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Governo entrega caixas de abelhas para comunidade quilombola em Livramento

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A Comunidade Quilombola Ribeirão da Mutuca, localizada no município de Nossa Senhora do Livramento, recebeu na tarde de terça-feira (08.06) 72 caixas de abelha doadas pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). A entrega faz parte do ‘Programa MT Produtivo-Apicultura’, que prevê disponibilizar neste ano 6 mil caixas de mel a agricultores familiares, indígenas e quilombolas, visando ampliar a atividade no Estado.

A presidente da ‘Associação da Comunidade Negra Rural Quilombo Ribeirão da Mutuca’ (Acorquirim/MT), Maria Renata de Jesus, esteve na sede de Seaf, no Centro Política Administrativo, e foi quem recebeu as dezenas de caixas de abelha. “Hoje temos na nossa comunidade cerca de 25 caixas, que produzem mel para nosso próprio consumo. Com essa doação teremos condições estruturais de aumentar a nossa produção e ter a oportunidade de vender mel para mercados da zona urbana de Livramento”, comenta a presidente.

Na comunidade de Ribeirão da Mutuca, 20 das 120 famílias que lá residem já trabalham com apicultura. E, segundo Maria de Jesus, as caixas doadas serão distribuídas para essa parcela de famílias, que já trabalham com a abelha-europeia (Apis melífera). “Plantamos banana, milho, cana-de-açúcar, mandioca e abóbora. Tudo isso é vendido na cidade e sabemos que se produzirmos mel, haverá saída, porque a demanda por esse produto é grande”, complementa Maria Renata de Jesus.

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Programa MT Produtivo-Apicultura

O Programa MT Produtivo-Apicultura tem a proposta de fazer com que Mato Grosso salte das atuais 471 toneladas de mel/ano para 651 t/a. O que representaria um aumento de quase 40% na produção. O Estado ocupa atualmente o 14º lugar na produção nacional de mel.

Até o momento já foram entregues 786 caixas de abelha para as cidades de Barão de Melgaço, Canarana, Confresa, Cuiabá,  Nortelândia, Nossa Senhora do Livramento, Primavera do Leste, Porto Esperidião, Querência e  Vera.

Fonte: GOV MT

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Perícia toxicológica descarta a presença de veneno em restos mortais de avô de menina supostamente morta pela madrasta

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A Gerência de Perícias de Toxicologia Forense da Politec concluiu a perícia nos restos mortais coletados durante exumação realizada pela Diretoria Metropolitana de Medicina Legal do senhor Edson Emanoel Leite de Oliveira, 63 anos, avô de Mirella Poliane Chue. A criança, de 11 anos, morreu no dia 13 de junho de 2019, após ser supostamente envenenada pela madrasta.

O laudo foi concluído no dia 07 de maio deste ano, e não apontou nenhuma substância suspeita nos restos mortais, somente medicamentos corriqueiros, que possivelmente ele estava tomando por algum tratamento de saúde.

O trabalho investigativo havia apontado a suspeita de que a madrasta teria envenenado também o avô paterno da vítima. No curso das diligências, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá solicitou exames para a constatação da possibilidade da morte do homem ter sido causada por envenenamento – ocorrida em março de 2018. A vítima morava com o avô e, com a morte dele, a menina passou a ficar com a indiciada.

O perito oficial criminal Paulo Sérgio Vasconcelos de Oliveira destaca que o tipo de veneno que fora pesquisado é bastante resistente à decomposição, sendo empregado como princípio ativo encontrado em pesticidas utilizados para controle de pragas em lavouras, permanecendo no solo por longos períodos de tempo.

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“O exame pericial foi feito com uma técnica bastante sensível, que é a cromatografia gasosa associada à espectrometria de massas. Feito isso, nós repetimos as análises e conseguimos localizar a presença de fragmentos de benzodiazepínicos, característicos típicos de intervenções médica. O nosso alvo foi a procura de substâncias intoxicantes, como venenos, especialmente o carbofurano que foi encontrado inicialmente na análise da sua neta, no entanto esta substância não foi encontrada em seu avô. Se houvesse a presença desta substância, haja vista que foi encaminhada o material do baixo abdômen e da parte excretora, certamente nós o encontraríamos”, citou.

Caso Mirella

Mirella Poliane morreu de causa inicialmente indeterminada. A criança deu entrada em um hospital privado de Cuiabá, já em óbito, e como o hospital não quis declarar a morte, foi acionada a DHPP para liberação do corpo, que solicitou perícia por precaução, diante da falta de evidência de morte violenta. Em princípio, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, mas exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal descartou o abuso.

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A Politec coletou materiais para exames complementares e, conforme Pesquisa Toxicológica Geral realizada pelo Laboratório Forense, foram detectadas no sangue da vítima duas substâncias, uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

O caso foi então remetido à Deddica, que durante as investigações desvendou o plano de envenenamento em virtude de a criança ter recebido uma indenização em decorrência da morte de sua mãe por erro médico, durante parto dela em um hospital de Cuiabá.

A equipe da Deddica concluiu que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias, pelo período de dois meses. A indiciada causou a morte da menina usando o veneno, de venda proibida no Brasil, e ministrando gota a gota entre abril e junho de 2019.

Fonte: GOV MT

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