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Sema multa Usina de Manso em R$ 5 milhões por morte de peixes

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) multou em R$ 5 milhões a Usina Hidrelétrica de Manso após equipe técnica realizar vistoria para avaliar a ocorrência de morte de peixes no Rio Manso. No local, os técnicos identificaram marcas de traumas nos corpos dos animais, como falta de escamas e animais sem cabeça.

A vistoria ocorreu no sábado (30), em atendimento a uma denúncia de vídeo. A equipe constatou que a morte dos peixes foi provocada por erros de operação nos hidrogeradores da usina APM Manso, de responsabilidade de Furnas – Centrais Elétricas S.A. que foi acionado com a presença de peixes no seu interior.

A Usina hidrelétrica do Manso possui quatro geradores, e acionar ou desligar algum deles é considerada uma manobra. No momento da visita dos técnicos da Sema, a usina operava com os hidrogeradores 1 e 4. Quando um gerador está desligado e vai ser acionado, é necessário que as comportas não sejam abertas para a entrada de peixes. Os geradores também só devem ser acionados sem os animais dentro.

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As espécies mais afetadas foram Curimba ou Curimbatá do gênero Prochilodus. Foi determinado que o empreendimento recolha os peixes mortos do Rio Manso. A quantidade de animais não foi possível de ser levantada.

Autuação

A multa de R$ 5 milhões foi gerada pelo empreendimento agir em desacordo com a licença ambiental obtida ou contrariando normas legais e regulamentos pertinentes. Por deixar de adotar, quando assim o exigir a autoridade competente, medidas de precaução ou contenção em caso de risco ou de dano ambiental grave ou irreversível.

-Agência da Notícia

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Petrobras tenta evitar que Centrão escolha novos conselheiros

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Petrobras: Após reajuste dos combustíveis, troca da diretoria é o novo 'front'

Com a forte reação desencadeada em Brasília pelo último aumento dos preços dos combustíveis, anunciado na sexta-feira (17), parte do Conselho de Administração da Petrobras já está discutindo formas de blindar a atual diretoria na troca de comando da estatal.

Nos bastidores da empresa, parte dos conselheiros — que deram o sinal verde para a diretoria fazer reajustes na quinta-feira (16) — discute uma maneira de impedir que parlamentares do Centrão voltem a indicar diretores da estatal, como acontecia antes do escândalo de corrupção detonado pela Operação Lava-Jato, mesmo depois da renovação do conselho e da troca de Coelho por Caio Paes de Andrade, auxiliar do ministro Paulo Guedes indicado por Bolsonaro para o cargo na terceira troca de comando da estatal em seu governo.

Pelas regras de governança atuais da Petrobras, o presidente da companhia precisa do aval do conselho para trocar diretores. E hoje, segundo fontes, já há uma sinalização interna de que mudanças só serão aprovadas com justificativa plausível.

Além disso, alguns conselheiros já preparam documentos com base na Lei das Estatais para bloquear tentativas do governo de alterar regras internas da Petrobras.

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Uma fonte destacou que o artigo 17 da legislação para empresas públicas, aponta que um diretor precisa ter experiência de dez anos na área de atuação da empresa e quatro anos ocupando cargo de direção ou de chefia superior em companhia de porte.

Mas há quem considere a iniciativa inócua porque a maior parte dos integrantes do conselho será trocada na assembleia de acionistas que deve ocorrer entre julho e agosto para efetivar Andrade.

Uma outra fonte avalia que a intenção do governo é trocar toda a diretoria e congelar os preços até as eleições de forma a não prejudicar a campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Possíveis nomes já chegaram a circular como o de Paulo Palaia, ex-diretor da GOL e próximo ao presidente, segundo a colunista Malu Gaspar.

Dos dez indicados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para integrar o novo Conselho de Administração da Petrobras, dois nomes já são tidos como inelegíveis, como Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, que hoje é secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, e Ricardo Soriano de Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional.

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Isso pode abrir espaço para que dois dos atuais nomes continuem, como Márcio Andrade Weber e Ruy Flaks Schneider.

Porém, uma fonte lembra que, embora seja uma missão “difícil”, haverá muitos embates e impasses para as aprovações. Uma outra pessoa ligada ao alto escalão da companhia avalia que a batalha não está exatamente nos preços, mas a composição da diretoria.

Na leitura de muitos executivos da Petrobras, há uma disputa acirrada em Brasília pelas diretorias da companhia, com os políticos vendo a possibilidade de voltar a influenciar a estatal.

Essa foi uma das interpretações do alto comando da estatal do artigo escrito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no jornal “Folha de S.Paulo” com ataques a Coelho e seus diretores.

Há quem não tenha entendido as críticas em relação a gastos de diretores. Para especialistas, a estatal hoje já é alvo de fiscalização de diversos órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e os órgãos dos EUA por ter ações no mercado americano.

Olho no Araguaia/IG ECONOMIA

 

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