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O que Warren Buffett, Jeff Bezos e Elon Musk têm em comum além dos bilhões?

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Dólar digital deve ganhar forma em julho de 2021
Juliana Nascimento

Dólar digital deve ganhar forma em julho de 2021


Os 25 estadunidenses mais ricos, incluindo Jeff Bezos , Warren Buffet , Michael Bloomberg e Elon Musk , pagaram pouco – e às vezes nada – em imposto de renda entre 2014 e 2018.

A conclusão é de uma análise feita pela organização de notícias ProPublica baseada em uma coleção de dados fiscais do Fisco americano.

A análise mostrou que os executivos mais ricos do país pagavam apenas uma pequena fração de sua riqueza em impostos. Uma quantia de US$ 13,6 bilhões em impostos federais sobre a renda diante de um patrimônio de US$ 401 bilhões.


Desigualdade no sistema tributário

Os documentos revelam a grande desigualdade no sistema tributário americano, já que plutocratas como Warren Buffett, Jeff Bezos, Michael Bloomberg e Elon Musk foram capazes de se beneficiar de uma complexa teia de brechas no código tributário americano.

Além do fato de os Estados Unidos colocarem sua ênfase na tributação da renda do trabalho, em vez da riqueza patrimonial.

Aumento de impostos

A rara janela para as táticas dos principais bilionários do país surge quando o presidente Joe Biden está tentando reformular o código tributário para aumentar os impostos sobre as corporações e os mais ricos.

Biden propôs aumentar a taxa máxima de imposto de renda de 37% para 39,6%.

Mas os documentos e as conclusões da análise podem renovar os apelos para que ele considere um imposto sobre a fortuna, como os defendidos pela senadora democrata Elizabeth Warren.

O plano de Warren aplicaria um imposto de 2% ao patrimônio líquido de um indivíduo, incluindo o valor de ações, casas, barcos e qualquer outra coisa que uma pessoa possua, após subtrair quaisquer dívidas, acima de US$ 50 milhões.

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No entanto, Biden e seus conselheiros consideraram a ideia impraticável.

Warren disse no Twitter que o relatório mostrou que “nosso sistema tributário é manipulado para bilionários que não ganham fortuna com a renda, como fazem as famílias que trabalham”.

A ProPublica não revelou como obteve as informações e elas não puderam ser verificadas de forma independente pelo New York Times.

Mas a publicação afirma que os documentos foram entregues ao veículo “na forma bruta, sem condições ou conclusões” e que passou a informação a todos os executivos cujas informações foram incluídas no artigo.

“Todas as pessoas cujas informações fiscais estão descritas nesta história foram convidadas a comentar”, disse a ProPublica, acrescentando que aqueles que responderam “todos disseram que pagaram os impostos devidos”.

Em uma nota separada do editor, o veículo afirmou que estava publicando as informações “de maneira bastante seletiva e cuidadosa”, porque acreditava que elas atendem “ao interesse público de maneiras fundamentais, permitindo que os leitores vejam padrões que até agora estavam ocultos”.

Técnicas para pagar menos

O relatório destaca as técnicas que os ricos costumam usar para reduzir suas contas fiscais, incluindo tirar proveito de uma complexa teia de brechas e deduções que são perfeitamente legais e podem reduzir significativamente – ou apagar – a responsabilidade fiscal.

Isso inclui emprestar grandes somas de dinheiro apoiadas por enormes participações acionárias. Esses empréstimos não são tributados e os juros que os executivos pagam sobre o dinheiro muitas vezes podem ser deduzidos de suas contas de impostos.

Em 2007, Bezos, o presidente-executivo da Amazon, não pagou nada em imposto de renda federal, mesmo quando o preço das ações de sua empresa dobrou.

Quatro anos depois, quando sua fortuna aumentou para US $ 18 bilhões, Bezos relatou prejuízos e recebeu um crédito fiscal de US$ 4.000 por seus filhos, de acordo com o ProPublica.

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Um exemplo que a ProPublica descobriu foi o de Buffett, o presidente-executivo da Berkshire Hathaway. Ele, que diz publicamente que o código tributário deve atingir os ricos com mais força, pagou apenas US $ 23,7 milhões em impostos de 2014 a 2018, quando sua riqueza aumentou US $ 24,3 bilhões.

