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Mato Grosso

Governo de MT restaura 90,8 km de rodovias que ligam Cuiabá a Rosário Oeste e Acorizal

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O Governo de Mato Grosso está restaurando a MT-010 e a MT-246, rodovias que ligam Cuiabá até os municípios de Rosário Oeste e Acorizal. No total, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) está investindo R$ 64 milhões nesta obra.

O trecho que está sendo restaurado compreende uma extensão de 90,8 km, sendo 70,4 da MT-010 entre o Rodoanel de Cuiabá e Rosário Oeste, e outros 20,4 da MT-246 que liga a MT-010 até Acorizal.

Até o momento, mais de 60% da obra já foi executada. Os trabalhos compreendem a reciclagem do material antigo da pista, que foi asfaltada com Tratamento Superficial Duplo (TSD). Durante a execução deste serviço, muitos motoristas acreditam que o asfalto foi removido, mas esta é uma condição temporária.

Todo o trecho restaurado receberá uma camada de Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ), tipo de asfalto mais resistente que o atual. A obra ainda prevê limpeza nos dispositivos de drenagem e sinalização completa. O prazo previsto para a execução é de dois anos.

Programa de Concessões

A MT-010 é uma das rodovias que está incluída dentro do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo de Mato Grosso. Entre as ações previstas para a concessionária, está a duplicação de um trecho de mais de 30 km, até o distrito de Nossa Senhora da Guia, a partir do segundo ano de concessão.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mato Grosso é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

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