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“Governador está desatando nós históricos em Mato Grosso”, afirmam representantes dos setores produtivos

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Representantes dos setores produtivos em Mato Grosso comemoraram o anúncio da construção da primeira ferrovia estadual, realizado na última segunda-feira (19.07), e relembraram que a obra é uma luta de anos que irá, finalmente, interligar o Estado aos grandes centros industriais de toda a América Latina.

Presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira destacou que a ferrovia, junto dos investimentos previstos no bojo do Programa Mais MT, deve atrair mais de R$ 30 bilhões em desenvolvimento econômico para o Estado nos próximos 10 anos.

“Eu quero dizer hoje, em nome de todo o setor produtivo: muito obrigada, governador, pela coragem que o senhor tem de desatar nós históricos no nosso Estado. O senhor pegou um Estado com debilidade financeira, colocou a casa em ordem e já nesse primeiro mandato tem feito muita diferença, primeiro com a sua visão, com as propostas que o senhor traz de novas soluções para problemas muito antigos. Mas, principalmente, pela sua liderança e capacidade de articulação. Gostaria de dizer que, dentro do Programa Mais MT, além dos R$ 10 bilhões investidos pelo Estado, vem muito mais da iniciativa privada. Estimamos que nessa próxima década teremos mais de R$ 30 bilhões em investimentos viabilizados por este programa”, frisou Gustavo de Oliveira.

De acordo com o levantamento feito pelo Governo do Estado, com base na metodologia do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a previsão é que a construção da ferrovia gere um total de 235 mil empregos, entre diretos, indiretos, temporários e os gerados pelo efeito-renda.

Serão 700 km de extensão, a serem construídos pela empresa que sair vencedora do edital. Foi definido o modelo privado de exploração, pois nesse formato o Estado faz a chamada pública e as empresas se habilitam a participar de seleção para fazer os investimentos, por sua conta e risco. A empresa vencedora deve aplicar cerca de R$ 12 bilhões no modal.

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A ferrovia estadual, que é uma obra pioneira e histórica em Mato Grosso, vai interligar Cuiabá a Rondonópolis, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, além de se conectar com a malha ferroviária nacional.

“Até que enfim tivemos um Governo que se determinou em tornar realidade esse que é um sonho de toda a população de Mato Grosso. Este ramal não vai morrer em Cuiabá, ele é um passo enorme para a integração de Mato Grosso com o restante da América do Sul. É daqui que nós vamos para Cáceres, para a Bolívia e para o Pacífico pelos trilhos. E isso a gente vai dever, na história, ao seu Governo. Nós vamos ter um ganho fantástico não só na área de logística, mas de abastecimento, e principalmente no preço que vamos repassar aos consumidores”, reforçou Nelson Soares, vice-presidente comercial da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá.

“Se nós observarmos a história, vamos ver que todos os países desenvolvidos, através de seus modais de transportes, induziram a sua produção e, portanto, o desenvolvimento. O Brasil fez o inverso e de uma forma perversa. Sempre nos disseram: ‘primeiro vocês produzem e depois a gente vê como faz’. Mas, agora, o estado de Mato Grosso dá o exemplo de como a gente deve reverter essa situação. A produção não é só agropecuária, é da agroindústria, e para isso nós precisamos ter diferentes opções de modais para que a gente possa ter competitividade no mercado”, completou presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Normando Corral.

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A obra

Com o anúncio, as empresas interessadas terão 45 dias para apresentar propostas. O investimento estimado é de R$ 12 bilhões e a vencedora terá prazo de 45 anos para operar.

O objetivo do modal é integrar o Estado com o sistema federal de ferrovias e com os demais estados; integrar os modais logísticos de Mato Grosso; reduzir o custo para transporte da produção, com mais competitividade; ampliar a circulação de produtos e ampliar alternativas para o transporte da produção.

A obra será iniciada em até seis meses após a emissão da licença ambiental de instalação. A previsão é que o Terminal de Cuiabá seja concluído até o 2º semestre de 2025 e o de Lucas do Rio Verde até o 2º semestre de 2028.

