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Em 18 de outubro Mato Grosso retoma aulas 100% presenciais: ‘momento é de somar forças pela Educação

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Educação

Nova portaria tem como base novo decreto do Estado, monitoramento da frequência dos estudantes e baixo índice de Covid-19 nas escolas

As aulas na rede estadual de educação de Mato Grosso terão o retorno 100% presencial no dia 18 de outubro. A nova portaria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (08.10).

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, enfatiza que a decisão segue o Decreto nº 1.134/2021, publicado na última segunda-feira (04.10), com base na diminuição nos números de casos da Covid-19 nas últimas semanas. O documento considera a redução das taxas de ocupação de leitos de UTI e de enfermarias, a ampliação da vacinação e aumento da distribuição de doses de imunizantes contra a Covid-19 em todo o Estado.

A nova portaria ainda segue o monitoramento realizado pela Seduc, quanto à frequência dos estudantes no formato híbrido; o baixo índice de casos de Covid-19 nas unidades escolares; as solicitações de várias unidades para o retorno 100% presencial das atividades e a transferência de recursos para adoção das medidas de biossegurança em todas as escolas.

Vacinação

Todos os profissionais da educação de Mato Grosso já tiveram a oportunidade de tomarem as duas doses da vacina contra a Covid-19. Apenas 268 profissionais ainda não foram imunizados e deverão apresentar laudo médico que ateste a contraindicação da imunização.

Além disso, a Secretaria de Estado de Saúde iniciou, esta semana, a entrega das vacinas para os 141 municípios de Mato Grosso destinadas aos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos. Muitos municípios, no entanto, já se anteciparam e estão imunizando essa faixa etária.

“Chegamos a um novo momento, que nos permite retornar 100% das aulas presenciais com o foco principal na recuperação da aprendizagem dos nossos estudantes. O desejo por este retorno é da grande maioria dos profissionais e dos próprios estudantes, por já ter ficado comprovado que o ambiente escolar é sim seguro, sendo necessária a retomada da educação presencial” enfatiza o secretário.

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Semana de sensibilização

O secretário Alan Porto reforça que os 15 diretores regionais de Educação e os diretores das 727 escolas já estão cientes do retorno 100% presencial e terão uma semana para realizar as comunicações necessárias aos pais e responsáveis.

“Será uma semana de sensibilização, com o objetivo de mostrar que os dados garantem este retorno, que a escola é sim um ambiente seguro e que a educação precisa dar mais este passo para garantir que todos os prejuízos aos nossos estudantes, com a aprendizagem, durante o período de pandemia, possam, de fato, ser enfrentados”.

O secretário pondera que o ensino remoto e o ensino híbrido foram as decisões necessárias para os momentos que o Estado, o país e todo mundo enfrentavam, mas com o avanço da vacinação, a queda constante nos casos de Covid-19, e o baixo índice de contaminação de profissionais e estudantes, o momento agora é de somar forças pela educação das crianças, adolescentes e jovens.

Dados

Monitoramento realizado pela Secretaria Adjunta de Gestão mostra que 68% dos estudantes em todo o Estado já retornaram às atividades na modalidade híbrida, divididos nos Grupo A e B, com revezamento semanal.

A partir do dia 18, o retorno passa a ser obrigatório, com exceção dos estudantes que possuem comorbidades. A estes será garantida a continuidade do ensino de forma remota.

Alan Porto enfatiza que a preocupação com a evasão escolar é outro fator que aponta para a necessidade do retorno das atividades presenciais 100%. Todas as Diretorias Regionais de Ensino já foram orientadas para reforçarem a busca ativa pelos estudantes que não estão frequentando as escolas, como forma de garantir o direito constitucional de acesso à educação.

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Casos de Covid-19 nas escolas

Desde o início do retorno das atividades na modalidade híbrida, no dia 3 de agosto, 237 profissionais da educação testaram positivo para a Covid-19. Levando em consideração o número total de profissionais, 23.700, o índice de contaminação é de 1%.

