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Coluna – Natação brasileira vai renovada e variada à Paralimpíada

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Das 31 vagas colocadas em disputa na seletiva para definir a seleção paralímpica de natação nos Jogos de Tóquio (Japão), 29 foram “encaminhadas” entre quinta-feira (2) e sábado (5) passados, na competição realizada no Centro de Treinamento Paralímpico (CTP), em São Paulo. As duas restantes (masculina e feminina) serão decididas conforme a composição das equipes de revezamento e a situação dos atletas no ranking mundial.

“Encaminhadas” porque a confirmação ainda depende do crivo do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) no que diz respeito à elegibilidade dos nadadores que obtiveram índice, além da convocação oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Os nomes devem ser anunciados o fim deste mês. Lembrando que os quatro medalhistas de ouro do Mundial de 2019, em Londres (Reino Unido), já estavam assegurados em Tóquio antes da seletiva. É o caso de Edênia Garcia (classe S3), Daniel Dias (S5), Wendell Belarmino (S11) e Carol Santiago (S12).

Tudo indica que a natação do Brasil terá mesmo os 35 representantes previstos em Tóquio. O número supera, por exemplo, os 32 convocados para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. O detalhe é que a delegação na capital japonesa tende a ser bem renovada. Dos 33 atletas atualmente habilitados à Paralimpíada (os 31 com índice na seletiva e os quatro já garantidos), apenas 17 (em torno de 51%) competiram na última edição.

Na natação paralímpica, os atletas são divididos por classes, conforme as deficiências físico-motora (S1 a S10), visual (S11 a S13) e intelectual (S14). Quanto menor é o número da categoria, maior é o grau de comprometimento. Nas três classes de comorbidades mais severas (S1 a S4) são seis novidades entre os 11 nadadores credenciados aos Jogos, comparando com a Rio 2016: Gabriel Feiten e José Ronaldo da Silva na S1 e Gabriel Geraldo e Bruno Becker na S2; e Eric Tobera e Lídia Cruz na S4. É a primeira vez que o Brasil tem competidores com índice na S1.

03.06.21 - Gabriel Feiten durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro (CTP) - classe baixa - seletiva  03.06.21 - Gabriel Feiten durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro (CTP) - classe baixa - seletiva

Pela primeira vez o Brasil tem nadadores com índice paralímpico na classe S1 (deficiência físico-motora), entre eles está Gabriel Feiten (foto) – Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados
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Um dos objetivos do CPB era aumentar a participação de atletas de classes baixas durante o ciclo de Tóquio. No Rio, foram apenas três entre os 32 nadadores da equipe. Nos Jogos Parapan-Americanos de 2019, em Lima (Peru), eles já representaram um quarto da delegação, superando a meta de 12% esperada para a edição de 2023, em Santiago (Chile). Na Paralimpíada em solo japonês, onde o nível de competitividade e exigência é maior que no Parapan, a presença de nadadores das classes S1 a S4 deve superar 30% da equipe.

Outra classe com várias caras novas será a S14. Dos cinco atletas com índice, apenas Beatriz Carneiro esteve na Rio 2016. Desta vez, ela terá a companhia da irmã gêmea, Débora, além de Ana Karolina Soares, João Pedro Brutos e Gabriel Bandeira. Destaque especial aos dois últimos. Brutos obteve a marca paralímpica nos 100m peito logo no primeiro ano dele no movimento. Já Bandeira ficou a apenas 18 centésimos de quebrar o recorde mundial dos 100m borboleta. Em maio, ele conquistou seis ouros na etapa da Ilha da Madeira (Portugal) do circuito internacional da modalidade.

04.06.21 - Carol Santiago durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro - CTP - seletiva 04.06.21 - Carol Santiago durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro - CTP - seletiva

Débora (foto), irmã gêmea de Beatriz Carneiro – que estreou na Rio 2016 – está entre os quatro nadadores da classe S14 com índices suficientes para disputar a Paralimpíada – Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados

Ele não é a única esperança de medalha entre as novidades da equipe. Na classe S12 (baixa visão), por exemplo, Carol Santiago vai à primeira Paralimpíada da carreira como atual campeã mundial dos 50m e dos 100m livre em 2019, além de medalhista de prata nos 100m costas e no revezamento 4x100m livre 49 pontos (em que a soma das classes dos atletas não pode superar 49). Garantida nos Jogos, ela disputou a seletiva como preparação, mas nem por isso diminuiu o ritmo: cravou o recorde mundial dos 50m livre (prova que não será realizada no Japão) e ficou a 57 centésimos da melhor marca dos 100m livre na categoria.