O Departamento do Tesouro e a Receita Federal não comentaram imediatamente as divulgações na terça-feira, mas Charles Rettig, o comissário da Receita, ja tinha uma audiência agendada perante o Comitê de Finanças do Senado, na manhã desta terça-feira.

Na audiência, Rettig disse que não poderia comentar sobre a aparente violação em sua agência, mas ressaltou que ela estava sendo examinada.

“Posso confirmar que há uma investigação a respeito das alegações de que a fonte das informações naquele artigo veio da Receita Federal”, disse Rettig.

Reformulações

O senador Ron Wyden, presidente do Comitê de Finanças, disse a Rettig que estava preocupado com a segurança dos dados do contribuinte. Ele também enfatizou que as divulgações deixaram claro que o código tributário precisa ser reescrito.

“O que esses dados revelam é que os mais ricos do país, que lucraram imensamente durante a pandemia, não estão pagando sua parte justa”, disse Wyden, acrescentando que tem propostas para corrigir essa disparidade.

O senador Mike Crapo, o principal republicano do comitê, disse que as divulgações aumentaram sua preocupação com a proposta do governo Biden de dar à Receita mais acesso às informações financeiras dos contribuintes.

Ele sugeriu que a agência não era confiável para manter os dados seguros.

O presidente disse no Twitter na terça-feira que continuava trabalhando com os republicanos na legislação de infraestrutura e empregos e disse que não buscaria um aumento de impostos para quem ganha menos de US$ 400 mil dólares

“Já passou da hora de os ricos e as empresas pagarem sua parte justa”, disse Biden.

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

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Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia
Fernanda Capelli

Covid-19: Veja 10 ações que se beneficiaram com a pandemia

Em meio a um cenário mundial catastrófico, a crise gerada pelo novo Covid-19 foi inédita. A pandemia, que levou muitas vidas, mudou completamente a rotina mundial e pegou todos de surpresa.

Dessa forma, o planeta inteiro passou muito tempo tentando entender como passar pela situação. Até hoje, mais de um ano após a chegada da doença, ainda estamos vivendo muitas dificuldades.

Portanto, para o mercado financeiro não foi diferente. Todas as bolsas de valores do mundo foram de alguma forma afetadas, ao ponto de investidores e analistas do mercado nomearem o período de “banho de sangue”.

Entretanto, mesmo com tantos desafios, houve quem ultrapassasse a tempestade sem muitos problemas , assim como, aproveitando certas oportunidades com as circunstâncias de crise mundial.

Portanto, veja as 10 ações que se beneficiaram com a pandemia e descubra como elas conseguiram se levantar, enquanto o mundo todo caía.

1. Weg (WEGE3)

Com impressionantes 114,57% de valorização, a Weg é a primeira da lista em disparada. Esta é uma empresa multinacional brasileira, do setor de tecnologia.

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Dessa forma, um dos motivos da valorização em meio a pandemia foi a alta do dólar, uma vez que a companhia recebe os lucros através da moeda norte-americana.

2. Magalu (MGLU3)

A empresa que dispensa comentários está em segundo lugar da nossa lista, com 96,03% de valorização sobre seus ativos. Todavia, com a pandemia, o Magalu saiu na frente devido ao seu domínio em relação a tecnologia, assim como em logística, o que foi um diferencial em se tratando de e-commerce.

O Magazine Luiza se tornou uma empresa de plataforma digital de varejo, formada por um ecossistema digital multicanal que contribui para que milhares de outros negócios ingressem no universo das transações virtuais.

3. Vale (VALE3)

A Vale, maior empresa brasileira exportadora de minérios, aumentou em 61,64% o valor de suas ações em meio a crise pandêmica mundial. Isso se deu devido ao preço do minério de ferro, que permaneceu estável em 2020.

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4. Marfrig (MRFG3)

É uma das maiores companhias de alimentos do mundo exportando proteína animal. Dessa forma, a empresa recebe em dólar. Desta forma, a Marfrig teve uma valorização de 47,12% ao ano durante a pandemia.

5. Klabin (KLBN4)

A Klabin é uma empresa produtora e exportadora de papel, celulose e insumos hospitalares. Durante a crise, suas ações chegaram a 45,96% de valorização, devido a alta demanda desses insumos, assim como o aumento no consumo de papel.

Confira a reportagem completa aqui

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