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Primavera do Leste recebe mais de R$ 2,4 milhões em projetos culturais aprovados pela Lei Aldir Blanc via Secel-MT

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Muitos projetos em andamento, outros tantos concluídos, e a cadeia produtiva da cultura em plena atividade, apesar das dificuldades impostas pela pandemia. O mês de junho marca o primeiro semestre de execução dos 570 projetos contemplados pela Lei Aldir Blanc por meio dos editais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer em 47 municípios de Mato Grosso.

Foram 1879 inscrições em cinco editais de chamamento público. Dos 570 projetos aprovados pela Secel-MT, 43 estão no município de Primavera do Leste (localizada a 238 km de Cuiabá), com população estimada em 61.038 habitantes.

“Democratizamos o acesso e 60% dos recursos foram para municípios do interior do estado. Os outros 40% ficaram para municípios da Baixada Cuiabana. Criamos nota social para segmentos nunca antes valorizados por outros editais: cidades com menos de 40 mil habitantes; portadores de necessidades especiais; nota social especifica para mulheres”, explica Beto Dois a Um, secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.

Para o município de Primavera do Leste foi destinado o total de R$ 2.475.000, valor compartilhado entre os mais diversos projetos culturais, premiados em todos os cinco editais oferecidos pela Secel-MT.  

“Foram R$ 29,35 milhões destinados à cadeia produtiva da cultura em todas as regiões de Mato Grosso. Trabalhamos a distribuição desses recursos de forma mais igualitária e democrática. Assim, 80% da população de todo o estado foi impactado de maneira direta e 100% de maneira indireta”, ressalta Beto Dois a Um.

De acordo com a Associação dos Produtores Culturais de Mato Grosso, a população atendida em todo o estado pelos editais da Secel-MT é de 2.576.711 pessoas. Mato Grosso tem hoje uma população estimada em 3.224 milhões de pessoas.

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Com prazos de prestação de contas dos projetos aprovados estendidos para 31 de dezembro, até o fim de ano ainda veremos muitos lançamentos, eventos e manifestações culturais em evidência.

Aldir Blanc em Mato Grosso

A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso organizou a Lei Aldir Blanc em três diferentes incisos: Renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura; subsidio para manutenção de espaços culturais; editais que reacenderam a chama do setor das artes e reativaram cadeia produtiva da cultura.

“O setor das artes e da cultura foi um dos mais impactados pela pandemia. Ironicamente, esse mesmo setor nos ajudou a suportar as adversidades, o isolamento e os percalços dessa temporada tão severa. Sem a arte, sem a cultura, tudo seria bem mais complicado, tanto para o publico quanto para os próprios artistas que ficaram impossibilitados de trabalhar. A Lei Aldir Blanc foi realmente um divisor de águas”, comenta Beto Dois a Um.

Com o Edital Conexão Mestres da Cultura, o Edital MT Nascentes, Edital Mostras e Festivais, Edital MT Criativo e Edital Conexão Cultura Jovem, a Lei Aldir Blanc chegou a todas as regiões de Mato Grosso.

Os projetos aprovados nos editais da Secel-MT em Primavera do Leste são: XIV Festival Velha Joana; Comunidade do Bairro Primavera III e Bairro Residencial Padre Onesto Costa; I Festival de Narração de Histórias “Estação Primavera”; Ao Mestre com Carinho; Adversa Ateliê – Tons do MT; Crochê No Cerrado;  Iakadu – Desenvolvimento de Negócios Criativos|Sustentáveis|Sociais; Skaluna e Amigos: Valorizando a Música Autoral Mato-Grossense; Montagem e pequena circulação com o espetáculo Sinhadores; Publicação de 10 textos teatrais e Oficina Política e Fábula na criação de um texto dramatúrgico para infância e adolescência; Festival Abadá-Capoeira; Publicação de “Histórias de ninar…” e oficina literária com publicação de livro dos alunos; Festa da Dona Maria Padilha; Resgatando valores do barro à modernidade; Teatro Fantoche Itinerante; Romeu e Julieta para os avisados; “ConSENTE”; Oficinas De Técnica Vocal; A fabulosa história da Vila Conceição – Retrato da vida cotidiana por Renan Nunes; A Pesquisa Teatral no Cerrado Mato-Grossense; Alice, por uma sociedade justa pra todes; Exposição Réplicas da Vida; Pedro Malasartes pelos caminhos do Araguaia; Das Celas as Telas – Arte em Desterro; Websérie – Fica Perto!; Histórias Pra Contar Na Escola: Em Cada Canto, Um Conto; Capitão Trovão: Gravação Profissional de Autorais e Videoclipes; Instalação artística “Corpo Espetáculo”; Montagem de espetáculo “A morte e a Mãe”; Gravação do Curta Metragem “Como levar meu avó p’ro céu” de Wanderson Lana; Circulação do Espetáculo “O Acordo”; A gente cabe, mas se esquece; O monstro que não sabia Dançar; O Adeus de Maria; Fita Forte; Circulação – Ensaio sobre a Verdade ou Aos Bois; Onde Vi(nicius) anda?; Desfile Carnavalesco “Todas as cores do amor”; Bateria do Leste; Do vazio ao Infinito – Da concepção a obra; Projeto Origens: as belezas mato-grossenses e o artesanato; Operação Ozônio; Gravação do DVD Banda Forro Dez.

