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Prefeitos apostam na primeira ferrovia estadual para alavancar desenvolvimento de Mato Grosso

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Um Mato Grosso mais competitivo, com maior capacidade de escoamento dos produtos do agronegócio, de investimento para abertura de novas áreas de plantio e pleno desenvolvimento econômico. É assim que os prefeitos dos municípios de Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste, respectivamente Miguel Vaz e Leonardo Bortolin, avaliam a situação de Mato Grosso nos próximos 10 anos com o anúncio da implantação da primeira ferrovia estadual.

Anunciada pelo governador Mauro Mendes na tarde de segunda-feira (19.07), a ferrovia terá 700 quilômetros de linha férrea, com terminais que vão interligar Rondonópolis a Cuiabá, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Com isso, os municípios passarão a se conectar com a malha ferroviária nacional, em direção ao Porto de Santos (SP).

O edital de chamada pública para implantação da ferrovia, sob regime privado, está aberto e o investimento previsto é de R$ 12 bilhões. A previsão é que o terminal de Cuiabá seja concluído até o 2º semestre de 2025 e o de Lucas do Rio Verde até o 2º semestre de 2028. Uma vez implantada, a operação e exploração da ferrovia fica autorizada pelo prazo de 45 anos.

Diretamente beneficiado, o município de Lucas do Rio Verde já prevê importantes resultados com a implantação de um ramal na cidade. Para o prefeito Miguel Vaz a ampliação do corredor rodoferroviário até o município vai melhorar a infraestrutura de escoamento da produção de grãos e conectar as duas regiões mais produtivas de Mato Grosso: Médio Norte e Sudeste.

“Esse momento é muito importante. Representa para a região mais investimentos, geração de emprego, renda e recursos que ficam no campo e isso acaba retornando em mais investimentos em novas áreas de plantio. Então, ganha o produtor rural, o setor produtivo, o Estado de Mato Grosso e o Brasil, pois melhora a competitividade”, afirmou.

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Miguel lembrou ainda que o Estado possui grande extensão territorial e depende exclusivamente de rodovias, muitas vezes ainda não pavimentadas, para o trânsito e transporte dos grãos e produtos. Situação que encarece o frete, aumenta o tempo de deslocamento em direção aos terminais já existentes e dificulta toda a logística. 

“Estamos no maior estado produtor de grãos do Brasil, mas estamos mais distantes dos portos e centros de consumo. É importante essa ferrovia para que Mato Grosso cresça cada vez mais e seja um grande produtor para o Brasil e mundo”, concluiu. 

O prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin, também já vislumbra a ampliação na produção do agronegócio da região, o consequente aumento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e a maior participação de Mato Grosso na produção nacional, após a ampliação da malha rodoferroviária no Estado. Atualmente a malha ferroviária em Mato Grosso possui somente 366 quilômetros de extensão. 

“Estamos falando de um estado com grande extensão territorial e não tem outra forma de nos tornarmos competitivos senão pela logística. Esse trecho lançado no edital tem um impacto direto no município de Primavera do Leste e na região Sul do Estado, pois poderemos fazer o escoamento dos produtos que compõem os três pilares do Município: agrícola, indústria e o comércio. Com isso, poderemos fazer com que os grandes produtos de Primavera do Leste possam ser escoados nessa interligação de Rondonópolis”, explicou.

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Ainda segundo o prefeito, a ferrovia é uma realização para todos aqueles que aguardam, por anos, a ampliação da infraestrutura ferroviária em Mato Grosso. Além da ferrovia estadual recentemente anunciada, Mato Grosso possui os projetos da Ferrogrão, Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e Ferronorte. Estes, porém, estão sob responsabilidade do Governo Federal e seguem ainda em discussão pelo Ministério da Infraestrutura.

“Mato Grosso avança e está dando um passo inédito. Isso vai ser um marco no que tange o desenvolvimento regional.  Para nós é um motivo de bastante alegria. Essa é uma nova forma de viabilizar o projeto como esse e acredito muito que a ferrovia vai fazer com que Mato Grosso, nos próximos 10 anos, tenha um dos maiores PIB do Brasil”, concluiu Bortolin.

Estudos realizados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apontam que a implantação da ferrovia vai impactar diretamente 27 municípios de Mato Grosso. Além de Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Novam Mutum, Cuiabá e Rondonópolis, que receberão os terminais, as cidades de Juscimeira, São Pedro da Cipa, Jaciara, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães,  Rosário Oeste, Nobres, Diamantino, Sorriso, Sinop, Vera, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Paranatinga, Planalto da Serra, Nova Brasilândia, Campo Verde, Poxoréu, São José do Povo e Pedra Preta também serão beneficiados, pois poderão se utilizar dos terminais da ferrovia.

Fonte: GOV MT

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Em Mato Grosso, 14 municípios estão com risco alto de contaminação pela Covid-19

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) divulgou, nesta terça-feira (03.08), o Boletim Informativo n° 513 com o panorama da situação epidemiológica da Covid-19 em Mato Grosso.

O documento mostra, a partir da página 11, que 14 municípios registram classificação de risco alto para o coronavírus. São eles: Alta Floresta, Barra do Garças, Canarana, Cuiabá, Figueirópolis D’Oeste, Jangada, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Primavera do Leste, Salto do Céu, Santa Rita do Trivelato, São José do Povo, Sapezal e Vale de São Domingos.

Outras 127 cidades estão classificadas na categoria moderada para a contaminação do coronavírus. Nenhum município foi classificado com risco muito alto ou baixo para a Covid-19.

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorzes dias.

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Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco:

• Nível de Risco MODERADO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para o Nível de Risco BAIXO;

b) quarentena domiciliar para pessoas acima de 60 anos e grupos de risco definidos pelas autoridades sanitárias.

• Nível de Risco ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;

b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;

c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;

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d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

Fonte: GOV MT

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