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Plano de celular mais caro? Veja como economizar

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Os planos mais em conta não são informados individualmente aos clientes
Luciano Rodrigues

Os planos mais em conta não são informados individualmente aos clientes

Operadoras de telefonia celular costumam colocar  promoções nos sites, por isso é bom ficar de olho. Professor do Ibmec e da Fundação Dom Cabral, o economista Gilberto Braga orienta os consumidores a ficarem atentos. Isso porque, segundo ele, os planos mais em conta não são informados individualmente aos clientes, mas geralmente ficam disponíveis nos sites das empresas.

“Na medida em que os consumidores têm acesso a aparelhos mais modernos, eles tendem a mudar os seus hábitos, e os pacotes de celular tradicionais se tornam obsoletos. Por isso, é comum pagar por serviços e facilidades que já foram importantes, mas que não são mais utilizados. Ou seja, a pessoa pode estar pagando pelo que não usa mais”, explica.

Um exemplo disso é a caixa postal de voz, muito pouco usada atualmente e oferecida por todas as operadoras.

“Esse serviço pode ser tarifado ou fazer parte do pacote contratado. Hoje, a maioria dos usuários prefere deixar recado de voz no WhatsApp, que é gratuito, e pode ser intercalado com mensagens escritas e comunicações instantâneas, como emojis e outras figuras. Logo, pagar pelo voice mail ou tê-lo no pacote de telefonia é jogar dinheiro no lixo”, alerta.

Uma outra alternativa, segundo Braga, é optar pela portabilidade. Ele dá a dica:

“Na portabilidade, o segredo é estudar todos os planos de todas as operadoras e identificar aquele que melhor se adequa ao perfil de uso do cliente, combinando serviços e facilidades oferecidas com o preço cobrado pelo pacote. Isso pode, inclusive, implicar em trocar de operadora, o que hoje é muito fácil de fazer.”

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Segundo o economista, um outro ponto a analisar na questão da portabilidade são os descontos na compra de um aparelho novo.

“Essa oferta pode tornar a troca mais atraente para os consumidores, principalmente para aqueles que estão com aparelhos antigos e danificados. A troca de operadora pode ser mais vantajosa do que permanecer na operadora atual e adquirir no mercado um aparelho novo”, finaliza Braga.


Aplicativo compara preços

Para comparar planos de telefonia fixa, celular, banda larga e TV paga, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) oferece, gratuitamente, o aplicativo Anatel Comparador de Ofertas. A ferramenta está disponível para aparelhos móveis com sistemas Android e iOS.

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Na plataforma, é possível filtrar a busca por operadora e por preço e até marcar os planos favoritos para ver qual deles se encaixa melhor no orçamento mensal.

O engenheiro Fábio Campos, de 42 anos, de Itaguaí, precisou trocar de aparelho e reclamou que há 20 anos é cliente Vivo, mas não conseguiu desconto.

“Fiquei no prejuízo. Fui atrás de oferta e nada.”


Cobrança sem susto no fim do mês

Planos de controle permitem ao consumidor saber o valor da fatura no fim do mês. Na Vivo, os planos do gênero são os mais indicados para quem quer economizar. Os valores variam de R$ 11,99 por mês (Vivo Turbo com validade de sete dias) a R$ 59,99 mensais (Vivo Controle com um total de 13GB).

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A operadora oferece ainda fibra óptica com tecnologia FTTH (Fiber To The Home). Os preços válidos para o mercado do Rio de Janeiro são: Vivo Fibra Internet Banda Larga com Fibra Óptica 300 Mega por R$ 129,99 (plano com wi-fi gratuito e serviços digitais incluídos) e Vivo Fibra Internet Banda Larga com Fibra Óptica + Netflix 300 Mega por R$ 139,99 (com wi-fi gratuito e serviços digitais incluídos, além da Netflix padrão com duas telas simultâneas em HD).

Na TIM, os planos para celulares variam de R$ 54,99 (TIM Controle Light Plus) com 11,5GB de internet e ligações ilimitadas para a mesma operadora a R$ 84,99 (TIM Controle Redes Sociais) com 16GB de internet, redes sociais ilimitadas (Instagram, Twitter e Facebook) e ligações ilimitadas para qualquer operadora.

Na Oi, o plano controle de 50GB sai a R$ 49,99 por mês, caso o cliente escolha o pagamento por cartão de crédito. A opção oferece ligações ilimitadas e utilização das redes sociais sem gastar o plano. A oferta não tem fidelização.

A Claro não enviou suas ofertas.



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Mercado de leilões bate recorde com vasos por R$ 6,3 mi; veja itens curiosos

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Vasos chineses são vendidos por R$ 6,3 milhões
Reprodução/Leiloeira Andréa Diniz

Vasos chineses são vendidos por R$ 6,3 milhões

Na parede de um antigo e luxuoso apartamento na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, um prendedor enferrujado segurava, há décadas, um pequeno par de vasos, cada um com 27 centímetros de altura — menos do que uma régua escolar. Quando o proprietário do imóvel, um advogado nonagenário, decidiu colocar mobília e decoração à venda em um leilão, disse à responsável pela operação que os dois mimos, trazidos de Paris pelos sogros nos anos 70, ficariam de fora para virar recordação nas mãos de uma antiga empregada da família. Por um pressentimento, a leiloeira Andrea Diniz convenceu o cliente, com algum custo, a mudar de presente. Mas nem a vasta experiência da profissional poderia prever o desfecho do imbróglio: anunciadas com proposta mínima de R$ 500, as peças acabaram negociadas, 1.876 lances depois, por incríveis R$ 6,3 milhões.