Já em relação aos estudantes, testaram positivo 238, num universo de 393.450, o que significa contaminação de 0,06% dos alunos.

E nas últimas semanas estes dados mostram uma queda mais que significativa.

De 5 a 11 de setembro foram confirmados 21 casos entre os 417.150 profissionais da educação e estudantes. De 12 a 18 de setembro foram 22 casos. De 19 a 25 de setembro 21 casos. De 26 de setembro a 02 de outubro, foram confirmados 11 casos. E de 03 de outubro até às 17h do dia 06, 3 casos.

Medidas de biossegurança

O uso da máscara facial continua obrigatório em todo o Estado de Mato Grosso. O plano de contingência mantém o afastamento do profissional de educação e estudantes que testarem positivo para a Covid-19, pelo período indicado pelo profissional da saúde.

A aferição de temperatura dos estudantes também continuará obrigatória na entrada da escola, não podendo assistir aulas quem apresentar febre. Toda as unidades possuem uma sala de isolamento onde o estudante permanecerá caso necessite aguardar que o pai ou responsável o busque.

Olho no Araguaia – Seduc MT

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Educação

Professores se reinventam e superam desafios no mundo transformado pela pandemia

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Professora Ivelise com os alunos no último dia das crianças realizado presencialmente, em 2019 - Foto por: Arquivo Seduc

As histórias de superação são muitas, mostram um novo contexto na arte de ensinar, mas comprovam que nada substitui a educação olho no olho

Professora de matemática que planeja estar em sala até quando os cálculos permitirem, jovem professora que encontrou na gameficação um jeito de ensinar biologia, um professor apaixonado pelos números que se descobriu youtuber e professor da língua inglesa que enfatiza que os profissionais da educação mostraram ao mundo que são perseverantes. Estes são alguns dos milhares de exemplos da dedicação no contexto da pandemia.

Foram muitos desafios e todos reconhecem que há ainda muitos outros para recuperar a aprendizagem dos estudantes, mas no dia a dia provam que estão prontos para continuar superando, se reinventando e cumprindo o papel social mais importante que existe, o de educar, de preparar as crianças, jovens e adultos para um futuro mais promissor.

Em meio aos relatos de persistência e desafios em lecionar na presença do vídeo, são inúmeras as histórias dos mais de 23 mil professores da rede ensino do Estado. Em homenagem ao dia dos professores, a Secretaria de Estado de Educação separou histórias de quatro profissionais que estão vivendo momentos distintos na carreira, mas que se assemelham à rotina de muitos professores pelo mundo.

Como quem adivinhasse as adversidades futuras, Ivelise Fátima Moura Jeronymo, professora de matemática há 40 anos, decidiu ouvir o conselho do filho e fazer cursos de atualização das plataformas digitais antes da pandemia começar. “Lógico que havia o entrave de ser uma mulher de 66 anos na frente da tela, mas as ferramentas eram tão intuitivas e dinâmicas que já me imaginava ensinando geometria com os recursos”, relata a professora do 1º e 2º ano do Ensino Médio na Escola Liceu Cuiabano, na Capital.

Um ano e sete meses depois, Ivelise descreve não ter se acostumado ainda com a troca do quadro do início da carreira pelo mouse pad. Ela continua achando incrível as possibilidades da matemática no ambiente digital, mas frisa que nada substitui a presença dos estudantes. Acostumada a ter matemáticos a sua volta, já que o filho e a nora também lecionam matemática na rede de ensino, a professora diz ser essencial o elo professor e aluno para o ensino da disciplina.

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“Passei a maior parte da minha carreira lecionando para o Ensino Médio, tenho histórias tão importantes que fazem parte da história da minha família. Minha conquista mais recente foi a de uma aluna que passou a se sentar ao meu lado, durante as aulas, para melhorar o aprendizado e terminou o ano com a nota máxima. Sinto falta da presença, gostaria de ter os recursos digitais em sala, afinal, a matemática, essa matéria vista como difícil, só se torna possível ensinar pelo afeto. É na conquista dos alunos que eles passam aplicar matemática no cotidiano. Quero mais histórias como dessa aluna”, comunica a professora.

