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FMI e Banco Mundial estudam apressar lançamentos de criptomoedas de bancos

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FMI e Banco Mundial se apressam para lançar moedas digitais de bancos
Lorena Amaro

FMI e Banco Mundial se apressam para lançar moedas digitais de bancos

As principais instituições financeiras globais lançaram um relatório pedindo que os bancos centrais trabalhem juntos para conseguir “interoperabilidade” entre suas moedas digitais. O documento, publicado nessa sexta-feira (9) foi elaborado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) , Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial .

No relatório, as instituições delineiam de que forma essa cooperação global deve funcionar. Entre outras coisas, eles destacam a criação de padrões comuns e o estabelecimento de infraestruturas de pagamentos internacionais.

“As moedas digitais dos bancos centrais são um caminho potencial para melhorar os pagamentos internacionais. Mas elas trazem riscos para as economias emergentes e em desenvolvimento. Também exigem muito trabalho nas condições regulatórias e de políticas para serem bem sucedidas’’, afirmou Indermit Gill, vice-presidente do Banco Mundial.

CBDCs além das fronteiras

Conforme apontou o relatório, o G-20 tornou os pagamentos transfronteiriços uma prioridade. Para essas lideranças, é fundamental que esses serviços de pagamento sejam mais rápidos, baratos, transparentes e inclusivos.

Com base nisso, as três instituições desenvolveram o relatório em questão apresentando um balanço da dimensão internacional dos projetos de CBDCs.

Além disso, avaliaram até que ponto essas moedas digitais nacionais podem ser usadas ​​para pagamentos transfronteiriços. O relatório também investiga possíveis implicações macrofinanceiras associadas ao uso internacional das CBDCs.

De acordo com o documento, se os projetos de moedas digitais em diferentes jurisdições forem coordenados de forma eficaz, os pagamentos internacionais podem ser melhorados.

Ademais, dado que as CBDCs serão implementadas em ritmos diferentes, é necessário que haja interoperabilidade entre os projetos e os sistemas de pagamento existentes.

Segundo as instituições, os pagamentos transfronteiriços com CBDCs podem ser concebidos de duas maneiras diferentes. O primeiro cenário envolve a existência de uma moeda digital voltada para o varejo. Ou seja, para o uso doméstico.

Já o segundo caso, inclui a interoperabilidade entre CBDCs com base em acordos para facilitar o uso transfronteiriço.

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“Tais arranjos podem conectar CBDCs de atacado e varejo através das fronteiras. Assim, implicaria uma forte cooperação entre os bancos centrais e incluem aspectos tecnológicos, de estrutura de mercado e legais.”

Arranjos multi-CBDC

O relatório apontou ainda que, até o momento, nenhuma grande jurisdição lançou oficialmente uma CBDC. A China, é o país mais avançado nesse sentido. Afinal, os testes da CBDC chinesa já alcançaram 10 milhões de usuários.

De todo modo, as instituições pontuam que muitas decisões de projeto e políticas ainda estão sem solução.

Para Benoît Cœuré, chefe do Centro de Inovação BIS, uma possível saída é o estabelecimento de arranjos multi-CBDC (mCBDC) entre bancos centrais:

“Estes acordos mitigariam os riscos e fricções transfronteiriços e entre moedas. Dessa forma, reforçaria, ao mesmo tempo, o papel do dinheiro do banco central como uma âncora para o sistema de pagamentos”, disse Cœuré.

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Lira afasta calote em precatórios e nega conversa sobre Bolsa Família em R$ 400

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Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400
Reprodução: iG Minas Gerais

Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta terça-feira (03) que “não há possibilidade de calote” no texto da PEC dos Precatórios, dívidas judiciais perdidas pela União. O governo federal tenta convencer congressistas a aprovar o parcelamento dos precatórios para liberar verba para o novo Bolsa Família. 

Em coletiva à imprensa, Lira ressaltou que conversou com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e a secretária de governo, Flávia Arruda, sobre o projeto e as dívidas judiciais do governo federal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também participou do encontro. 

Tivemos ontem uma reunião na casa do presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco, com a presença de Ciro Nogueira, Flávia Arruda, Paulo Guedes. Não há nenhuma possibilidade de calote, como também é impossível se pagar R$ 90 bilhões sem que haja algum tipo de atingimento do teto. Não queremos atingir o teto e o Brasil não pode dar calote”, disse Lira. 

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O presidente da Câmara ressaltou as agendas preferenciais do Legislativo neste segundo semestre, como a aprovação das reformas administrativas e tributárias, e a privatização dos Correios. Lira disse a líderes partidários que a reforma do Imposto de Renda será votada nesta sexta-feira (06) e a venda dos Correios até o fim deste mês. 

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Novo Bolsa Família 

Arthur Lira negou que a conversa com Ciro Nogueira e Flávia Arruda tenha ligação com o reajuste do Bolsa Família. O presidente da Câmara também negou saber da possibilidade de dobrar o valor do benefício. 

“Não houve essa conversa de 400 reais, não há essa conversa de Bolsa Família dentro de PEC, não há essa conversa de furar teto de gastos, e o Bolsa novo, novo programa social, que é justo para os mais pobres”, afirmou. 

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Nesta terça-feira (03), o presidente Jair Bolsonaro confirmou a intenção de reajustar o benefício para R$ 400, o dobro dos atuais R$ 190 pago, em média, atualmente. O aumento do Bolsa Família é uma tentativa do Palácio do Planalto em aumentar a popularidade de Bolsonaro às vésperas das eleições de 2022. 

No entanto, a equipe econômica tenta reverter a situação e manter o reajuste em R$ 290. Segundo estudos do Ministério da Economia, caso o benefício seja reajustado em 100% há possibilidade de ultrapassar os limites do teto de gastos e prejudicar os cofres da União em 2022.

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