Política
“Decisão do STF reforça nossa luta e consolida segurança jurídica para produtores do Araguaia e do Guaporé”, afirma Dr. Eugênio
Em decisão, na semana passada, STF extinguiu ação que questionava licenciamento em áreas úmidas da região do Araguaia e do Guaporé em Mato Grosso.
/ Assessoria
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (15), trouxe alívio jurídico para produtores mato-grossenses que buscam licenciamento ambiental em áreas na região do Vale do Araguaia e do Guaporé. A Suprema Corte reconheceu usurpação de competência e extinguiu a ação civil pública que questionava o uso produtivo de terras em áreas úmidas de Mato Grosso. O deputado estadual Dr. Eugênio afirmou que a decisão consolida luta por segurança jurídica para produtores rurais.
Na decisão, o ministro do STF, Gilmar Mendes, afirmou que houve usurpação de competência na ação civil pública que pedia a suspensão dos efeitos da Resolução nº 45/2022 do CONSEMA. A ação questionava a norma estadual que regulamenta o licenciamento de empreendimentos rurais em áreas úmidas. O argumento era de que essas áreas deveriam receber tratamento semelhante ao do bioma Pantanal, com restrições mais severas no uso para produção agropecuária.
Gilmar Mendes não entrou no mérito do caso, mas reconheceu que não cabe a uma ação civil pública suspender efeitos de uma norma estadual, como se fosse uma ação direta de inconstitucionalidade.
O deputado Dr. Eugênio, que liderou a defesa dos produtores do Araguaia e do Guaporé, comemorou a decisão. Segundo ele, a ação que colocava restrições aos produtores de regiões úmidas estava equivocada em equiparar essas áreas ao bioma Pantanal.
“Essa decisão do ministro Gilmar Mendes foi a sinalização daquilo que nós já tínhamos certeza e que temos lutado para defender: no Vale do Araguaia nós temos o bioma Cerrado, nós temos floresta, mas nós não temos o bioma Pantanal”, disse, durante passagem por Cocalinho, um dos municípios que seriam afetados por restrições à produção rural em áreas úmidas.
A discussão sobre a classificação das áreas úmidas do Araguaia e do Vale do Guaporé se intensificou em 2023, quando uma medida liminar da Vara Especializada do Meio Ambiente, com base na mencionada ação civil pública, restringiu a utilização de áreas úmidas em ambas as regiões, equiparando-as ao bioma Pantanal.
Dr. Eugênio liderou uma mobilização na Assembleia Legislativa (ALMT) se opondo à medida e pedindo estudos técnicos que confirmassem a classificação das terras do Araguaia e do Vale do Guaporé. Em 2024, veio a primeira vitória: ficou confirmado, mediante estudo da UFMT, que as áreas úmidas de ambas as regiões não são equiparadas ao bioma Pantanal.
Em 2025, foi sancionado o projeto de lei complementar nº 43/2025, de autoria do Dr. Eugênio e coautoria do deputado Valmir Moretto, que altera o Código Estadual de Meio Ambiente e regulamenta a exploração econômica e o uso sustentável de áreas úmidas nos vales do Araguaia, Guaporé e Pantanal.
O dispositivo legal já regulamenta o uso sustentável das terras úmidas pelos produtores, mas, para Dr. Eugênio, a decisão do STF reforça essa garantia de segurança, reduzindo possibilidades de novos questionamentos e entraves jurídicos.
Segundo levantamentos técnicos, caso viesse a ocorrer a proibição da exploração sustentável das áreas úmidas do Araguaia, municípios como Cocalinho, Luciara e Novo Santo Antônio poderiam ter sua produção agropecuária praticamente paralisada. A medida colocaria em risco a sobrevivência econômica dessas cidades, comprometendo empregos, arrecadação, investimentos e a permanência de milhares de famílias no campo, além de provocar um profundo impacto social e econômico em toda a região do Araguaia.
