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Advogados de Mato Grosso são suspeitos de fraudes na Justiça do RN

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Advogados inscritos na seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) são suspeitos de fazer captação de clientes em massa e de fraudar provas processuais na Justiça do Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada pelo site Consulor Jurídico. 

A denúncia foi apresentada por meio de uma nota técnica elaborada pelo Centro de Inteligência dos Juizados Especiais do Rio Grande do Norte e chama a atenção dos magistrados daquele estado para esse tipo de ocorrência, sobretudo em ações patrocinadas por advogados inscritos na OAB-MT.

Conforme levantamento feito pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN), 14 advogados, sendo a maioria com registro na OAB-MT, já ajuizaram quase 15 mil ações nas unidades jurisdicionais daquele Estado, todas sobre o mesmo tema, qual seja, contestação sobre inscrição em cadastro de inadimplentes (Serasa) sob o falso argumento de que a dívida não existiria, quando efetivamente existe.

Segundo a Nota Técnica 01/2021, os profissionais fazem a captação de clientela em massa, o ajuizamento de causas idênticas em grande volume e ainda cobram valores abusivos dos clientes. “E o mais grave de tudo, observou-se a estipulação de honorários advocatícios pelos causídicos em seus contratos particulares com os demandantes no percentual de até 50% sobre o valor da indenização, em geral, em feitos nos quais o perfil dos autores é o mesmo: moradores de bairros carentes, analfabetos, desempregados, baixa renda, baixa escolaridade, com pouco acesso à informação, evidenciando ainda mais a ocorrência de captação ilícita de clientela”, cita trecho da nota.

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Em uma segunda nota, emitida após contestação da Ordem potiguar, o TJ-RN afirmou que a denúncia trata de “fraude à Justiça, praticadas por grupos de advogados que apresentam documentos falsificados como supostas provas em ações movidas nos Juizados Especiais”. “Esses processos têm o intuito de restabelecer o crédito de pessoas inadimplentes com instituições comerciais e financeiras”.

Esse tipo de ação já foi denunciado há pouco mais de dois anos, em dezembro de 2018, quando reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou como alguns advogados atuavam enganando pessoas para dar entrada em ações judiciais desse mesmo tipo. Na época, os produtores do programa conseguiram conversar com os profissionais e revelaram o modus operandi do sistema de capação de clientes. A nota técnica do TJ-RN também cita a reportagem.

A OAB-MT informou que colabora com o TJ-RN e que cedeu informações sobre a pendência de processos em andamento no Tribunal de Ética e Disciplina acerca deste tipo de conduta. De acordo com o presidente do TED, João Batista Beneti, todas as denúncias recebidas pela entidade são devidamente apuradas e, quando fica comprovado qualquer ato antiético e/ou ilícito, os profissionais são advertidos, ou até mesmo impedidos de exercer a advocacia. Os processos em andamento são sigilosos.

Com relação às denúncias de 2018, a OAB-MT revelou que as investigações foram concluídas e os profissionais denunciados tiveram o direito de exercer a advocacia suspenso.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) informou que irá abrir uma frente de trabalho para investigar os fatos no estado, mas que ainda não há nenhuma conclusão a respeito.

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Na prática

O sócio e fundador do escritório Corrêa da Costa Advogados, João Celestino Corrêa da Costa Neto, que atua na defesa de empresas com perfil das que são vítimas de fraudes processuais, diz que esse tipo de prática é pontual, mas recorrente e de conhecimento público.

“Infelizmente, paralelamente aos profissionais que atuam de forma legal, reta e ética, alguns isolados grupos agem de forma orquestrada, marginal e antiética, pagando inclusive por informações a terceiros perdigueiros e captadores na cooptação de clientes que supostamente teriam direito a indenizações. Essas pessoas se aproveitam, muitas das vezes, da falta de conhecimento e da inocência de pessoas simples que passam por problemas econômicos”, explica Corrêa da Costa.

“Vimos ao longo dos últimos anos o crescimento vertiginoso de ações contra empresas e instituições financeiras em busca de vantagens ilícitas por meio de fraudes processuais, essencialmente nos juizados especiais. As denúncias são feitas à OAB, que dentro dos limites legais promove sua punição disciplinar. Mas o problema é maior. O problema já é de há muito tempo um problema social e criminal. Como reconhecido pelo próprio Poder Judiciário em Mato Grosso em dezenas de decisões judiciais que endereçam ofícios ao MP e à Polícia Civil para providências cabíveis. Essa nota técnica do TJ-RN é a mais contundente pancada de realidade do Judiciário sobre o tema”, afirma o advogado.

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Mulher ao celular escapa por um triz de caminhão desgovernado; vídeo

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Veículo saiu da pista após ser atingido por outro caminhão, atravessou rua e só parou após colidir contra parede de comércio. Ninguém ficou ferido.

Um caminhão desgovernado saiu da pista na BR-040, atravessou uma rua paralela e só parou após bater contra a parede de uma loja em Valparaíso de Goiás, no Entorno no Distrito Federal. Câmeras de segurança da loja registraram que uma mulher, que andava pela calçada, por pouco não foi atropelada (veja o vídeo abaixo). Ninguém ficou ferido.
O acidente aconteceu por volta das 17h de quinta-feira (29). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão saiu da pista após ser atingido, na traseira, por outra carreta, que estava carregada com sucata e, depois da batida, começou a pegar fogo. As chamas foram apagadas rapidamente.

A corporação informou que, em razão do acidente, a via ficou parcialmente interditada, o que causou um congestionamento por aproximadamente dois quilômetros.

Segundo o motorista do caminhão que transportava sucata, Leandro Borges, o trânsito na via parou de repente. “Quando eu vi, já estava muito em cima e não consegui evitar [a batida]”, contou.
Já o caminhoneiro Gilson dos Santos, que estava no veículo que invadiu a loja, relatou que não se lembra de sair da pista.

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“Na hora que aconteceu a batida, eu apaguei. Não vi quando o caminhão desceu nem que bateu na loja”, afirmou Gilson dos Santos, motorista do caminhão que invadiu a loja.

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