Em Água Boa, na Escola Estadual Antônio Grohs, a realidade das ferramentas digitais também conquistou o professor de matemática Kliver Moreira Barros, 38 anos. Kliver considera positivo o desenvolvimento dos alunos. Pelo uso da tecnologia na elaboração de gráficos e acesso a sites de álgebra, conteúdos como cálculos e fórmulas passaram a ser mais acessíveis aos estudantes.

“Ensinar pelo vídeo foi um obstáculo para muitos. Então, se tem um conselho que deixo aos colegas nesse dia dos professores é que eles encontrem um meio termo de implementar o digital no ensino. Voltaremos às salas, mas para além de toda dificuldade que a covid nos trouxe, o que a pandemia nos apontou é a urgência de aulas tecnológicas”.

As aulas cheias de recursos do professor Kliver Barros tanto chamaram atenção dos estudantes que ele revela ter encontrado outra profissão. “Não me imaginava fora da sala de aula, mas de repente passaram a me chamar de youtuber. As minhas aulas passaram a ser tão animadas que me empenhei em fazer vídeos de bastante impacto e visualização”, destaca.

Já na região sul do Estado, a 630 km do professor-youtuber, em Rondonópolis, há 5 anos na rede estadual, Ligia Magrinelli, 35 anos, professora de Biologia do 2º e 3º ano do Ensino Médio, afirma que a pandemia mostrou o quanto os professores podem se unir e se reinventar.

“A pandemia foi um susto para minha prática de ensino. Mesmo sendo jovem, senti dificuldade. Quando pensamos em biologia, imediatamente pensamos em laboratório”, revela a professora.

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Professora na Escola Adolfo Augusto de Moraes, Ligia diz que as aulas serviam como apoio aos alunos, “um momento em que eles podiam se abrir”. A pandemia mostrou a importância de se ter políticas públicas que valorizem o socioemocional”.

Ela, que também é orientadora de Ciência da Natureza e Matemática, conta que se viu como uma profissional ‘multitarefada’ durante a modalidade híbrida ao se dedicar na criação de games e aulas interativas. “O trabalho triplicou”, refletiu.

“Ao ensinarmos biologia é preciso mostrar aos alunos como acontece na prática. Comecei minha carreira agora e com todas as mudanças, foi pelo apoio que recebi e troca de ideias com outros professores que motivei os alunos a pensarem ‘fora da casinha’ na construção de laboratório em casa. Me vi dividida entre funções, considero uma experiência divertida, mas para o ensino da biologia é preciso mais. Com o presencial reduziremos as etapas de ensino”.

É também por aguardar as aulas presenciais que conhecemos a história de Marcos Antônio Prado, 53 anos, professor de língua inglesa do 6º ao 9º ano, em Várzea Grande. Com aulas nas Escolas Arlete Maria e Irene Gomes, o professor revela que o principal da pandemia foi poder mostrar aos alunos o lado humano dos professores.

“Do dia para noite estávamos com nossas casas no vídeo. Tenho uma filha pequena que de vez em quando aparecia na tela. Essa aproximação evidenciou que não somos de outro mundo e vivemos da mesma forma que eles”, reflete o professor Marcos.

Pensando nas adaptações da pandemia, Marcos explica que foi preciso muito mais do que empenho diante as constantes adaptações. “Como trabalhar o futuro tendo tantas adversidades pela frente? Como retratar questões que pudessem continuar criando sonhos? Acredito que todas as profissões tiveram que se reinventar, mas mesmo sabendo que há muito o que recuperar, mais uma vez, aceitamos o desafio que é ensinar. Mostramos ao mundo que somos perseverantes, uma classe pronta para o que der vier”, finaliza.

Olho no Araguaia – SEDUC – MT

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