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Lucro de planos de saúde aumenta 22% no 1º tri e alcança R$ 2,8 bilhões

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Planos de Saúde registram lucro de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021
Agência Brasil

Planos de Saúde registram lucro de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021

Os planos de saúde registraram lucro 22% maior no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período de 2020, último trimestre antes do início da pandemia: R$ 2,82 bilhões contra R$ 2,3 bilhões.

O custo assistencial do setor subiu, no mesmo período, 8,7% , segundo números divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que levam em conta os resultados de planos médicos hospitalares e odontológicos.

Apesar do resultado positivo, as empresas do setor preveem que a retomada dos procedimentos eletivos e a segunda onda da Covid, que elevou a ocupação de leitos hospitalares para cerca de 90%, tenham reflexo no segundo trimestre.

“Para as empresas com rede própria a alta de custo foi ainda maior, de 11%. Isso se explica pelo fluxo de pagamento que nas demais operadoras têm ciclos de 45 a 90 dias. Por isso, acreditamos que o aumento nas despesas se refletirá no próximo trimestre. A expectativa é que o custo assistencial do segundo trimestre seja 40% a 50% maior do que o mesmo período do ano passado, em que houve suspensão de procedimentos”, ressalta Renato Casarotti, presidente da Abramge, que representa as empresas do setor.

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Planos apontam alta nos custos às vésperas de reajuste

Desde o início da pandemia as empresas do setor vêm traçando um cenário de deterioração financeira que não tem se confirmado.

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A expextativa de gastos recordes é estimada pela FenaSaúde, representante das maiores empresas do setor, às vésperas da divulgação do reajuste dos planos individuais que, pela primeira vez, deverá ser negativo, ou seja, com mensalidades reduzidas. Os dados captados pela ANS até abril, no entanto, não confirmam esse prognóstico.

“O índice do 1º trimestre permanece inferior ao mesmo período pré-pandemia, e não há evidências, até o momento, de que a tendência deva se alterar no 2º trimestre”, avalia Paulo Rebello, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS.

Para Idec, planos têm boa saúde financeira

Para Ana Carolina Navarrette, coordenadora do programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), nenhum dado oficial aponta para o cenário descrito pelas operadoras para os próximos meses:

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“Todos os indicadores oficiais demonstram que  a saúde financeira das empresas vai muito bem, obrigada. A pandemia foi devastadora para a vida financeira de consumidores, de alguns prestadores de serviços, com a suspensão de procedimentos, mas fez muito bem às contas dos planos de saúde. Parece haver um esforço do setor para tornar ruins os indicadores que se apresentam para justificar reajustes altos em 2021, o que não tem justificativa.”

Em nota, a  FenaSaúde ressalta ainda que as receitas do primeiro trimestre cresceram menos do que os custos: 6,7% contra 8,7%. E destaca que o resultadoi foi  afetado positivamente pela aplicação dos reajustes represados em 2020 e o ingresso de 1,4 milhão de beneficiários desde junho do  ano passado.

“O aumento de beneficiários resulta, de imediato, no aumento de receitas, e tende a só afetar as despesas assistenciais quando ultrapassado o período de carência para utilização da cobertura do plano. Os dados do 1º trimestre mostram não apenas o aumento do lucro líquido das operadoras, mas, também, da margem que esse lucro representa em relação às receitas de mensalidades”, afirma Rodrigo Leal, especialista em regulação econômica de plano de saúde, membro da Associação Brasileria de Economia de Saúde (Abres).

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Reforma administrativa traz risco real de aumento da corrupção, diz especialista

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A especialista em administração e burocracia estatal foi a entrevistada do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (10)
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A especialista em administração e burocracia estatal foi a entrevistada do Brasil Econômico ao Vivo desta quinta-feira (10)

A professora de administração pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Alketa Peci, foi a entrevistada do  Brasil Econômico ao Vivo de quinta-feira (10). Ela disse haver risco real de mais  indicações de cargos após o fim da estabilidade dos servidores federais, como projetado pela reforma administrativa , o que pode aumentar a corrupção .

“O Brasil é um país paradoxal . Se por um lado, conseguimos consolidar um governo forte, profissional, com estabilidade, por outro lado, temos uma boa proporção de cargos politicamente indicados”.

Segundo ela, os países onde a administração pública performa melhor no âmbito econômico, e tem menores níveis de corrupção, são aqueles que a burocracia independe da política.

“O órgão independente funciona como peso e contrapeso ao poder político. Acaba pressionando os políticos a não abusarem, já que se baseiam em processos de escolha meritocráticos, e possuem corpo técnico qualificado.”

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Como exemplo, ela citou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

“Muito foi acusado pela mídia que a Anvisa havia sido capturada pelo governo Bolsonaro, ao indicar os cargos do Conselho diretor. Na prática, isso não aconteceu. A agência continua técnica, profissional, e a população confia, independente da vacina ser chinesa, indiana, ou que vira jacaré”, salientou a especialista.

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