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Pediatra do MT Saúde alerta para risco de surtos de doenças que já são imunopreveníveis

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Nesta quarta-feira (09.06) é celebrado o Dia Nacional da Imunização e a pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida, destaca a importância do calendário de vacinação estar sempre atualizado, seja em crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos.

A médica ressalta a importância do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que distribui pelo país vacinas, soros e imunoglobulinas, protegendo contra mais de 20 doenças infecciosas, como tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, meningite, pneumonia, diarreia, sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela, varicela, gripe, dentre outras.

Muitas dessas doenças já estavam em vias de eliminação em nosso país, em destaque especial para o sarampo. O Brasil inclusive tinha o certificado, concedido pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), de país livre do sarampo, desde 2016. 

“Entretanto, dada a baixas coberturas vacinais nos últimos anos, dentre outros motivos, temos constatado um aumento no número de casos. Só ano passado (2020) foram mais de 8.000 diagnosticados no Brasil e perdemos o certificado”, comenta a médica.

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A patologista explica que, quando se tem alta cobertura vacinal, grande parte da população produz anticorpos. Com isso, os vírus e bactérias causadoras de doenças passíveis de prevenção pelas vacinas não conseguem entrar e se multiplicar no organismo, os microorganismos morrem. O vírus deixa de circular entre a população e os casos da doença desaparecem.

Em situações de pandemia, como a da Covid-19, é fundamental que todos estejam com seu calendário de vacinação em dia, para evitar surtos de doenças que já são imunopreveníveis.

“A vacina da gripe está disponível e todos devem se vacinar para evitar que o vírus da gripe se espalhe e provoque casos desta doença, em meio a esta tão terrível e avassaladora pandemia. Vacinar é prevenção! É amor à sua saúde e à saúde de todos!”, finaliza a médica.

Fonte: GOV MT

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Hematologista do Mato Grosso Saúde explica quais os sintomas da anemia falciforme

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Crises de dor, principalmente nos ossos e nas articulações, podendo afetar qualquer parte do corpo, são os sintoma mais frequentes da doença falciforme. Quem dá detalhes sobre a enfermidade para o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (19 de junho), é a hepatologista Paloma Borges, credenciada ao Mato Grosso Saúde.

“As crises de dor têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano, com mais frequência em climas frios, casos de infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação”, pontua a especialista, observando que a doença falciforme altera os glóbulos vermelhos do sangue, fazendo com que as membranas dessas células tomem forma de foice e se rompam com maior facilidade.

A doença, que é hereditária, se apresenta de formas diferentes em cada paciente. Alguns têm sintomas mais leves do que outros, mas geralmente surgem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

“Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda”, explica o hepatologista.

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Além das crises de dores, entre os sintomas está a síndrome mão-pé. Ao afetar as crianças, a falcização ocorre nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, provocando inchaço, dor e vermelhidão no local.

“Pacientes com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente, as crianças podem desenvolver com mais facilidade pneumonia e meningite. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. E, ao primeiro sinal de febre deve procurar o pronto atendimento mais próximo onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade”, alerta a especialista.

A Dra. Paloma Borges também chama a atenção para casos de úlcera, que são feridas que surgem com mais frequência próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. Essas lesões podem demorar muito para cicatrizar completamente. A médica orienta uso de sapatos que cubram todo o corpo do pé para prevenir essa situação.

Entre os sintomas a médica também cita problemas na filtragem de sangue no baço.“Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por eliminar o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por redução do fluxo sanguíneo aos outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de perder a vida e exige tratamento emergencial”.

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Diagnóstico e Tratamento

A partir dos sintomas e do histórico familiar, o médico irá detectar esse tipo de anemia, através do exame de eletroforese de hemoglobina, ou seja, uma amostra de sangue.
 

“O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme”, destaca a Dra. Paloma Borges.

A partir do diagnóstico, o paciente passa a ter acompanhamento médico adequado, em um programa de atenção integral, pelo resto da vida. É uma rotina acompanhada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, entre outros.

“Os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento para orientar a família e o doente a identificar rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção”, finaliza a médica.

Fonte: GOV MT

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