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Mato Grosso

PRF prende homem transportando mais 30 kg de cocaína

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Essa apreensão causou prejuízo de mais de 3 milhões aos criminosos

No sábado (08/05), por volta das 16 h, a equipe da PRF recebeu uma informação que um veículo, Fiat/Strada, transportara droga em seu interior e estava trafegando pela BR 364. De pronto, a equipe se deslocou para a ronda em busca do veículo no trecho, o qual foi abordado no KM 636, no município de Diamantino/MT.

Durante a abordagem, o condutor foi identificado com um homem de 44 anos. Neste momento, os policiais se deslocaram até ao posto da PRF, junto com o veículo e seu condutor, para melhores averiguações, onde, após busca veicular, foram encontrados 30 tabletes (mais de 30 Kg) de pasta base. A droga estava escondida em compartimentos ocultos do veículo.

O homem foi preso e conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Diamantino/MT, na qualificação de autor de tráfico de drogas.
A apreensão gerou um prejuízo de mais de 3 milhões de reais para as organizações criminosas.

Olho no Araguaia/PRF-MT

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Mato Grosso

Mato Grosso é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

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Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

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Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

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