimento na região até distância a ser percorrida, etc. No caso do Rio, aumentamos recentemente o valor mínimo de uma entrega, que passou a ser R$ 5. Lembrando que, no Uber Eats, sempre é possível que os usuários deixem valores extras para os entregadores parceiros, que são integralmente repassados”, explicou a empresa.

Serviço

A Cartilha “Organizações que oferecem ajuda para os entregadores de aplicativos” está disponível no link  https://bit.ly/3d2GejK . Já a “Cartilha direcionada às organizações de entregadores de aplicativo com propostas de auxílio para esses trabalhadores” está disponível no endereço  https://bit.ly/3zJNCKy .

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Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA

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Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA
Karol Albuquerque

Disney exigirá vacina de funcionários assalariados e não sindicalizados dos EUA

O Mickey não é negacionsita e para trabalhar com ele é preciso estar imunizado. A Disney é mais uma grande companhia a exigir que os funcionários, assalariados e não sindicalizados dos Estados Unidos, tomem vacina contra a Covid-19. A empresa também está conversando com os sindicatos que representam outros trabalhadores para realizar os acordos coletivos.

“Na The Walt Disney Company, a segurança e o bem-estar de nossos funcionários durante a pandemia foi e continua sendo uma prioridade. Para esse fim, e com base nas recomendações mais recentes de cientistas, funcionários de saúde e nossos próprios profissionais médicos de que a vacina contra a Covid -19 fornece a melhor proteção contra infecções graves, exigimos que todos os funcionários assalariados e não sindicalizados que trabalham nos EUA em qualquer um de nossos locais seja totalmente vacinado”, diz um comunicado da empresa.

A empresa do Mickey ainda acrescentou que aqueles funcionários que não foram vacinados, mas estão trabalhando no local, têm 60 dias para “completar seus protocolos”. No caso dos profissionais que estão trabalhando de casa, eles devem confirmar a vacinação antes do retorno.

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“Também iniciamos conversas sobre esse tema com os sindicatos que representam nossos empregados por meio de acordos coletivos de trabalho. Além disso, todos os novos contratados deverão ser totalmente vacinados antes de começar a trabalhar. As vacinas são a melhor ferramenta que todos nós temos para ajudar a controlar esta pandemia global e proteger nossos funcionários”, destacou o comunicado.

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A exigência tem como base as centrais de operações em Orlando, na Flórida, onde fica o resort Walt Disney World. O condado Orange declarou estado de emergência local na quarta-feira (28)

A Disney se junta à Netflix, que anunciou a exigência de vacina para elenco e membros da equipe nas produções no início da semana. Em outros setores, Google, Twitter, Facebook e Uber também adoraram as medidas.

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Via: Deadline

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