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Por falta de peças, montadoras paralisam fabricação de 280 mil veículos no país

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Montadoras devem reduzir produção de veículos
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Montadoras devem reduzir produção de veículos

Com a crise dos semicondutores, o Brasil deixará de produzir este ano entre 240 mil e 280 mil veículos, segundo estimativa feita pela consultoria Boston Consulting Group (BCG) e divulgada pela Anfavea nesta quarta. Na indústria automotiva global, o impacto será de uma perda de produção entre 7 milhões e 9 milhões de unidades este ano. No Brasil, a produção de carros de passeio registrou o pior nível para um mês de agosto em 18 anos por conta da falta de peças. Foram fabricadas 119 mil unidades.

“A consultoria refez as projeções e avaliou que haverá uma perda maior do que o estimado anteriormente. A estimava anterior indicava que entre 5 milhões e 7 milhões de veículos deixariam de ser produzidos no mundo. Agora, esse número está entre 7 milhões e 9 milhões”, disse Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

No mês passado, foram vendidas 172,8 mil unidades, número mais baixo para um agosto em 16 anos. Na comparação com julho, a queda das vendas foi de 1,5%. Desde o início do ano, o total vendido chega a 1,42 milhão de veículos, 21,9% a mais do que nos oito primeiros meses de 2020, período em que as vendas foram impactadas pela pandemia.

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Com a pandemia houve um descompasso entre a produção de semicondutores e a retomada da demanda na indústria automotiva. Uma boa parte da produção dos chips foi desviada para a indústria de games, computadores, celulares enquanto as linhas de produçao das montadoras estavam paradas. Quando houve a reabertura, faltaram peças.

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Além disso, outros eventos externos prejudicaram a produção de chips em fábricas do Japão, Taiwan, Malásia e nos Estados unidos. No Japão, um incêndio numa unidade de produção paralisou a produção.Nos EUA, uma nevasca no Texas interrompeu a produção. Em Taiwan, a falta d’água em uma das principais fábricas paralisou a fabricação. E, na Malásia, o crescimento de casos de Covid pela variante Delta interrompeu a produção.

“Houve uma tempestade perfeita no setor”, disse Moraes, lembrando outras dificuldades na produção de veículos como o aumento do preço do aço, atraso nos navios que transportam peças, falta de contêineres e aumento do frete aéreo.

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A estimativa da BCG é que o problema de fornececimento dos semicondutores só se normalize no segundo semestre de 2022.

No Brasil, outra preocupação do setor é a alta da inflação. Com o aumento dos juros promovido pelo Banco Central para frear o aumento dos preços, o CDC (crédito Direto ao Consumidor) linha de financiamento de veículos tende a subir. A taxa média do CDC está em 22% ao ano e a estimativa é que suba para 26%

“Quando a Selic estava em 6%, o CDC era de 20%. Os juros cairam até 2% ao ano, mas o CDC não se alterou. Agora, quando os juros sobem, o CDC também é elevado”, explicou Moraes.

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INSS: pagamento de até um salário mínimo começa nesta sexta-feira (24)

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Beneficiários que recebem até um salário mínimo já podem retirar o dinheiro nesta sexta-feira (24)
Max Leone

Beneficiários que recebem até um salário mínimo já podem retirar o dinheiro nesta sexta-feira (24)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia, nesta sexta-feira (24), o pagamento dos segurados que recebem até um salário mínimo (R$ 1.100). Esses beneficiários já podem, inclusive, retirar o valor depositado em suas contas no mesmo dia. 

Vale destacar que o INSS sempre realiza os pagamentos na primeira e na última semana de cada mês. A ordem de depósitos funciona de acordo com o dígito final do Número de Inscrição (NIS), impresso no cartão da autarquia. 

Assim, nesta sexta, recebem o dinheiro aqueles com NIS final 1. No fim de semana, o cronograma tem uma pausa e volta na segunda-feira (27), com NIS final 2 e assim por diante.

Outro detalhe importante a ser observado é que o INSS possui dois caléndarios diferentes. Enquanto o primeiro atende às pessoas que recebem até um salário mínimo, o segundo é voltado aqueles que recebem valores maiores.

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Confira o cronograma abaixo: 

Calendário do INSS para quem recebe até um salário mínimo

  • NIS final 1: 24 de setembro;
  • NIS final 2: 27 de setembro;
  • NIS final 3: 28 de setembro;
  • NIS final 4: 29 de setembro;
  • NIS final 5: 30 de setembro;
  • NIS final 6: 1º de outubro;
  • NIS final 7: 4 de outubro;
  • NIS final 8: 5 de outubro;
  • NIS final 9: 6 de outubro;
  • NIS final 0: 7 de outubro.

Calendário do INSS para quem recebe mais que um salário mínimo

  • NIS final 1 e 6: 1º de outubro;
  • NIS final 2 e 7: 4 de outubro;
  • NIS final 3 e 8: 5 de outubro;
  • NIS final 4 e 9: 6 de outubro;
  • NIS final 5 e 0: 7 de outubro.

A consulta do pagamento pode ser realizada pelo site ou aplicativo “Meu INSS”. Para efetuar o saque do benefício, basta se dirigir até uma agência bancária, com o cartão do INSS.

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