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Mendes vê incoerência de deputados e acusa prejuízo à Educação

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Educação

Governador diz que parlamentares têm netos nas particulares e escolas do Estado ficarão fechadas

O governador Mauro Mendes (DEM) classificou como “incoerência” a decisão da Assembleia Legislativa em derrubar um veto do Governo ao trecho de um projeto de lei que condiciona o retorno das aulas na rede estadual à vacinação contra a Covid-19 dos profissionais da Educação.

 

A decisão dos parlamentares ocorreu na sessão de quarta-feira (30). Até então, o Governo do Estado planejava o retorno das aulas, no formato híbrido, a partir do dia 1º de agosto, o que não deve mais ocorrer.

 

“É muito provável que tenha filho ou neto de deputado em escola privada que esteja, agora, nesse momento, tendo aula. E a educação pública não pode voltar. Olha que incoerência. Fica aí a reflexão”, afirmou.

 

Ele, entretanto, negou que vá ingressar com uma ação judicial para suspender a derrubada do veto, mas acusou os parlamentares de prejudicarem o avanço do ensino no Estado.

 

É muito provável que tenha filho ou neto de deputado em escola privada que esteja, agora, nesse momento, tendo aula. E a educação pública não pode voltar

“Não vou judicializar. Agora, eles vão prejudicar gigantemente a educação. Lá em Portugal e em vários países da Europa, por exemplo, a educação foi a última a parar e a primeira a voltar. Aqui foi o primeiro que parou e o último que vai voltar. Olha como eles estão tratando a educação pública no nosso Estado”, criticou.

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Mendes lembrou que profissionais que atuam em escolas particulares e municipais já retomaram suas atividades na maior parte dos municípios, bem como os demais servidores públicos e empregados de outros setores privados do Estado, independente da vacinação.

 

“Servidores de todas as outras secretarias estão trabalhando. Qual a diferença do professor para todos esses outros?”, questionou.

 

“Qual é a diferença do servidor público para o trabalhador da indústria, do campo, o motorista de ônibus, a empregada doméstica, que estão trabalhando normalmente? Explica a lógica”, acrescentou.

 

Vacinação em andamento

 

Conforme a Secretaria de Estado de Edudação (Seduc), a vacinação dos profissionais da Educação teve início no mês de junho. A rede estadual possui 31.540 profissionais e, até o momento, foram disponibilizadas 63.415 doses de vacinas.

 

De acordo com o sistema oficial do Ministério da Saúde, os municípios informaram que 50.030 trabalhadores da Educação Básica e 6.765 trabalhadores do Ensino Superior já receberam a primeira dose de vacina.

Tem professor que não quer vacinar. E aí? Não vai voltar para a sala de aula nunca mais? Eu não entendo essa lógica dos deputados

De acordo com Mendes, a Educação está sendo tratada como prioridade no Estado, mas há, segundo ele, profissionais resistindo à imunização.

 

“Quantos milhares de mato-grossenses estão trabalhando neste momento sem receber nenhuma dose? Alguém sabe explicar essa diferença? O que torna o professor diferente?”, questionou.

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“Agora, tem professor que não quer vacinar. E aí? Não vai voltar para a sala de aula nunca mais? Eu não entendo essa lógica de parte dos deputados da Assembleia Legislativa”, criticou.

 

O veto e a derrubada

 

Por 13 votos a 7, os deputados estaduais derrubaram, na manhã de quarta-feira (30), o veto do Governo a um trecho do projeto de lei que estabelece a Educação como essencial no Estado.

 

O trecho trata da vacinação contra a Covid-19 dos profissionais da Educação. A medida inclui a imunização de professores e técnicos da rede pública estadual como condicionante para o retorno das aulas presenciais.

Os deputados aprovaram a medida em abril. Em maio, o governador Mauro Mendes seguiu parecer da Procuradora Geral do Estado (PGE) e vetou a proposta. Segundo ele, há no trecho “inconstitucionalidade formal por criar obrigações e interferir na organização e funcionamento de órgãos do Poder Executivo”.

 

Após veto do Governo do Estado a uma proposta aprovada na Assembleia Legislativa, a decisão retorna aos parlamentares, que têm a prerrogativa de manter ou derrubar. Se derrubar, a medida passa a valer.

 

Com a derrubada, as aulas presenciais no Estado – que estavam programadas para retornar em agosto – deverão ser adiadas e só poderão retornar quando 100% dos profissionais tiverem recebido a segunda dose do imunizante.

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Educação

Comitiva de Água Boa visita o projeto “Escola Agrícola 4.0” em Curitiba em busca de novas experiências

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Relatório da visita deve ser publicado após retorno.

O diretor da Escola Estadual Jaraguá (em Água Boa), Higor Angelo dos Santos, se deslocou em comitiva até uma escola em Curitiba (PR), em busca de novas experiências.

A Superintendente de Diversidades, Lucia Aparecida dos Santos, Coordenadora da Educação do campo e quilombola Maria Lecy David de Oliveira, Técnico Pedagógico da Educação do Campo Fabricio Eduardo Fernandes e o Diretor da Escola Agrícola de Terra Nova do Norte, Jeancarlo Martins também integraram a comitiva.

Em seu retorno, Higor fará uma explanação dessa visita.

A Escola Estadual Jaraguá, fica localizada na Agrovila Central, a 55km do município de Água Boa.  Ocupa uma área de 33 hectares, e é uma entidade sem fins lucrativos que há 7 anos atua na Educação Profissionalizante.

A Unidade Escolar oferta Ensino Regular (Fundamental e Médio) na sede e em outros assentamentos como Santa Maria, Serrinha, Jandira e Gleba Martins, a escola se destaca a nível de estado também por ofertar o Curso Técnico em Agroecologia no regime de Pedagogia de Alternância com foco na Agricultura Familiar e Sustentabilidade.

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