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Marinho usou verba do “Bolsolão” para enviar 90 tratores para seu estado

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Rogério Marinho
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Rogério Marinho

O ministro Rogério Marinho , do Desenvolvimento Regional, utilizou recursos do ‘ orçamento paralelo ‘ para enviar 90 tratores para o Rio Grande do Norte, seu reduto eleitoral. O preço unitário pago pelas máquinas foi de R$ 112 mil, acima do indicado na tabela da  Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), segundo apuração do repórter Breno Pires, do Estadão. 

Ao todo, foram adquiridos  90 tratores, nove motoniveladoras e 12 pás carregadeiras. A verba faz parte dos R$ 3,3 bilhões destinados às emendas parlamentares para conseguir apoio no Congresso. O Estadão revelou que a base do esquema votou favorável ao governo em 87% dos projetos após a liberação dos recursos.

Já nas motoniveladoras, o preço unitário foi de R$ 695.500,00, 43% a mais do que a própria Codevasf vai pagar. Nas pás carregadeiras o valor da unidade foi de R$ 345 mil, cerca de R$ 95 mil a mais do que a empresa paga.

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Dos R$ 130 milhões que o gabinete do ministro destinou, sem pedido de parlamentares, dois terços (R$ 88 milhões) têm como destino o Rio Grande do Norte. As indicações aparecem como “GM”, que significa “Gabinete do Ministro”.

Os investimentos vão para pavimentação, compra de máquinas, perfuração de poços artesianos e implantação de sistema de abastecimento de água em vilas.

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Bolsolão

O “Orçamento Secreto”, ou Bolsolão, são emendas parlamentares que somaram cerca de R$ 3 bilhões de reais sem conhecimento dos órgãos de fiscalização e transparência pública. O dinheiro era  direcionado para a pasta de Marinho e o governo definia os parlamentares que seriam beneficiados com recursos extra. 

Parte das emendas foi destinada à compra de equipamentos agrícolas e tratores por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo.



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Morre de Covid-19 ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni

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Carlos Langoni
Divulgação/Banco Central do Brasil

Carlos Langoni


O ex-presidente do Banco Central do Brasil e diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Geraldo Langoni, 76, morreu na madrugada deste domingo (13) por complicações da Covid-19.

O economista estava intubado no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, desde novembro do ano passado. As informações são do colunista do O Globo Ancelmo Gois.

Em atualização

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