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Setembro Amarelo: Como interpretar sinais e prevenir o suicídio

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Foto: MÁRCIA ANDREOLA

A campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2014 em todo o Brasil e tem o objetivo de prevenir o suicídio. Com o tema “Agir salva vidas”, a edição de 2021 busca desmistificar o assunto e difundir informações acerca dos fatores de risco e sinais de alerta, bem como das medidas que devem ser tomadas para auxiliar na prevenção ao suicídio.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, divulgado em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que o número de suicídios no Brasil em 2020 foi de 12.895, com variação positiva de 0,4% em relação a 2019.

Em Mato Grosso, houve aumento de 18% do número de casos, passando de 226 casos em 2019 para 267 em 2020. Já no primeiro semestre de 2021, os registros reduziram de 132 para 118, comparando com o mesmo período do ano passado.

O psicólogo Raul Tibaldi, servidor da ALMT, explicou como podemos identificar sinais de que uma pessoa pode estar pensando em cometer suicídio e qual a melhor forma de ajudá-la. 

Confira a entrevista na íntegra:

– Como perceber sinais de que uma pessoa pode estar pensando em cometer suicídio? Nesse caso, como familiares e amigos podem agir para ajudá-la?

Raul Tibaldi – Essa é uma questão delicada, porque nem sempre uma pessoa que tem comportamentos suicidas dá sinais muito evidentes. Pensando em situações como essa, precisamos considerar possibilidades de diálogo que possibilitem que a pessoa fale abertamente sobre essa intenção e seus pensamentos.

Foto: Helder Faria

Inclusive esse é um dos motivos pelos quais a gente procura desmistificar a questão de que falar sobre o suicídio provoca o ato. Na verdade, a gente entende que acolher a pessoa, ouvi-la sem julgamento, favorece o encaminhamento para ajuda profissional. Essa é a melhor forma que familiares e amigos podem ajudar uma pessoa que está pensando em suicídio: encaminhar para ajuda especializada, com psicólogos e psiquiatras, dependendo da gravidade da situação.

Fora isso, poderia dizer que mudanças de comportamento muito evidentes também configuram sinais de alerta. Indícios de tristeza, de sintomas depressivos, perda de prazer por atividades que antes eram prazerosas para aquela pessoa. Mesmo nesses casos, o ideal é que a gente tente compreender o que está acontecendo, estimular o diálogo e, se for o caso, procurar ajuda.

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– No ambiente de trabalho, é possível diferenciar um colega tímido/quieto de alguém que esteja enfrentando uma depressão, “calando” suas emoções e sofrendo? Como?

Raul – Em termos técnicos, de diagnóstico, essa diferenciação é feita por um profissional, de preferência em um trabalho conjunto com psicólogo e psiquiatra. Essa diferenciação também vem com o estreitamento dos laços. Os tipos de relações interpessoais possibilitam sabermos ou não diferenciar esses comportamentos.

Mesmo uma pessoa que aparenta estar perfeitamente feliz e plena pode estar pensando em suicídio. Tanto a tristeza quanto a alegria não são escudos ou sinais evidentes e claros de que a pessoa esteja calando as emoções ou pensando em suicídio, em casos mais graves.

Essa diferenciação, esse conhecimento, vem com uma conversa acolhedora, empática, que muitas vezes só é possível com uma pessoa com quem a gente tem maior proximidade e empatia. Caso não haja muita proximidade com a pessoa, ao menos podemos aconselhar para que peça ajuda a um profissional que vai poder oferecer esse espaço de falar sobre os sentimentos e explorar o que estiver passando.

– Como podemos agir individual e coletivamente para um ambiente de trabalho mais acolhedor?

Raul – Da mesma forma que nós não vivemos sozinhos, também não trabalhamos sozinhos. A maioria dos trabalhos é feito de forma coletiva, então podemos atuar buscando a melhor qualidade possível das relações interpessoais. 

Mesmo que não estejamos falando de amizades no trabalho, podemos agir no sentido de proporcionar relações minimamente saudáveis, que prezem pela boa educação e pela simpatia. Tudo isso contribui para a manutenção de um ambiente acolhedor ou, pelo menos, um ambiente que não seja tóxico e não cause ainda mais stress emocional aos trabalhadores.

Institucionalmente, também podem ser propostas algumas ações, como a realização de oficinas de relacionamentos interpessoais, de empatia e de escuta acolhedora para auxiliar ou identificar questões que atravessam as relações em uma equipe, um setor ou uma instituição.

– O que está sendo feito na ALMT para melhorar a saúde mental e emocional do servidor?

Raul – Desde o início da pandemia, o Qualivida tem atuado no tratamento e restabelecimento da saúde física dos servidores que foram infectados pelo coronavírus, tanto na sua forma mais leve quanto mais grave, com recuperação fisioterapêutica. Além disso, os atendimentos psicológicos continuaram de forma on-line.

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Recentemente, foram retomados os atendimentos presenciais, com horários previamente agendados, e foi dado um enfoque para os servidores que estavam passando por questões relacionadas à ansiedade, com relação à própria pandemia, e também servidores que perderam entes queridos pela Covid-19.

Outras medidas até então não foram não foram implementadas porque demandam também a presença de servidores em grupo, o que vai de encontro às medidas de biossegurança. 

