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“Agora eu consigo respirar e planejar melhor as minhas ações”, diz microempreendedora beneficiada por crédito da Desenvolve-MT

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Empresária há dez anos no ramo de entretenimento, em Cuiabá, Roberta Araújo F. Auad, 29 anos, disponibilizava aos clientes serviços gráficos customizados de ingressos, pulseiras, comandas para shows, festas e bares. Sem faturar praticamente nada desde meados de março de 2020, ela viu a necessidade de se reinventar para seguir em frente com o seu negócio.

Em meio às dificuldades, o crédito emergencial concedido pelo Governo de Mato Grosso para quem é Microempreendedor Individual (MEI) foi fundamental para manter a empresa no mercado.“Se a gente não tivesse conseguido o empréstimo, talvez hoje eu não estaria com as portas abertas. Estamos tentando seguir em frente. O dinheiro veio para segurar o custo fixo, até o setor de eventos se recuperar’’, conta Roberta.

No momento, a empresa que chegou a contar com sete funcionários antes da pandemia, agora possui apenas os proprietários tocando o negócio. A expectativa é de que o cenário mude e o estabelecimento possa voltar a atender os clientes em breve.

Brechó Chique- Lidiane Motta -  Sinop. “ A Pandemia trouxe força para o meu negócio’’.

(Brechó Chique – Lidiane Motta – Sinop. “A Pandemia trouxe força para o meu negócio’’.)

Proprietária do Desapegando com Classe, brechó de peças premium, localizada em Sinop, no bairro Jardim Maringá, a microempreendedora Lidiane Motta também teve que agir e mudar os planos do seu empreendimento.

“Quando eu pensei que ia ganhar dinheiro para crescer, eu tive que sobreviver. As vendas caíram e eu tive que moldar para não fechar as portas’’, afirma a empresária.

Os desafios trouxeram força e foco para o negócio de Lidiane, que mudou a loja de local, investiu em ferramentas digitais que possibilitaram estreitar o relacionamento com clientes, e com isso conseguiu manter as vendas pelas redes sociais mesmo com a pandemia.

A empresária conta, ainda, que a proposta do Governo de Mato Grosso em liberar o crédito emergencial para os empreendedores foi a tranquilidade que ela estava procurando naquele momento para organizar ainda mais o seu negócio.

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“A linha de crédito de capital de giro da Desenvolve MT me trouxe paz em um momento difícil. Eu não ia conseguir me organizar e focar no meu negócio, pensando no aluguel que tinha que pagar no mês. Com o crédito eu consigo respirar e planejar melhor as minhas ações”, explica. 

O brechó de roupas é um mercado que vem se destacando há alguns anos no Brasil. A crise econômica, e o apelo sustentável vêm impulsionando os consumidores adquirirem roupas e acessórios neste formato.

O Desapegando com Classe trabalha com roupas de grife com um preço acessível. As lojas de Sinop procuram a empresária na troca de coleção, para não ficarem com as mercadorias paradas. “É um bom negócio para todos, com esse formato eu consigo fomentar o comércio’’.

Wellington Ricelli, sócio proprietário da hamburgueria temática Poltrona Nerd, em Cuiabá, no bairro Jardim das Américas, também é um dos microempreendedores beneficiados.

A empresa completa três anos em agosto deste ano, e há um ano e meio teve que fechar as portas ao público e abrir espaço para o serviço de delivery.

O empresário conta que devido à forte presença da hamburgueria no meio digital, eles conseguiram ter uma atuação de vendas positiva desde o começo da pandemia.

“Recorremos ao recurso da Desenvolve MT para nos ajudar na retomada da economia. O crédito vem para nos dar folego e estruturar a empresa para abrir as portas novamente e atender ao público”, comenta Wellington.

Os empresários reabriram as portas ao público na última sexta-feira (04.06), cumprindo protocolos de biossegurança.

Ele conta ainda que a pandemia trouxe uma maior aproximação entre ele e o sócio, na tentativa de fazer o negócio dar certo. “Fomos para a cozinha, aprendemos a fazer os lanches e com isso conhecemos melhor as necessidades da empresa’’.

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Novos hábitos

Para o consultor do Sebrae Mato Grosso, Fábio Apolinário, a pandemia forçou as empresas a adotarem novos hábitos e novos modelos de negócios, e a gestão deve ser repensada daqui para a frente.

“O empresário tem uma nova realidade que ele precisa encarar. O delivery e a presença digital não têm mais volta. O consumidor já se acostumou com esse ambiente com a nova forma de negócio e de comprar”, explica o consultor. 