Estudos realizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apontam que a implantação da ferrovia vai impactar diretamente 27 municípios de Mato Grosso. Além de Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Novam Mutum, Cuiabá e Rondonópolis, que receberão os terminais, as cidades de Juscimeira, São Pedro da Cipa, Jaciara, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães,  Rosário Oeste, Nobres, Diamantino, Sorriso, Sinop, Vera, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Paranatinga, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Campo Verde, Poxoréu, São José do Povo e Pedra Preta também serão beneficiados, pois poderão se utilizar dos terminais da ferrovia.

Fonte: GOV MT

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Sinfra recebe novos engenheiros e reforça atuação para melhoria da infraestrutura em MT

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Engenheiros aprovados no processo seletivo realizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) iniciaram suas atividades nesta terça-feira (03.08) e vão reforçar a atuação da secretaria na missão de prover e gerir soluções de infraestrutura e logística em prol do desenvolvimento dos municípios e de todo o Mato Grosso.

Ao todo, 24 engenheiros foram contratados de forma temporária, neste primeiro momento, e vão atuar nas áreas de fiscalização de obras rodoviárias, logística e concessões da Sinfra.  Eles foram recebidos com um evento de boas-vindas, momento em que foi realizada uma exposição sobre as competências da Sinfra, bem como os principais programas e projetos em andamento.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a contratação temporária desses engenheiros é necessária em razão do número reduzido de profissionais atualmente na secretaria, visto que muitos já estão se aposentando, e diante da grande demanda transitória de trabalho que a Sinfra passou a ter devido ao programa Mais MT.

O programa prevê investimentos totais de R$ 4,7 bilhões em ações de infraestrutura ao longo de quatro anos (2019-2022), por meio da elaboração e contratação de novos projetos de engenharia, bem como o lançamento de novas obras em todas as regiões de Mato Grosso.   

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“A Sinfra tem trabalhando para cumprir a meta que nos foi estabelecida para avanços na infraestrutura rodoviária de Mato Grosso.  Estamos atuando em diversas frentes de trabalho, desde a estruturação do plano estratégico de transportes, passando pela elaboração de projetos-executivos de engenharia, até a execução e fiscalização de obras. É um grande trabalho para o Estado – e precisamos de profissionais que possam dar apoio aos nossos setores e nos auxiliar nesta missão”, disse o secretário.

Para dar mais clareza aos novos profissionais acerca das atribuições dos setores para os quais eles foram designados, o secretário adjunto de Logística e Concessões, Huggo Waterson, e o secretário adjunto de Obras Rodoviárias, Nilton de Britto, fizeram apresentações junto com suas equipes sobre as particularidades de cada adjunta e das superintendências a elas vinculadas.

Na área de Logística e Concessões foram apresentadas informações a respeito do gerenciamento dos modais de transporte, a gestão e operação rodoviária, o programa de concessões e parcerias sociais, bem como sobre o transporte intermunicipal.

Já na área de Obras Rodoviárias foram abordados assuntos referentes às normas técnicas de obras de infraestrutura rodoviária, gestão ambiental, programa de pavimentação urbana, além do programa de substituição de pontes e manutenção de rodovias não pavimentadas.

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Para o secretário adjunto Nilton de Britto, a chegada dos novos engenheiros representa um reforço importante para a secretaria, especialmente neste momento em que a Sinfra possui 1,5 mil quilômetros de rodovias com obras em andamento e tem previsão de início de novas obras ainda neste ano.

“Só para vocês entenderem a importância, vocês vão dobrar o número de engenheiros que nós temos. Estamos com um número reduzido. Por isso a presença de vocês é bastante significativa. Estamos tocando muitas obras. Hoje temos 153 contratos em andamento na adjunta. Ou seja, 153 obras em andamento e várias obras a serem lançadas. Toda semana lançamos obras e ainda temos 2,6 mil quilômetros de projetos para serem analisados, aprovados e que logo vão se transformar em obras. A previsão de trabalho no próximo ano é muito grande”, disse ele, aos profissionais. 

Além dos 24 engenheiros convocados, outros profissionais ainda serão contratados para iniciar as atividades a partir de 1º de setembro. Ao todo,  62 profissionais foram aprovados no processo seletivo às áreas de arquitetura e urbanismo e engenharias civil, elétrica, florestal, mecânica, sanitária e de segurança do trabalho. O prazo do contrato temporário é de 24 meses, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período.

Fonte: GOV MT

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