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Estado intensifica Operação Amazônia após represálias de infratores ambientais em Colniza

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O som da motosserra, que derrubava árvores para bloquear a estrada e o acesso da equipe de fiscalização da Operação Amazônia a um alerta de desmatamento, e os tiros de arma de fogo, chamaram a atenção da força-tarefa que atuava na última terça-feira (20.07) na Estação Ecológica do Rio Roosevelt, localizada no município de Colniza (1.065 km de Cuiabá). 

Criminosos utilizaram a tática para intimidar as equipes de combate aos crimes ambientais. Logo na entrada da Estação Ecológica, a placa de sinalização mostra marcas de bala como sinal de conflitos que marcam a região.

Mesmo com as represálias, as equipes intensificaram a Operação Amazônia, e com reforço das forças de Segurança, acessaram o interior da mata fechada, e realizaram o flagrante do desmatamento ilegal. 

A identificação por satélite da alteração da vegetação indicou o local exato do desmatamento. De posse das coordenadas, as equipes fizeram a apreensão de um trator esteira, condução de um suspeito à delegacia, a apreensão de três motosserras e duas armas de fogo. Na ocorrência, soldados do Exército Brasileiro, juntamente com a Polícia Militar, utilizaram um caminhão para desobstruir o caminho que foi bloqueado por árvores cortadas.

Ao chegar no local do desmatamento ilegal, foi identificado um suspeito portando uma motosserra sem registro. Em seguida, no barraco utilizado como alojamento pelos infratores, foram localizados mais dois suspeitos com armas em punho, que evadiram do local apontando o armamento para a Polícia Militar e homens do Exército que fizeram a abordagem.

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Após a evasão dos suspeitos, foram realizadas buscas na mata, onde foram encontradas as armas de fogo e munições intactas e deflagradas. Nas proximidades, foi localizado um caminhão esteira que estava sendo utilizado para extração irregular de madeira, e foi removido para o pátio da Sema-MT. Também foi apreendido animal silvestre abatido.

No mesmo dia, outra equipe montou uma barreira na rodovia MT-206 com objetivo de identificar pessoas ligadas aos danos causados na área protegida por Lei ambiental. Durante a abordagem foram apreendidas armas de fogo e munições. As armas apreendidas foram uma pistola calibre 380 com carregador e munições intactas, um revólver calibre 38 com munições intactas e uma arma produzida artesanalmente calibre 22 e munições.

Colniza é o município que mais desmata em Mato Grosso, onde historicamente há confronto e intimidação às ações de repressão ao crime ambiental e fiscalização realizadas pelo Estado. A Estação Ecológica do Rio Roosevelt é uma reserva de proteção integral de cerca de 96 mil hectares, do Bioma Amazônia, gerida pela Sema-MT.

Operação Amazônia

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A operação Amazônia integra órgãos estaduais e federais, sob coordenação da Sema-MT, para coibir crimes ambientais, monitorar e fiscalizar mudanças na vegetação, promover o embargo de áreas, apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime, e a responsabilização de infratores. 

Os 10 municípios que mais desmatam são os principais alvos das ações coordenadas pela Operação Amazônia. São eles: Colniza, Nova Bandeirantes, Aripuanã, Peixoto de Azevedo, Apiacás, Querência, União do Sul, Marcelândia, Juara, e Rondolândia.

O Estado de Mato Grosso já aplicou mais de R$ 808 milhões em multas ambientais neste primeiro semestre, por meio da Operação Amazônia. A ação faz parte da política de tolerância zero aos ilícitos ambientais determinada pelo governo. 

Integram a iniciativa as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, de Segurança Pública, o Exército Brasileiro, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ibama.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Sinfra recebe novos engenheiros e reforça atuação para melhoria da infraestrutura em MT

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Engenheiros aprovados no processo seletivo realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) iniciaram suas atividades nesta terça-feira (03.08) e vão reforçar a atuação da secretaria na missão de prover e gerir soluções de infraestrutura e logística em prol do desenvolvimento dos municípios e de todo o Mato Grosso.

Ao todo, 24 engenheiros foram contratados de forma temporária, neste primeiro momento, e vão atuar nas áreas de fiscalização de obras rodoviárias, logística e concessões da Sinfra.  Eles foram recebidos com um evento de boas-vindas, momento em que foi realizada uma exposição sobre as competências da Sinfra, bem como os principais programas e projetos em andamento.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a contratação temporária desses engenheiros é necessária em razão do número reduzido de profissionais atualmente na secretaria, visto que muitos já estão se aposentando, e diante da grande demanda transitória de trabalho que a Sinfra passou a ter devido ao programa Mais MT.

O programa prevê investimentos totais de R$ 4,7 bilhões em ações de infraestrutura ao longo de quatro anos (2019-2022), por meio da elaboração e contratação de novos projetos de engenharia, bem como o lançamento de novas obras em todas as regiões de Mato Grosso.   

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“A Sinfra tem trabalhando para cumprir a meta que nos foi estabelecida para avanços na infraestrutura rodoviária de Mato Grosso.  Estamos atuando em diversas frentes de trabalho, desde a estruturação do plano estratégico de transportes, passando pela elaboração de projetos-executivos de engenharia, até a execução e fiscalização de obras. É um grande trabalho para o Estado – e precisamos de profissionais que possam dar apoio aos nossos setores e nos auxiliar nesta missão”, disse o secretário.

Para dar mais clareza aos novos profissionais acerca das atribuições dos setores para os quais eles foram designados, o secretário adjunto de Logística e Concessões, Huggo Waterson, e o secretário adjunto de Obras Rodoviárias, Nilton de Britto, fizeram apresentações junto com suas equipes sobre as particularidades de cada adjunta e das superintendências a elas vinculadas.

Na área de Logística e Concessões foram apresentadas informações a respeito do gerenciamento dos modais de transporte, a gestão e operação rodoviária, o programa de concessões e parcerias sociais, bem como sobre o transporte intermunicipal.

Já na área de Obras Rodoviárias foram abordados assuntos referentes às normas técnicas de obras de infraestrutura rodoviária, gestão ambiental, programa de pavimentação urbana, além do programa de substituição de pontes e manutenção de rodovias não pavimentadas.

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Para o secretário adjunto Nilton de Britto, a chegada dos novos engenheiros representa um reforço importante para a secretaria, especialmente neste momento em que a Sinfra possui 1,5 mil quilômetros de rodovias com obras em andamento e tem previsão de início de novas obras ainda neste ano.

“Só para vocês entenderem a importância, vocês vão dobrar o número de engenheiros que nós temos. Estamos com um número reduzido. Por isso a presença de vocês é bastante significativa. Estamos tocando muitas obras. Hoje temos 153 contratos em andamento na adjunta. Ou seja, 153 obras em andamento e várias obras a serem lançadas. Toda semana lançamos obras e ainda temos 2,6 mil quilômetros de projetos para serem analisados, aprovados e que logo vão se transformar em obras. A previsão de trabalho no próximo ano é muito grande”, disse ele, aos profissionais. 

Além dos 24 engenheiros convocados, outros profissionais ainda serão contratados para iniciar as atividades a partir de 1º de setembro. Ao todo,  62 profissionais foram aprovados no processo seletivo às áreas de arquitetura e urbanismo e engenharias civil, elétrica, florestal, mecânica, sanitária e de segurança do trabalho. O prazo do contrato temporário é de 24 meses, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.

Fonte: GOV MT

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