“Foi anunciar e começou um frenesi, ligação de tudo que é lugar. Decidi abrir para propostas do exterior, algo que evitamos fazer por segurança. Ocorre que eram peças sem igual no mundo, feitas exclusivamente para um imperador chinês no século XVII, na Dinastia Ming”, conta Andrea, de 62 anos, que vai despachar em breve, para uma compradora de Hong Kong, as obras de arte em porcelana mais caras já vendidas em um leilão no Brasil.

O recorde, alcançado em maio, ilustra a expansão recente desse mercado. Entre a última sexta-feira e o dia 5 de agosto, serão concluídos 60 pregões virtuais realizados no Rio por intermédio de uma única plataforma, a LeilõesBR, utilizada por Andrea. Como cada um deles pode ter só um, dezenas ou até centenas de itens, é quase impossível calcular a quantidade exata de peças comercializada em uma semana. Estimativas conservadoras, porém, apontam para uma média equivalente a um “dou-lhe três, vendido” a ecoar no estado a cada três minutos. Isso mesmo, o tempo de preparo de um macarrão instantâneo.

A cena clássica com o martelo, aliás, é cada vez mais rara. Se prejudicou drasticamente outros setores, a pandemia acabou gerando um impacto positivo no universo dos leilões ao acelerar uma tendência que já se consolidava: a migração das negociações de largos salões e apresentações presenciais para a internet. Para manter o glamour, contudo, há quem faça transmissões ao vivo no estilo de pregões tradicionais, cheias de “quem dá mais” e narração à la corrida de cavalo.

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“Foi um empurrão rumo à modernização. Até 2020, ainda havia muitos leilões híbridos. Agora, casas que vinham acabando com os salões migraram de vez”, diz o engenheiro da computação Rogério Bastos, de 57 anos, diretor e fundador da LeilõesBR, surgida a partir da adaptação e expansão um sistema de lances criado por ele para galerias de arte em 1991.

A empresa, com sede na Barra da Tijuca, tem 150 mil compradores cadastrados, número que dobrou durante a pandemia. Segundo Bastos, aproximadamente um terço dos usuários é do Rio. O estado responde ainda por 58 dos 200 leiloeiros que atuam na ferramenta, que funciona como uma espécie de agregadora de pregões, onde é possível fazer buscas com os mais variados filtros — dá para achar de mobília e utensílios de cozinha a brinquedos e livros raros, por exemplo.

Só 151 registrados no Rio

Regida por uma lei de 1932, a função só sofreu uma mudança drástica deste então, quando a Constituição de 1988 deixou de condicionar a quantidade máxima de leiloeiros ao tamanho da população de cada estado. Até então, só era possível tornar-se um profissional da área quando outro se aposentava ou morria.

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Ainda assim, e embora não seja preciso formação específica para atuar no setor, o número de leiloeiros em atividade não é grande. Segundo a Junta Comercial do Rio, onde o cadastro para exercer a atividade é obrigatório, há 151 pessoas no estado com registro ativo, 29 delas inscritas do início de 2020 para cá.

“A rotatividade é grande. Tem que ralar muito, gastar sola de sapato, fazer contatos. Mas somos uma das profissões mais antigas do mundo, vem desde a Roma antiga”, assegura o presidente do Sindicato dos Leiloeiros do Estado do Rio, Luiz Tenorio de Paula, que dedicou 45 dos 67 anos de vida à função.

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A legislação determina que a remuneração do leiloeiro equivale a 5% do valor arrecadado. Esse percentual, porém, pode variar no caso dos leilões judiciais, quando a própria Justiça nomeia um profissional responsável e pode estipular valores diferentes.

Especializada justamente na área judicial, a Brame Leilões foi escolhida para vender garrafas de vinho apreendidas com um réu da Operação Lava-Jato que optou pela delação premiada. Um lote com quatro unidades chegou a sair por R$ 8 mil.

“Não sabemos se a pessoa pagou esse valor pela qualidade, porque vai beber, ou se vai manter na adega para mostrar para os amigos as garrafas da Lava-Jato. Leilão tem muito disso”, afirma Leandro Dias Brame, de 42 anos, que seguiu os passos do pai, morto em 1999, e hoje toca o escritório ao lado da mãe, em uma tradicional família de leiloeiros.

Zé Gotinha por R$ 430

Para que um leilão ocorra, é obrigatório que um leiloeiro se responsabilize por ele. Nem todo mundo que vive de planejar os pregões, contudo, é um profissional registrado. Também há no mercado a figura do organizador, em geral especializado em nichos específicos, tal qual muitos dos próprios leiloeiros.

É o caso de Patricia Maria Rocha, de 53 anos. Secretária apaixonada por comprar antiguidades quando jovem, acabou embrenhando-se nesse universo e abriu uma loja do gênero. Duas décadas depois, nova guinada: passou a organizar leilões focados em itens históricos e raros. Já vendeu, entre outras histórias curiosas, um álbum de selos por R$ 90 mil, para um colecionador, e um chaveiro antigo do Zé Gotinha com a namorada, brinde de plástico de uma rede de postos, por R$ 430.

“Tem muita gente que participa pela adrenalina, pela compulsão. Na pandemia, com as pessoas em casa, bombou. E o mais incrível é que há compradores de todos os perfis: vai desde os classe AAA até aqueles de renda bem mais baixa”, relata.

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