Ele diz ainda, que o empresário precisa fazer a gestão do seu negócio e aproveitar que o consumidor acabou sendo obrigado a experimentar e sempre tentar gerar novidades. Reduzir estoque, fazer liquidação, reduzir custo, postergar endividamento e acima de tudo pensar em reserva de caixa para enfrentar as situações inesperadas.

Crédito Emergencial

O crédito emergencial foi anunciado pelo Governo para dar o apoio às micro e pequenas empresas de Mato Grosso durante a pandemia.

Duas linhas de crédito foram disponibilizadas para o Microempreendedor Individual (MEI), no valor de até R$ 10 mil, com juros zero para pagamento das parcelas em dia.

Para o micro e pequeno empresário do ramo de bares, restaurantes e eventos, o valor de empréstimo de até R$ 50 mil, com seis meses de carência para começar a pagar e bônus de adimplência.

De abril a 29 de maio de 2021, a Desenvolve MT já analisou mais de 7 mil empresas que solicitaram o crédito via portal. Aos empreendedores do estado já foram liberados até o momento R$ 3,5 milhões, e R$ 9.924.350,00 estão em processo de liberação.

Para saber mais informações sobre as linhas de crédito e demais dúvidas, acesse o site ou ligue para a central de atendimento (65) 3613-7900.

Fonte: GOV MT

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Perícia toxicológica descarta a presença de veneno em restos mortais de avô de menina supostamente morta pela madrasta

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A Gerência de Perícias de Toxicologia Forense da Politec concluiu a perícia nos restos mortais coletados durante exumação realizada pela Diretoria Metropolitana de Medicina Legal do senhor Edson Emanoel Leite de Oliveira, 63 anos, avô de Mirella Poliane Chue. A criança, de 11 anos, morreu no dia 13 de junho de 2019, após ser supostamente envenenada pela madrasta.

O laudo foi concluído no dia 07 de maio deste ano, e não apontou nenhuma substância suspeita nos restos mortais, somente medicamentos corriqueiros, que possivelmente ele estava tomando por algum tratamento de saúde.

O trabalho investigativo havia apontado a suspeita de que a madrasta teria envenenado também o avô paterno da vítima. No curso das diligências, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá solicitou exames para a constatação da possibilidade da morte do homem ter sido causada por envenenamento – ocorrida em março de 2018. A vítima morava com o avô e, com a morte dele, a menina passou a ficar com a indiciada.

O perito oficial criminal Paulo Sérgio Vasconcelos de Oliveira destaca que o tipo de veneno que fora pesquisado é bastante resistente à decomposição, sendo empregado como princípio ativo encontrado em pesticidas utilizados para controle de pragas em lavouras, permanecendo no solo por longos períodos de tempo.

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“O exame pericial foi feito com uma técnica bastante sensível, que é a cromatografia gasosa associada à espectrometria de massas. Feito isso, nós repetimos as análises e conseguimos localizar a presença de fragmentos de benzodiazepínicos, característicos típicos de intervenções médica. O nosso alvo foi a procura de substâncias intoxicantes, como venenos, especialmente o carbofurano que foi encontrado inicialmente na análise da sua neta, no entanto esta substância não foi encontrada em seu avô. Se houvesse a presença desta substância, haja vista que foi encaminhada o material do baixo abdômen e da parte excretora, certamente nós o encontraríamos”, citou.

Caso Mirella

Mirella Poliane morreu de causa inicialmente indeterminada. A criança deu entrada em um hospital privado de Cuiabá, já em óbito, e como o hospital não quis declarar a morte, foi acionada a DHPP para liberação do corpo, que solicitou perícia por precaução, diante da falta de evidência de morte violenta. Em princípio, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, mas exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal descartou o abuso.

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A Politec coletou materiais para exames complementares e, conforme Pesquisa Toxicológica Geral realizada pelo Laboratório Forense, foram detectadas no sangue da vítima duas substâncias, uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

O caso foi então remetido à Deddica, que durante as investigações desvendou o plano de envenenamento em virtude de a criança ter recebido uma indenização em decorrência da morte de sua mãe por erro médico, durante parto dela em um hospital de Cuiabá.

A equipe da Deddica concluiu que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias, pelo período de dois meses. A indiciada causou a morte da menina usando o veneno, de venda proibida no Brasil, e ministrando gota a gota entre abril e junho de 2019.

Fonte: GOV MT

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