Política
Araguaia perderia 4 milhões de hectares produtivos, em caso de restrições sobre áreas úmidas, afirma Dr. Eugênio
Decisão do STF derrubou ação cível pública que equiparava áreas úmidas do Araguaia ao Pantanal, sugerindo restrições que inviabilizariam atividade agropecuária na região.
/ Assessoria
Mais de 4 milhões de hectares produtivos do Vale do Araguaia mato-grossense seriam severamente impactados, caso as áreas úmidas da região fossem classificadas como pertencentes ao bioma Pantanal. A afirmação é feita pelo deputado estadual Dr. Eugênio, que há três anos se opõe à tese que poderia minar a economia de 17 municípios influenciados pela atividade agropecuária na região. Na última sexta-feira (15), uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe alívio aos produtores do Araguaia ao derrubar a ação civil pública que tentava sustentar a teoria, já descartada por estudo técnico da UFMT.
A ampliação do significado de áreas úmidas em Mato Grosso, proposto por ação civil pública do Ministério Público, em 2023, mudaria o destino do Vale do Araguaia, dificultando o licenciamento ambiental para produção agropecuária em 4,2 milhões de hectares. O levantamento realizado pela equipe do deputado Dr. Eugênio leva em conta um estudo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA) e indica que 17 municípios da região seriam afetados pela mudança na classificação.
Segundo estimativas, apenas em Cocalinho, mais de 1,6 milhões de hectares seriam produtivamente prejudicados, cerca de 96% do território. Em Luciara, estima-se que até 99% da área teria a viabilidade produtiva afetada, enquanto, em Novo Santo Antônio, cerca de 94% do território seria atingido.
A tese de que as áreas úmidas do Araguaia são equiparáveis ao Pantanal tentou suspender os efeitos da Resolução nº 45/2022 do CONSEMA, que regulamentava o uso sustentável deste território para agropecuária e outras atividades.
“Foi uma ação civil pública impetrada contra a resolução do CONSEMA, que desconsiderou os indicativos técnicos sobre a região do Araguaia e a importância da agropecuária sustentável para os muitos municípios da região. Nós mobilizamos um trabalho político para se opor a essa tese, com base na ciência, e logo conseguimos provar tecnicamente que as áreas úmidas do Araguaia e do Vale do Guaporé não podem ser equiparadas ao bioma Pantanal”, explicou Dr. Eugênio.
Em 2024, a UFMT entregou um estudo técnico, contratado pela Assembleia Legislativa, que classifica as características das áreas úmidas do Araguaia e do Guaporé, descartando a comparação com o bioma Pantanal.
O estudo embasou a lei complementar nº 829/2025, de autoria do deputado Dr. Eugênio e coautoria do deputado Valmir Moretto, que altera o Código Estadual de Meio Ambiente, regulamentando a exploração sustentável de áreas úmidas nos vales do Araguaia e Guaporé. A legislação exclui da qualidade de uso restrito as áreas que não são afetadas pelo pulso das inundações e/ou que não apresentam características de áreas úmidas. Uma vitória que trouxe segurança jurídica aos produtores rurais e garantiu a continuidade do desenvolvimento econômico do Araguaia.
Na última sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, reconheceu usurpação de competência e extinguiu a ação civil pública que questionava o uso produtivo de terras em áreas úmidas de Mato Grosso. Para o deputado Dr. Eugênio, a decisão reforça essa garantia de segurança, reduzindo possibilidades de novos questionamentos e entraves jurídicos nos licenciamentos ambientais.
“Esperamos que esse tenha sido o episódio final dessa briga. Restringir a produção do Araguaia é paralisar o desenvolvimento na região. Estamos falando da desvalorização de um grande território, que levaria a perdas na arrecadação dos municípios, baixa nos empregos diretos e indiretos gerados pelo agro e redução na qualidade de vida das pessoas, que lutaram tanto para que a região crescesse. Nós conseguimos evitar uma perda gigante para o estado de Mato Grosso e estamos muito felizes com essa conquista”, destacou o deputado.
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