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REFLORESTAMENTO

Estatal vai reflorestar área de terra indígena Xavante degradada para obter licença de pavimentação da BR-158

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Meio Ambiente

Marãiwatsédé, Terra dos Xavantes Foto: Reprodução

O processo de reflorestamento já foi iniciado

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal vinculada ao Ministério da Infraestrutura, vai reflorestar um trecho da Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé — território pertence ao povo Xavante e um dos mais devastados do País — para obter a linceça de pavimentação de 12 quilometros da BR-158. A rodovia é um dos principais eixos de escoamento de grãos do agronegócio.

De acordo com a assessoria da EPL, no total, a área, que está situada próxima da rodovia, receberá o plantio de mais de 279 mil árvores para a recuperação de 93,1 hectares. O processo de reflorestamento foi iniciado e as atividades vão desde a definição das áreas onde ocorrerá o plantio até a parte do monitoramento e gestão ambiental da região. A seleção e aquisição das mudas, bem como o plantio, adubação e irrigação das plantas também fazem parte do escopo do projeto elaborado pela empresa.

Ainda conforme a EPL, o projeto de reflorestamento vai permitir que a estatal obtenha o licenciamento ambiental para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) possa finalizar as obras de pavimentação em um trecho de 12 quilômetros da rodovia BR-158, no Mato Grosso. A região do plantio compensatório, prática exigida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para emitir a licença, foi definida em um acordo entre os indígenas da região, a Fundação Nacional do Índio (Funai), o DNIT, a EPL e o próprio Ibama.

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Segundo a EPL, a área escolhida para o reflorestamento é adjacente à rodovia, que é um dos principais eixos de escoamento de grãos do agronegócio. A BR-158/MT integra a região à ferrovia Carajás, o que permite que os produtos mato-grossenses sejam exportados pelo Porto de Itaqui, no Maranhão.

Olho no Araguaia – Olhar Direto

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Meio Ambiente

Mato Grosso reduz focos de calor nos três biomas mato-grossenses; no Pantanal a redução foi mais de 80%

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Os investimentos do Governo de Mato Grosso no valor de R$ 73 milhões foram determinantes para a realização de diversas ações de combate aos incêndios, durante o período de estiagem no Estado em 2021. O resultado foi a redução dos focos de calor em todos os três biomas mato-grossenses: Pantanal 82,44%, Cerrado 52,07% e Amazônia 42,25%, conforme dados do Instituto Nacional e Pesquisas Espaciais (INPE).

Conforme os dados comparativos da plataforma, que consta no relatório do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT), de 1º de julho a 30 de outubro de 2020, que corresponde ao período proibitivo de uso do fogo, foram contabilizados 11.998 focos de calor no Pantanal, enquanto que em 2021, no mesmo período, foram 2.105, o que corresponde redução de 82,44%. O Cerrado, em 2020, teve 11.208 focos de calor e em 2021, foram 5.372, equivalente a queda de 52%,07. Na Amazônia, foram registrados 15.221 focos em 2020, enquanto que no mesmo período de 2021 foram apenas 8.790, uma baixa de 42,25%.

Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges, o alcance desses resultados foi possível porque diversos órgãos estaduais foram estruturados para realização de um conjunto de trabalho em diverSas frentes na força-tarefa de combate ao fogo.

“O Governo do Estado investiu firmemente para estruturar seus órgãos de proteção ambiental, que não se restringem ao Corpo de Bombeiros. Temos ainda a Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e a Polícia Militar, com seu Batalhão Ambiental. Devemos destacar que municípios e Governo Federal também foram importantes neste processo. Todo esse conjunto de ações e o trabalho executado pelos militares resultou neste percentual de redução dos focos”, disse o comandante.

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O Estado realizou aquisição de 60 viaturas; 40 carros foram enviados pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema), além de outras 10 obtidas por meio de parcerias com as Prefeituras e outras 10 da própria corporação do CBMMT.  Também foram entregues equipamentos: abafadores de chamas, kits completos de uniformes, mangueiras, motobombas flutuantes, motosserras, óculos de proteção, roçadeiras, sopradores costais, entre outros.

Além disso, a Secretaria Adjunta de Defesa e Proteção Civil realizou toda logística para aquisição de aeronaves modelo Air tractor AT-502B, com capacidade para transportar 1.800 litros d’água que realizou 87,7 horas de voo para apagar incêndios em locais inacessíveis pela terra.

Outra importante medida, foram as tratativas de parceria com as prefeituras, que resultaram na abertura de dois Pelotões Independentes do CBM dentro do Pantanal.

Em Poconé, o Governo de Mato Grosso inaugurou o 1° Pelotão Independente Bombeiro Militar. O investimento foi de R$ 2,6 milhões na unidade estratégica, que entrou em atividade em fevereiro deste ano, no monitoramento, prevenção e rápida resposta no combate aos incêndios florestais.

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Em junho, 2° Pelotão Independente foi inaugurado na cidade de Santo Antônio de Leverger estruturado para auxiliar no combate aos incêndios florestais na região, além de possibilitar atendimentos das diversas ocorrências na zona urbana, rural e demais localidades. O pelotão também vai atender a cidade de Barão de Melgaço.

Para responsabilizar os infratores pelos danos ao meio ambiente pelo uso durante o período proibitivo, equipes do CBMMT iniciou, em 02 de fevereiro deste ano, os ciclos de fiscalização para constatar áreas destruídas que foram identificadas através do monitoramento via satélite, na sala de situação do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). Em outubro de 2021, o trabalho foi intensificado com lançamento da Abafa Amazônia e Abafa Araguaia, teve 46.209,68 hectares áreas fiscalizadas, com aplicação de multas estimada em R$ 85.749.615,50.

Para o ano 2021, os trabalhos de planejamento já foram iniciados e uma avaliação do conjunto de ações vem sendo realizado para fazer os ajustes necessários para ser implementado no planejamento técnico da corporação.

Por Assessoria | Secom-MT.

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