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Além disso, confirmada a participação dos atletas com índice, o Brasil terá representantes em 13 das 14 classes da natação paralímpica em Tóquio, com exceção da S7. Isso em meio a uma seletiva dura, tanto que medalhistas na Rio 2016, como Ítalo Pereira (S7) e Carlos Farrenberg (S13), não atingiram marcas. Na última edição dos Jogos, há cinco anos, o país esteve ausente nas classes S1 e S2.

04.06.21 - Carol Santiago durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro (CTP) - seletiva 04.06.21 - Carol Santiago durante fase de treinamento seletiva da Natação para Tóquio no CT Paralímpico Brasileiro (CTP) - seletiva

Nadadora da classe S 12 (baixa visão) Carol Santiago vai debutar nos Jogos de Tóquio como atual campeã mundial dos 50m e dos 100m livre, em 2019, em Londres (Inglaterra) – Ale Cabral/CPB/Direitos Reservados

Confira, abaixo, quem são os nadadores com índices para competir na capital japonesa. Em negrito, estão aqueles já assegurados pelo título mundial de 2019.

S1: Gabriel Feiten e José Ronaldo da Silva

S2: Gabriel Geraldo e Bruno Becker

S3: Edênia Garcia e Maiara Barreto

S4: Susana Schanardorf, Eric Tobera, Lídia Cruz, Patrícia Santos e Ronystony Silva

S5: Joana Neves, Daniel Dias e Samuel Oliveira

S6: Laila Abate, Talisson Glock e Gabriel Melone

S8: Cecília Araújo, Gabriel Cristiano e Caio Amorim

S9: Ruiter Silva e Ruan Souza

S10: Phelipe Rodrigues e Mariana Gesteira

S11: Wendell Belarmino e Matheus Rheine

S12: Carol Santiago

S13: Douglas Matera

S14: Ana Karolina Soares, Beatriz Carneiro, Débora Carneiro, Gabriel Bandeira e João Pedro Brutos

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Jogador da Dinamarca se recupera após síncope durante jogo da Euro 202

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O meia da seleção dinamarquesa, Christian Eriksen, está consciente no hospital, segundo autoridades do futebol, após um colapso durante o jogo do seu time contra a Finlândia, pela Eurocopa de 2020, neste sábado (12), e de ter recebido massagens cardíacas dentro do gramado do Estádio Parken, em Copenhague.

Eriksen desabou no gramado aos 42 minutos do primeiro tempo, no momento em que corria na linha lateral para receber uma cobrança de lateral. O silêncio tomou conta da arquibancada com 16 mil pessoas, enquanto seus companheiros formavam um círculo em torno de Eriksen, com os médicos trabalhando em seu peito.

Um fotógrafo da Reuters no jogo viu Eriksen levantar o braço enquanto era carregado para fora do gramado em uma maca. A Federação Dinamarquesa de Futebol informou posteriormente pelo Twitter que o jogador de 29 anos estava acordado no hospital Rigshospitalet, nas proximidades do estádio, onde era examinado.

Inicialmente suspenso, o jogo foi retomado horas depois, com vitória da Finlândia por 1 a 0.

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A partida estava com o placar zerado quando Eriksen, que defende a Internazionale, da Itália, desabou pouco antes do intervalo do jogo pelo Grupo B. Os companheiros Martin Braithwaite e Thomas Delaney correram para ajudá-lo. Delaney acenava furiosamente em busca de assistência médica.

Os dois times deixaram o gramado, com autoridades segurando lençóis para bloquear a visão da maca, e o auto-falante do estádio dizendo que a partida havia sido suspensa devido a uma emergência médica e que permanecessem em seus assentos.

A torcida no Estádio Parken cantou o hino nacional da Dinamarca e gritaram o nome de Christian Eriksen enquanto esperavam notícias sobre o jogador.

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