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Pastores de MT tentam impedir que Renan Calheiros seja relator da CPI da Covid

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Pastores de Mato Grosso que integram o movimento “Acorda Senado” estão enviando mensagens aos senadores para impedir que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) seja relator ou presidente da CPI da Covid, que deve apurar gastos com a pandemia de prefeitos, governadores e do presidente Jair Bolsonaro. Também serão apurados os comportamentos dos gestores.

Os senadores de MT, Wellington Fagundes (PL); Jayme Campos (DEM) e Carlos Fávaro (PSD) também receberam a mesma mensagem, mas não fazem parte da CPI.

Os líderes religiosos pedem a escolha de um presidente e relator “isentos” para condução da investigação pelo Senado Federal. Eles alegam que Calheiros não poderia ser relator, pois o filho dele é governado do Estado de Alagoas, que também deve ser investigado.

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“Me envergonho”: Cattani quer revogar título de cidadão mato-grossense concedido a Alexandre de Moraes

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL), candidato à reeleição, criticou nesta quarta-feira (02), durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A fala ocorreu depois de o ministro André Mendonça autorizar a retirada do sigilo de conversas atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, extraídas do celular do investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master. Moraes já havia negado anteriormente ter mantido diálogo com Vorcaro.

Em plenário, Cattani reforçou críticas já feitas por outros deputados e afirmou que o ministro “tem envergonhado o nosso Brasil, a nossa nação, com suas ações”. O parlamentar também citou o que classificou como perseguição aos mato-grossenses. 

“Dezenas de pessoas inocentes, que não são criminosas, estão pagando um preço de perderem a sua família, de perderem a sua vida, de perderem os seus bens, porque se manifestaram, e esse juiz acabou com a vida dessas pessoas de maneira covarde e cruel”, disse, ao fazer referência aos presos após inquéritos liderados por Alexandre de Moraes no STF.

O parlamentar lembrou que a Casa concedeu, em 2024, título de cidadão mato-grossense a Moraes, por meio de projeto de resolução de autoria do deputado Valdir Barranco (PT). “Hoje, como mato-grossense, eu me envergonho de ter esse título dado a esse juiz”, afirmou Cattani, ao anunciar que apresentou, junto aos deputados Chico Guarnieri e Faissal Calil, um projeto de resolução para revogar a honraria.

Cattani também estendeu a cobrança ao Senado Federal, a quem atribuiu omissão diante da atuação do magistrado. “Os únicos freios e contrapesos da República estão no Senado Federal, para que isso realmente seja freado, seja contrapesado, para que as instituições funcionem”, declarou, acrescentando que a Casa “se acovarda diante disso” e nada faz para impedir o que chamou de autoritarismo. 

Para o parlamentar, o momento eleitoral reforça a importância do embate. “A eleição deste ano é a mais importante que nós temos na história da República Federativa do Brasil desde que ela existe. E o Senado é o mais importante de todos”, disse.

Gilberto Cattani reforça a defesa da liberdade de expressão, do devido processo legal e de instituições que funcionem dentro dos limites da Constituição. Segundo ele, decisões unilaterais e processos conduzidos sem as garantias plenas de defesa, práticas que atribui à condução de inquéritos por Moraes no STF, representam risco à democracia e aos valores dos brasileiros.

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