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Fiocruz confirma: 90% dos casos de covid em MT são da variante ômicron

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A análise foi feita em 95 amostras de 40 municípios do Estado.

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen-MT), confirmou que, em janeiro de 2022, 90% dos casos confirmados de covid-19 são fruto da variante Ômicron, ou seja, 9 em cada 10 casos.

A análise foi feita pela equipe coordenada pelo pesquisador da Fiocruz, Luiz Carlos Júnior Alcântara, que recebeu 95 amostras. Desse total, 48 foram enviadas pelos municípios do Estado ao Lacen e 47 foram provenientes da pesquisa realizada em pacientes assintomáticos e já vacinados.

Conforme resultado da análise, em agosto de 2021 cerca de 60% das variantes em circulação no estado eram Gamma e 40% eram Delta. Em dezembro de 2021, o estudo mostrou a prevalência de 75% da variante Delta e de 25% da variante Ômicron. Em janeiro de 2022, foi identificado nas amostras a predominância de 90% da variante Ômicron contra cerca de 10% da variante Delta.

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“Esses resultados evidenciam a importância de mantermos ativas as medidas não farmacológicas ao longo do processo de vacinação para que seja possível reduzir a transmissão sustentada do patógenos a nível nacional, prevenindo a potencial emergência de outras variantes de interesse e/ou preocupação internacional”, diz o pesquisador Luiz Carlos Júnior Alcântara no relatório da pesquisa.

As amostras são provenientes de pacientes dos municípios de Guarantã do Norte, Conquista D’Oeste, Lambari D’Oeste, Alto Araguaia, Chapada dos Guimarães,  Campo Novo do Parecis, Juscimeira, Alto Araguaia, Diamantino, Tangará da Serra,  Poconé,  Nova Santa Helena,  Tapurah,  Nova Canaã do Norte, Colíder, Nova Guarita, Gloria D’Oeste, Nova Brasilândia, Rondonópolis, Nova Ubiratã, Porto Esperidião, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Jaciara, Nova Lacerda, Planalto da Serra, Barra do Bugres, Santa Rita do Trivelato, Dom Aquino, Campo Novo do Parecis, Várzea Grande, Cuiabá, Nobres, Cáceres, Comodoro, São José Dos Quatro Marcos, Nossa Senhora Do Livramento, Alta Floresta e Santo Antônio do Leverger.

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A diretora do Lacen-MT, Elaine Cristina de Oliveira, avalia positivamente a pesquisa no sentindo de identificar as variantes em circulação no estado e analisar a predominância delas entre os casos confirmados do coronavírus. “Os esforços de sequenciamento são necessários para a geração de novos dados genômicos que permitirão o monitoramento das variantes do vírus SARS-CoV-2 circulantes. A partir dessa identificação os gestores conseguem trabalhar políticas públicas de enfrentamento a disseminação do vírus”, diz Elaine.

A diretora ainda explica que sobre as ações de vigilância genômica em Mato Grosso, o Lacen iniciou as atividades de sequenciamento genético em outubro de 2021 e até momento já sequenciamos 160 amostras e 64 amostras ainda estão em análise.

No período de 2020 e 2021, o laboratório envio aos laboratórios de referência 360 amostras. Desse total, 118 tiveram resultado sequenciados. Já para a equipe do projeto de pesquisa a unidade estadual enviou 256 amostras, das quais foram sequenciadas 158.

Olho no Araguaia – Repórter MT

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“Está difícil até de dormir; estamos exauridos”, diz Gilberto sobre lotação de UTIs

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Gilberto volta a enfatizar que o único caminho, até agora, é a vacinação.

Apesar da preocupação com a rápida ocupação dos leitos, o secretário não pensa em “colapso” da rede de saúde e prefere ser “otimista”.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, fez um novo alerta para que a população se conscientize e colabore com a redução dos casos de covid-19. Diante da nova variante, ômicron, a terceira onda está acontecendo e as mortes aumentando nos hospitais.

“Não dá pra prever até onde vamos ter capacidade de atendimento a todos que demandarem, por isso pedimos prudência pra população, que não se comporte como se a pandemia já tivesse acabado”, afirmou Gilberto, em entrevista nesta segunda-feira (7).

Ele destaca que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem aberto novos leitos de UTI toda semana, além de também disponibilizar vacinas e testes. No entanto, esses recursos não são infinitos.

“Não sei qual vai ser o nosso limite. A preocupação é contínua. É difícil até para dormir. Todos os dias a gente abre leitos e a taxa está sempre ficando num nível muito alto. A última (taxa de ocupação de UTIs) de ontem era de 84%. Abrimos 30 novos leitos e praticamente, em poucos dias, estamos exauridos”, desabafou.

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Gilberto volta a enfatizar que o único caminho, até agora, é a vacinação. Prova disso é que os casos mais graves da doença estão entre os idosos, que não voltaram para tomar a dose de reforço e perderam imunidade, e aqueles que não completaram o esquema vacinal.

“Já tem novas subvariantes da ômicron, no mínimo duas, detectadas no país. A vacina ainda é um único caminho. Os números de casos por dia, os oficiais, porque a subnotificação ainda é muito grande, está ensejando uma notificação crescente. E isso sempre nos traz preocupação com a capacidade hospitalar. O apelo principal é pra população buscar a vacinação, especialmente neste momento”.

Apesar disso, o secretário não pensa em “colapso” da rede de saúde. Segundo ele, é melhor ser “otimista”.

“Prefiro pensar com otimismo, não posso torcer para isso (colapso). É o que tenho feito até aqui. Todos os dias fazendo inserções de novos leitos, mas temos que pensar que esses recursos são finitos”, concluiu.

Olho no Araguaia – Repórter MT – Conexão Poder

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