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Fonte: GOV MT

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Perícia toxicológica descarta a presença de veneno em restos mortais de avô de menina supostamente morta pela madrasta

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A Gerência de Perícias de Toxicologia Forense da Politec concluiu a perícia nos restos mortais coletados durante exumação realizada pela Diretoria Metropolitana de Medicina Legal do senhor Edson Emanoel Leite de Oliveira, 63 anos, avô de Mirella Poliane Chue. A criança, de 11 anos, morreu no dia 13 de junho de 2019, após ser supostamente envenenada pela madrasta.

O laudo foi concluído no dia 07 de maio deste ano, e não apontou nenhuma substância suspeita nos restos mortais, somente medicamentos corriqueiros, que possivelmente ele estava tomando por algum tratamento de saúde.

O trabalho investigativo havia apontado a suspeita de que a madrasta teria envenenado também o avô paterno da vítima. No curso das diligências, a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá solicitou exames para a constatação da possibilidade da morte do homem ter sido causada por envenenamento – ocorrida em março de 2018. A vítima morava com o avô e, com a morte dele, a menina passou a ficar com a indiciada.

O perito oficial criminal Paulo Sérgio Vasconcelos de Oliveira destaca que o tipo de veneno que fora pesquisado é bastante resistente à decomposição, sendo empregado como princípio ativo encontrado em pesticidas utilizados para controle de pragas em lavouras, permanecendo no solo por longos períodos de tempo.

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“O exame pericial foi feito com uma técnica bastante sensível, que é a cromatografia gasosa associada à espectrometria de massas. Feito isso, nós repetimos as análises e conseguimos localizar a presença de fragmentos de benzodiazepínicos, característicos típicos de intervenções médica. O nosso alvo foi a procura de substâncias intoxicantes, como venenos, especialmente o carbofurano que foi encontrado inicialmente na análise da sua neta, no entanto esta substância não foi encontrada em seu avô. Se houvesse a presença desta substância, haja vista que foi encaminhada o material do baixo abdômen e da parte excretora, certamente nós o encontraríamos”, citou.

Caso Mirella

Mirella Poliane morreu de causa inicialmente indeterminada. A criança deu entrada em um hospital privado de Cuiabá, já em óbito, e como o hospital não quis declarar a morte, foi acionada a DHPP para liberação do corpo, que solicitou perícia por precaução, diante da falta de evidência de morte violenta. Em princípio, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, mas exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal descartou o abuso.

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A Politec coletou materiais para exames complementares e, conforme Pesquisa Toxicológica Geral realizada pelo Laboratório Forense, foram detectadas no sangue da vítima duas substâncias, uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

O caso foi então remetido à Deddica, que durante as investigações desvendou o plano de envenenamento em virtude de a criança ter recebido uma indenização em decorrência da morte de sua mãe por erro médico, durante parto dela em um hospital de Cuiabá.

A equipe da Deddica concluiu que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias, pelo período de dois meses. A indiciada causou a morte da menina usando o veneno, de venda proibida no Brasil, e ministrando gota a gota entre abril e junho de 2019.

Fonte: GOV MT

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