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Governo e indústria discutem no redução consumo de energia em momentos de pico

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Bolsonaro afirma que estamos passando pela maior crise hídrica da história do Brasil
Fernanda Capelli

Bolsonaro afirma que estamos passando pela maior crise hídrica da história do Brasil


Integrantes do Ministério de Minas e Energia se reuniram com representantes da indústria  nesta sexta-feira (4). Os técnicos estão discutindo um programa para incentivar grandes consumidores a reduzir o consumo de energia elétrica nos momentos de pico de demanda, em meio a uma crise hídrica histórica que atinge os principais reservatórios de usinas hidrelétricas .

O governo quer simplificar um programa que já existe, mas que até agora teve pouca adesão. Esse programa, chamado de Resposta da Demanda, é um mecanismo para gerenciar o consumo dos clientes em resposta às condições de oferta das fontes energéticas do Sistema Interligado Nacional (SIN).


O MME não quer obrigar as empresas a aderirem ao programa. Uma adesão compulsória é vista no setor elétrico como uma forma de racionamento de energia, o que é descartado pelo governo. Por isso, o trabalho é para incentivar a adesão voluntária.

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Dentro do governo, não está sendo discutida a possibilidade de incluir também incentivos para os consumidores residenciais (atendidos por distribuidoras de energia elétrica), porque isso obrigaria trocar o relógio de medição de todas as residências. Os grandes consumidores não têm o fornecimento intermediado pelas distribuidoras.

Hoje, nos momentos de pico da demanda, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) coloca em operação um conjunto de usinas termelétricas caras e poluentes, além de exigir mais de hidrelétricas, para garantir o suprimento, mesmo em momentos de seca.

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Com o programa para reduzir o consumo, nos momentos de pico, o ONS pode solicitar que o consumidor industrial reduza sua demanda. Ele é compensado financeiramente pela redução do seu consumo por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Isso acaba sendo positivo para todos os consumidores porque reduz o custo de operação do sistema e também economiza água nos reservatórios das hidrelétricas.

O programa Resposta da Demanda ainda é recente, teve pouca adesão e é considerado complexo pelas empresas. Por isso, o governo está conduzindo conversas para simplificar e ampliá-lo.

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O incentivo para os grandes consumidores de energia elétrica faz parte das medidas do governo para garantir a segurança e confiabilidade do atendimento à carga do sistema ao longo de 2021, principalmente durante o período seco que se estende usualmente até novembro.

O objetivo das conversas com a indústria é dar “flexibilidade operativa” para o atendimento à carga do sistema nos horários em que há maior demanda por energia, como, por exemplo, nos dias úteis ao longo da tarde e início da noite. O pico de demanda do sistema é à tarde, o que se agrava durante a seca, já que mais consumidores ligam aparelhos de ar condicionado.

Por isso, reduzir o consumo de grandes empresas nos momentos de pico ajuda a guardar mais água nos reservatórios e também não rodar termelétricas mais caras (geralmente as movidas a óleo combustível).

Durante a reunião desta sexta, o ministério reiterou que está implementando mudanças nas vazões das hidrelétricas com o objetivo de guardar mais água dos reservatórios. Hoje, sai mais água das barragens do que entra. A intenção agora é reter água, o que acaba prejudicando outros usos, como irrigação e navegação.

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia
Fernanda Capelli

Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

Em meio a um cenário mundial catastrófico, a crise gerada pelo novo Covid-19 foi inédita. A pandemia, que levou muitas vidas, mudou completamente a rotina mundial e pegou todos de surpresa.

Dessa forma, o planeta inteiro passou muito tempo tentando entender como passar pela situação. Até hoje, mais de um ano após a chegada da doença, ainda estamos vivendo muitas dificuldades.

Portanto, para o mercado financeiro não foi diferente. Todas as bolsas de valores do mundo foram de alguma forma afetadas, ao ponto de investidores e analistas do mercado nomearem o período de “banho de sangue”.

Entretanto, mesmo com tantos desafios, houve quem ultrapassasse a tempestade sem muitos problemas , assim como, aproveitando certas oportunidades com as circunstâncias de crise mundial.

Portanto, veja as 10 ações que se beneficiaram com a pandemia e descubra como elas conseguiram se levantar, enquanto o mundo todo caía.

1. Weg (WEGE3)

Com impressionantes 114,57% de valorização, a Weg é a primeira da lista em disparada. Esta é uma empresa multinacional brasileira, do setor de tecnologia.

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Dessa forma, um dos motivos da valorização em meio a pandemia foi a alta do dólar, uma vez que a companhia recebe os lucros através da moeda norte-americana.

2. Magalu (MGLU3)

A empresa que dispensa comentários está em segundo lugar da nossa lista, com 96,03% de valorização sobre seus ativos. Todavia, com a pandemia, o Magalu saiu na frente devido ao seu domínio em relação a tecnologia, assim como em logística, o que foi um diferencial em se tratando de e-commerce.

O Magazine Luiza se tornou uma empresa de plataforma digital de varejo, formada por um ecossistema digital multicanal que contribui para que milhares de outros negócios ingressem no universo das transações virtuais.

3. Vale (VALE3)

A Vale, maior empresa brasileira exportadora de minérios, aumentou em 61,64% o valor de suas ações em meio a crise pandêmica mundial. Isso se deu devido ao preço do minério de ferro, que permaneceu estável em 2020.

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4. Marfrig (MRFG3)

É uma das maiores companhias de alimentos do mundo exportando proteína animal. Dessa forma, a empresa recebe em dólar. Desta forma, a Marfrig teve uma valorização de 47,12% ao ano durante a pandemia.

5. Klabin (KLBN4)

A Klabin é uma empresa produtora e exportadora de papel, celulose e insumos hospitalares. Durante a crise, suas ações chegaram a 45,96% de valorização, devido a alta demanda desses insumos, assim como o aumento no consumo de papel.

Confira a reportagem completa aqui

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