– O atendimento das segundas-feiras está sendo realizado? De forma on-line ou presencial?

Raul – O atendimento que era feito nas segundas-feiras foi temporariamente suspenso porque era feito de forma presencial. Depois, com o retorno dos atendimentos, foi dada preferência aos atendimentos individuais, em decorrência da pandemia.

Mais recentemente, com os esforços voltados ao polo de vacinação da Assembleia, ainda não foi possível retomar com os atendimentos do plantão.

– Quais as dicas para melhorar a nossa saúde mental durante a pandemia?

Raul – É difícil dar “receitas”, porque saúde mental depende muito das circunstâncias pessoais, sociais e econômicas de cada pessoa, mas eu poderia dizer que na pandemia algumas questões se acentuaram, como os sintomas de ansiedade e alguns transtornos depressivos.

Muitas pessoas enfrentaram o desemprego, a insegurança financeira ou perderam entes queridos e tudo isso constitui fatores de risco para a agravamento da saúde mental.

Passando por esse período difícil, o importante é que, dentro das nossas circunstâncias e das nossas possibilidades, busquemos estratégicas para minimizar os impactos da pandemia na saúde mental, como uma rede de apoio social, afetiva ou familiar.

O ideal é que a gente procure fortalecer, enquanto sociedade, esses mecanismos de atenção psicológica às pessoas que têm questões que podem afetar a saúde mental. Então eu diria que em casos mais leves, iniciais, é fundamental procurar estratégias de enfrentamento, dentro das suas possibilidades, uma rede de apoio social, familiar e afetiva e buscar ajuda especializada para lidar com essas questões.

Caso precise de ajuda ou informações, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV), que dá apoio emocional e preventivo ao suicídio. Ligue para 188 (número gratuito) ou acesse www.cvv.org.br.

Fonte: ALMT

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Thiago Silva reitera pedido para novo hospital regional e campus da Unemat em Rondonópolis

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Reunião na Uramb com a presença do Governador

Foto: HENRIQUE PIMENTA / ASSESSORIA DE GABINETE

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) e uma comitiva com lideranças políticas e comunitárias de Rondonópolis receberam nesta quinta-feira (23), o governador Mauro Mendes (DEM) no município para realizar reuniões e ouvir as solicitações dos munícipes. A população apresentou as principais reivindicações para o governador e sua equipe na área da saúde, social e educação.

O deputado representou a Assembleia Legislativa no evento e relembrou sua trajetória como líder comunitário e as conquistas que este governo já realizou no município.

“Para mim é motivo de honra participar dessa reunião junto do governador e sua equipe, pois comecei minha vida pública aqui no movimento comunitário como presidente de bairro e muito devo a essas pessoas que sempre confiaram em no trabalho. Parabenizo o governador por investir maciçamente na educação em Rondonópolis com a reforma geral das escolas Marechal Dutra, Emanuel Pinheiro, Escola Militar no Maria Tereza e futuramente a escola no [bairro] Mathias Neves que deverá ser licitada este ano. Destaco também a regularização de repasses no hospital regional e a construção da Avenida W11, que vai ser mais uma rota para a cidade. Hoje a principal demanda do município é a consolidação da Unemat, com a chegada de mais cursos e estamos destinando emenda para o fortalecimento da instituição. Também recebemos o pedido de lideranças comunitárias para a construção de um Novo Hospital Regional, pois hoje atendemos mais de 20 cidades da região e o atual hospital não consegue atender toda a demanda regional”, frisa o deputado Thiago Silva.

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O deputado federal Carlos Bezerra (MDB) destacou em sua fala a importância do movimento comunitário para o crescimento de Rondonópolis. “Quando fui prefeito e governador, fiz grandes mutirões para a construção de escolas, casas e saneamento em Rondonópolis e muito se deve ao apoio do movimento comunitário”, lembra o deputado.

O governador  apresentou à população o trabalho realizado pelo Estado no município e fez compromissos. “Quero falar da alegria de estar junto do movimento comunitário de Rondonópolis. Infelizmente, não conseguimos estar sempre nos municípios, mas estamos realizando diversas ações junto à Assembleia e à primeira-dama Virgínia Mendes na área social, educação e infraestrutura. Cerca de seis mil famílias de Rondonópolis hoje recebem recursos do governo e AL pelo cartão SER FAMÍLIA ,que tem ajudado famílias carentes na pandemia. Também foram entregues cestas básicas e cobertores. Estamos fazendo a avenida que interligará à ponte da W11, sendo uma obra de grande impacto na logística da cidade. O anel viário foi outro compromisso nosso que já entregamos e está em melhor condição do que em anos passados. O hospital regional foi entregue em 2019 com dívidas atrasadas e conseguimos fazer o pagamento e também ampliar as UTI’S para o combate à covid-19.”, lembra o governador.

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Por fim, Mauro Mendes informou que irá investir mais de R$ 40 milhões para revitalizar o distrito industrial com a parceria do senador Carlos Fávaro (PSD), demanda apresentada pelo deputado Thiago Silva e demais líderes comunitários. Também participaram do evento a presidente da Uramb, Nilza Maria, membros da prefeitura, câmara municipal, presidentes de bairros, líderes comunitários e deputados.

Fonte: ALMT

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