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Confederação de Ginástica Artística confirma sete atletas na Olimpíada

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A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) divulgou nesta quarta-feira (30) a relação dos atletas que representarão o país na Olimpíada de Tóquio (Japão). A delegação masculina terá quatro generalistas (ginastas que se apresentam em todos os aparelhos) na disputa por equipes:  Arthur Nory, Caio Souza, Diogo Soares e Francisco Barretto Júnior. Na prova individual das argolas, único ginasta brasileiro será Arthur Zanetti, campeão olímpico, mundial e pan-americano neste aparelho. Entre as mulheres, Flávia Saraiva e da Rebeca Andrade já estavam asseguradas em Toquio. 

“Nenhum processo seletivo é fácil. Apesar de termos os critérios definidos desde o início, chegar à composição é sempre um grande desafio. A comissão técnica avaliou os resultados em competições, potencial de resultado, contribuição para a equipe, constância e assertividade, análise de performance, evolução técnica, disciplina e condição física”, explicou Marcos Goto, coordenador da equipe masculina e um dos treinadores do time, em depoimento ao site da CBG.

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Entre as mulheres, o Brasil garantiu duas vagas nominais: Flávia Saraiva, em 2019, no Mundial de Ginástica Artística em Stuttgart (Alemanha), e Rebeca Andrade, no início deste mês no Campeonato Pan-Americano, no Rio.

“A Flávia, no Mundial de Stuttgart, teve totais méritos. Acho que foi a melhor competição dela no individual geral”, afirma o treinador Francisco Porath Neto. Ele elogiou ainda o desempenho de Rebeca na competição no Rio. “Já Rebeca Andrade, na avaliação de Porath, mostrou qualidades no Campeonato Pan-Americano do Rio. “Ela está muito forte e confiante para executar os exercícios. Conseguiu um somatório muito bom no individual geral, e agora é acertar detalhes”.

Em Tóquio 2020, a seleção masculina, de acordo com sorteio da Federação Internacional de Ginástica (FIG), disputará na Subdivisão 2, ao lado de Suíça, Grã-Bretanha, Japão e de dois grupos mistos. O Brasil estreia na madrugada do dia 24 de julho, às 2h30 (horário de Brasília). No dia seguinte, às 8h20, será a vez das ginastas Flavia Saraiva e Rebeca Andrade iniciarem a jornada em busca de medalhas. Elas estão no Grupo misto 2, ao lado de atletas do Egito, Suécia e Belarus. Os grupos mistos são formados formado por países cuja equipes estão incompletas. É o caso da delegação feminina brasileira. Flávia e Rebeca competirão em todos os aparelhos. Pelo sorteio da FIG, as brasileiras caíram na caíram na Subdivisão 5, com Alemanha, Bélgica e as atletas do grupo misto 5.

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Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Inspirados por Ítalo, surfistas mirins sonham com medalha olímpica

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O brasileiro Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro olímpico do surfe em Tóquio e, se a reação em sua cidade-natal servir de referência, não será o último de uma das nações mais destacadas no esporte, onde muitos se sentem em casa no meio das ondas.

Os surfistas mirins de Baía Formosa, uma pequena cidade litorânea do Rio Grande do Norte, se inspiram há tempos no novo campeão olímpico, e sua medalha só aumenta a motivação em progredir no esporte.

“Foi muito interessante notar o quanto essa medalha do Ítalo trouxe um novo fôlego para o surfe e uma nova inspiração para essas gerações que estão vindo”, disse Daniel Grubba, um agente de surfistas da One Sports Agency.

Grubba estava em Baía Formosa na semana passada em busca de jovens talentos para contratar, e um deles era Maria Clara Dornelas, uma moradora local de 12 anos.

Maria Clara Dornelas, de 12 anos, já compete em torneios nacionais de surfe. Maria Clara Dornelas, de 12 anos, já compete em torneios nacionais de surfe.

Maria Clara Dornelas, de 12 anos, já compete em torneios nacionais de surfe. – Rodolfo Buhrer/Reuters/Direitos reservados

“Eu me inspirei nele (Ítalo) muitas vezes, quando estou competindo em um campeonato lembro dele e faço mais ou menos o que ele fez”, disse Maria Clara depois de vencer o Maresia Pro, uma competição nacional na qual enfrentou rivais com o dobro de sua idade. “Alegria, porque estar levando uma medalha para sua cidade deve ser incrível, e imagine medalha de ouro!”, acrescentou.

Apesar do maior destaque alcançado pelo ouro olímpico, o sucesso do surfe não é novo no Brasil.

Os três principais surfistas do ranking masculino da World Surf League são todos brasileiros e uma das cinco melhores mulheres também.

Outra surfista, a carioca Maya Gabeira, quebrou no ano passado o recorde mundial de maior onda surfada: uma parede de água de 22,4 metros de altura no litoral português.

Mas a inclusão e o sucesso na Olimpíada dão ao esporte um impulso enorme.

“É legal poder inspirar as outras pessoas, não só as crianças, mas outras pessoas que têm um outro sonho, que não vivem diretamente do esporte, mas que têm grandes sonhos, que tentam conquistar algo”, disse Ítalo nesta semana pouco depois de voltar do Japão. “Ter a minha história como inspiração e motivação, acho que isso é muito gratificante”, afirmou.

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