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Gasolina: preço médio do combustível ultrapassa R$ 6 e deve continuar subindo

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A marca foi atingida após uma alta de 1,45% na primeira quinzena de junho
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A marca foi atingida após uma alta de 1,45% na primeira quinzena de junho

O preço do litro da gasolina no país chegou a R$ 6,0001 . A marca foi atingida após uma alta de 1,45% na primeira quinzena de junho , apontada por um levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Segundo o professor Sandro Maskio, coordenador de estudos do Observatório Econômico da Universidade Metodista da São Paulo (Umesp), a elevação do preço do combustível no curto prazo acontece por causa da política da Petrobras de acompanhar os preços internacionais .

“Com isso, o preço é afetado pelas flutuações conjunturais de duas variáveis fundamentais. O preço internacional do barril de petróleo é a primeira delas. E entre o início do mês de junho e meados de julho, o preço do barril se elevou aproximadamente 10% no mercado internacional . Em segundo lugar, vem a taxa de câmbio. Entre a terceira semana de junho e a terceira semana de julho, o dólar valorizou quase 6% frente ao real, ajudando a encarecer o preço do petróleo e seus derivados na nossa moeda, quando se convertem os preços internacionais”, diz.

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Segundo o especialista, o efeito destas variáveis é importante porque, embora o Brasil seja praticamente autossuficiente na produção de petróleo, não o é na produção de seus derivados.

“Isso nos obriga a exportamos o petróleo bruto e importarmos parte dos produtos refinados que consumimos internamente”, explica o professor.

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Para ele, ao que tudo indica, a elevação do preço internacional de petróleo deverá continuar em ascensão, dada a retomada da atividade das economias, principalmente nos países centrais e na Ásia, pressionando o preço do petróleo e do combustível para cima. O litro da gasolina pode chegar a custar, em média, no Brasil, até o fim do ano, R$ 6,75.

Os dados da ValeCard mostram que Amazonas (5,57%), Amapá (4,99%) e Rio Grande do Norte (4,46%) registraram as maiores altas no período. As menores variações ocorreram no Mato Grosso do Sul (0,56%) e no Pará (0,71%).

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Entre as capitais, o valor médio da gasolina foi de R$ 5,937. Rio de Janeiro (R$ 6,374) e Rio Branco (R$ 6,340) foram as cidades que apresentaram maiores preços na primeira quinzena de julho. Já os menores valores médios foram encontrados em Curitiba (R$ 5,430) e João Pessoa (R$ 5,543).

Preço médio do etanol

O preço médio do etanol no país, na primeira quinzena de junho, foi de R$ 4,344. Segundo o levantamento, apenas em Mato Grosso é vantajoso abastecer os veículos com o combustível em substituição à gasolina, o método utilizado nesta análise, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, é de que, para compensar completar o tanque com etanol, o valor do litro deve ser inferior a 70% do preço da gasolina.

“Um dos grandes diferenciais do etanol em Mato Grosso é ter uma das menores alíquotas de ICMS sobre o produto. A alíquota é de 12,5%, atrás apenas de São Paulo, com 12%. Há estados, como Tocantins, em que a alíquota é de 29%”, observa Sandro Maskio.

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Lira afasta calote em precatórios e nega conversa sobre Bolsa Família em R$ 400

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Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400
Reprodução: iG Minas Gerais

Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta terça-feira (03) que “não há possibilidade de calote” no texto da PEC dos Precatórios, dívidas judiciais perdidas pela União. O governo federal tenta convencer congressistas a aprovar o parcelamento dos precatórios para liberar verba para o novo Bolsa Família. 

Em coletiva à imprensa, Lira ressaltou que conversou com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e a secretária de governo, Flávia Arruda, sobre o projeto e as dívidas judiciais do governo federal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também participou do encontro. 

Tivemos ontem uma reunião na casa do presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco, com a presença de Ciro Nogueira, Flávia Arruda, Paulo Guedes. Não há nenhuma possibilidade de calote, como também é impossível se pagar R$ 90 bilhões sem que haja algum tipo de atingimento do teto. Não queremos atingir o teto e o Brasil não pode dar calote”, disse Lira. 

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O presidente da Câmara ressaltou as agendas preferenciais do Legislativo neste segundo semestre, como a aprovação das reformas administrativas e tributárias, e a privatização dos Correios. Lira disse a líderes partidários que a reforma do Imposto de Renda será votada nesta sexta-feira (06) e a venda dos Correios até o fim deste mês. 

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Arthur Lira negou que a conversa com Ciro Nogueira e Flávia Arruda tenha ligação com o reajuste do Bolsa Família. O presidente da Câmara também negou saber da possibilidade de dobrar o valor do benefício. 

“Não houve essa conversa de 400 reais, não há essa conversa de Bolsa Família dentro de PEC, não há essa conversa de furar teto de gastos, e o Bolsa novo, novo programa social, que é justo para os mais pobres”, afirmou. 

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Nesta terça-feira (03), o presidente Jair Bolsonaro confirmou a intenção de reajustar o benefício para R$ 400, o dobro dos atuais R$ 190 pago, em média, atualmente. O aumento do Bolsa Família é uma tentativa do Palácio do Planalto em aumentar a popularidade de Bolsonaro às vésperas das eleições de 2022. 

No entanto, a equipe econômica tenta reverter a situação e manter o reajuste em R$ 290. Segundo estudos do Ministério da Economia, caso o benefício seja reajustado em 100% há possibilidade de ultrapassar os limites do teto de gastos e prejudicar os cofres da União em 2022.

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